quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Quem quer ganhar a Sul-Americana?


Um Fla-Flu que promete ser bastante modorrento abre a participação dos clubes brasileiros na oitava edição da Copa Sul-Americana. Andrade e Renato Gaúcho devem utilizar time misto, especialmente no Fluminense, que briga contra o rebaixamento na Série A. E ao que parece, apesar da repercussão positiva do título do Internacional em 2008, ninguém ainda parece dar pelota para a competição.

Flamengo, Fluminense, Coritiba, Vitória, Atlético-MG, Goiás, Botafogo e Atlético-PR não têm projetos para vencer a competição e nem reforçaram seus elencos para conciliar o torneio com a Série A. Talvez os flamenguistas é que tenham o time mais arrumado para o torneio, com um banco mais ou menos interessante.

Vale lembrar que o Inter embolsou quase R$ 2 milhões só de premiação, além da renda de jogos importantes, projeção internacional, exposição na mídia, fidelização de torcedores e, por fim, a Copa Suruga, que trouxe mais receitas.

O Barueri não tem estrutura

Thiago Humberto e Fernandinho: quase fora


O Barueri, que até a manhã de ontem era de Estevam Soares, tem um time titular do goleiro ao ponta esquerda: Renê; Xandão, André Luís e Leandro Castan; Marcos Pimentel, Ralf, Éverton e Márcio Careca; Thiago Humberto; Fernandinho e Val Baiano. A situação contratual dos jogadores, no entanto, serve para ilustrar que o tal planejamento da Abelha é um grande factóide, como diria o professor Vanderlei Luxemburgo.

Fernandinho, para começar, já não tem mais contrato com o clube. Foi comprado junto ao Iraty, mas ainda tem contrato e os direitos federativos presos aos paranaenses. Dificilmente jogará nos 20 jogos restantes do Barueri na Série A. Além disso, são oito os titulares que já podem assinar pré-contrato com outras equipes para 2010: Renê, André Luís, Marcos Pimentel, Ralf, Thiago Humberto e Val Baiano. E vários deles já negociam o futuro para o ano que vem.

As exceções são Leandro Castan, com contrato até 2011, e Márcio Careca, com oito meses de vínculo. O presidente Walter Sanchez acredita que conseguirá manter a maioria dos atletas e diz que o Barueri sempre teve talento em montar e remontar elencos.

Em categorias de base, o Barueri também vai mal. Entre os jogadores utilizados na Série A, só Thiago Humberto foi formado por lá. Além disso, os juniores e juvenis não têm sequer alojamento ou um local próprio para treinamento, se revezando em alguns pontos espalhados pela cidade.

Situações como essas mostram que, apesar da fachada de clube moderno, de estádio novo e centro de treinamento bem estruturado, o Barueri tem lá os seus problemas. O que não indica uma vida longa, a despeito da momentânea sexta posição após 18 rodadas na Série A.

Matérias no Terra sobre o tema:
http://esportes.terra.com.br/futebol/brasileiro/2009/interna/0,,OI3916862-EI13759,00-Saiba+por+que+o+Barueri+tem+time+com+prazo+de+validade.html

http://esportes.terra.com.br/futebol/brasileiro/2009/interna/0,,OI3917332-EI13759,00-Fernandinho+nao+deve+jogar+mais+diz+presidente.html

terça-feira, 11 de agosto de 2009

No lugar errado, na hora errada


Em circunstâncias não divulgadas, o Grêmio acertou a chegada do meia Renato Cajá, ex-Ponte Preta. De acordo com a imprensa gaúcha, o lateral Felipe Mattioni e o atacante Leandro devem ser os outros nomes. Isso porque já foi anunciado que nenhum atleta - nem Réver, nem Victor - será vendido em 2009. Apesar do cenário animador, a chegada de Renato é um exagero.

Ótimo jogador, Renato fez um Paulista espetacular com a camisa da Ponte Preta. Era o meia pela esquerda, logo ao lado de Elias. Um dos melhores no torneio. No Grêmio, será difícil arrumar espaço para ele, que concorre com Souza, Tcheco e ainda Douglas Costa. No 4-2-3-1 que Autuori parece querer adotar, só tem características para jogar por dentro.

Uma atenuante para a expectativa em Renato é o fim de contrato de Tcheco em dezembro. Se o Grêmio pretende oxigenar seu time e não renovar com o capitão, Cajá cai bem e terá todo o semestre para se preparar e virar o dono da 10 em 2009. Ainda assim, parece no lugar errado, na hora errada. Ainda que seja o cara certo.

O melhor para Lucas é ficar


O Corinthians tem dinheiro para chegar em Liverpool e comprar Lucas? Não. O jogador pressionaria os Reds para emprestá-lo, por acreditar que uma transferências para o Parque São Jorge seria interessante nesse momento da carreira? Também é difícil acreditar nisso, a julgar por suas entrevistas recentes. Na prática: o ex-gremista não será reforço corintiano. E ponto.

Lucas aguarda por uma oportunidade real desde que chegou na Inglaterra. Com os concorrentes Mascherano e Xabi Alonso, dois dos melhores da Europa, isso era improvável. Não é mais. Alberto Aquilani, que chega da Roma para o lugar de Xabi, é um bom adversário, mas Leiva pode superá-lo. Até porque o italiano vive às voltas com lesões e é justamente assim que já chega ao Liverpool. No fim de semana, o brasileiro deve ser titular.

A posição de volante, por fim, também não é prioridade. Há Elias e Edu para dar conta do recado e o jovem Jucilei vem se mostrando uma ótima opção, progredindo a cada partida, a despeito da má fase do time. É possível que a direção corintiana use o nome de Lucas para despistar a imprensa e negociar com outros jogadores. Porque hoje, tê-lo de volta ao Brasil é pura enrolação. Ele fica em Anfield Road e faz muito bem. A um ano da Copa do Mundo, virar titular do Liverpool é um grande cartão de visitas.

domingo, 9 de agosto de 2009

Cinco jogos


O início de jogo trouxe alguma instabilidade, mas logo o Flamengo se assentou em campo, contra o Corinthians, no Maracanã. Fez 45 minutos finais bastante seguros, com Willians dominando a cabeça da área e Léo Moura engolindo o jovem Bruno Bertucci pelo lado direito do ataque. Não fosse um dia inconstante da dupla Emerson e Adriano - que, justiça seja feita, arrematou com brilho para fazer o gol do triunfo - o Fla venceria por mais.

No quinto jogo com Andrade, o Flamengo chega a 10 pontos ganhos, aproveitamento de 66%. Seria mais, até, não fosse a infeliz arbitragem de Héber Roberto Lopes, quarta passada, no Serra Dourada. O time cresce, tem padrão de jogo e alma. Pode crescer ainda mais quando voltar Juan e Denis Marques se adaptar. Hoje, é todo Adriano, artilheiro isolado da Série A com 10 gols.

Também é o quinto jogo sem vencer do Corinthians, o que acontece com Mano Menezes pela primeira vez em 19 meses. A sequência lembra o hiato de sete jogos com o Flamengo no ano passado, a partir das vendas de Marcinho, Renato Augusto e Souza.

O Corinthians prescindiu de Cristian, Douglas e André Santos no momento crucial do torneio, com duas rodadas por semana, sem ter opções de banco planejadas para segurar a onda. - Jucilei é um dos poucos a ir bem. Diogo, Bruno Bertucci, Diego, Marcelinho, Bill e Henrique mostram que o elenco é fraco. Quando a direção agir e encorpar o time, deve ser tarde demais. Os próximos compromissos são Atlético-MG e Internacional.

A enganosa recuperação do Atlético Paranaense


Só deu Botafogo, no sábado, no Engenhão. Mas quem venceu pela terceira vez consecutiva foi o Atlético-PR. Como havia sido contra o Cruzeiro, no entanto, o time de Antônio Lopes mostrou várias fragilidades e foi dominado. Para permanecer na primeira divisão, precisará jogar mais, porque a sorte não dura pra sempre.

Lopes posiciona o Atlético-PR com três homens atrás, utilizando o ótimo jovem Manoel na sobra e Nei, lateral de origem, como zagueiro pela direita. O erro está em deixar Wesley na ala - o garoto formado no Santos não tem o menor cacoete para a função, erra passes demais e não pode ocupar um meio-campo. O ponto positivo do time é a dupla Rafael Miranda e Valencia, que segura as pontas e dá vida à equipe, já que Paulo Baier e Marcinho são tão talentosos quanto inconstantes.

Para ser uma equipe mais segura, Lopes ainda precisa fazer várias melhorias. Mas é claro, com as vitórias vindo, fica mais fácil.

sábado, 8 de agosto de 2009

Começou como terminou


Enfrentar o ótimo Stuttgart, com os reforços bem razoáveis, Hleb e Pogrebnyak, dentro de campo, era um desafio razoável, mas o Wolfsburg encarou da melhor forma possível. Teve dificuldades ao longo da partida, mas soube se impor, dizer que era o campeão e que mandava no jogo. Por isso, e pelo brilho individual de seus homens de frente, venceu por 2 a 0 na abertura da Bundesliga.

Armin Veh é bom nome para substituir Felix Magath, sobretudo porque não precisará reconstruir o time. O Wolfsburg deu demonstração de grandeza, do tamanho do poderio da Volkswagen, dona de mais de 90% das ações do clube, e manteve todo mundo por lá, a despeito do assédio, em especial por Dzeko. Ainda buscou reforços interessantes como Obafemi Martins, Ziani e Kahlenberg, os dois últimos vindos da França.

A grande questão para os Lobos é conciliar a disputa caseira com a europeia, o que é sempre um dilema para clubes médios que vão além do objetivo tradicional, não são fortes suficientes para se impor nos torneios continentais e perdem fôlego em seu país porque têm adversários quase no mesmo nível. Ainda assim, o Wolfsburg parece grande, forte, e disposto para uma nova boa temporada.

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No Terra, 3 matérias sobre o início do Campeonato Alemão

http://esportes.terra.com.br/futebol/europeu/2008/interna/0,,OI3909696-EI11626,00-Rei+do+equilibrio+Campeonato+Alemao+comeca+cheio+de+favoritos.html