quinta-feira, 23 de setembro de 2010

OLHO GORDO em LAÉRCIO


A fase é terrível e o Avaí vem pagando muito caro por isso, inclusa até uma demissão de Antonio Lopes que parecia inesperada por isso. Mesmo assim, o garoto Laércio vem se mostrando uma grata revelação, um atacante interessante que merece ser seguido mais de perto. Com 20 anos, marcou três gols nesta temporada.

Ele pertence a uma ótima geração de jogadores nascidos em /90 e /91 formados pelo Avaí, que foi semifinalista da Copa São Paulo de 2009. Nomes como o goleiro Renan, o volante Marcos Paulo (hoje no Coritiba), os laterais Renan Oliveira e Medina, além do atacante Cristian.

Dificilmente, Laércio se tornará um grande craque, mas é um jogador interessante. Pode desempenhar qualquer função ofensiva: centroavante, segundo atacante, ou aberto pelos dois lados. Na crise que o Avaí atravessa, uma solução que deveria ser vista com mais carinho.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Luxemburgo é o último sobrevivente


Dorival Júnior caiu e enquanto o Papo de Craque aguarda elementos suficientemente claros para abordar o tema, vale uma observação importante e até mesmo curiosa: entre os 20 clubes da Série A em 2010, agora o único a manter seu treinador desde o início do ano é o Atlético-MG. Sim, Vanderlei Luxemburgo, na zona de rebaixamento do Brasileiro, é o sobrevivente final desta "disputa".

Com as duas quedas diante de Atlético-PR e Vitória, Luxemburgo se aproxima de ter mais derrotas que vitórias no Galo. São 21 triunfos contra 17 insucessos, além de 11 empates. Resta saber quanto tempo o projeto entre ele e Alexandre Kalil resiste.

Independente disso, o dado aponta uma regressão tremenda na relação entre treinadores e clubes da elite brasileira. Em 2009, Hélio dos Anjos (Goiás), Adílson Batista (Cruzeiro), Silas (Avaí), Mano Menezes (Corinthians) completaram a temporada. Em 2008, Nelsinho Baptista (Sport), Adílson Batista (Cruzeiro), Vanderlei Luxemburgo (Palmeiras), Muricy Ramalho (São Paulo) e Dorival Júnior (Coritiba). O número era cinco na temporada retrasada e caiu para quatro no ano passado. Hoje, em setembro, é de apenas um.

Dorival, aliás, não era demitido desde 2006, quando deixou o Avaí. Em seguida, passou pelo São Caetano e foi vice-campeão paulista de 2007, se transferindo para o Cruzeiro. Cumpriu o contrato até o fim, levando o time mineiro para a Libertadores. Foi para o Coritiba e, em seguida, para o Vasco, onde também trabalhou do início ao fim da temporada.

domingo, 19 de setembro de 2010

Flu perde a liderança porque tem limitações


O que se encaminhava desde a rodada do meio de semana ocorreu neste domingo. O Fluminense não conseguiu bater o Flamengo e, assim, vê o Corinthians com dois pontos à frente e um jogo por fazer. A queda na tabela da equipe de Muricy Ramalho, que só venceu um de seus últimos sete jogos, tem relação direta com o futebol ruim e escolhas discutíveis do treinador.

O Flu, que marcou dois de seus três gols neste domingo por meio da bola aérea no escanteio, tem limitações à frente e praticamente só sabe jogar em dois sistemas táticos - no futebol de hoje, este é um artifício letal para ser neutralizado pelo adversário. Foi o que fez neste domingo o Flamengo, que deixou Willians preso à Conca e praticamente restringiu a Rodriguinho a condição de fazer algo diferente no ataque do Tricolor.

Os volantes do Fluminense são burocráticos e apenas marcadores. Veja o Corinthians, com Jucilei e Paulinho, ou o Cruzeiro, de Henrique e Fabrício. A chegada à frente era mérito exclusivo de Diguinho, que só poderia ser substituído neste momento por Belletti, em péssima forma. Refém de Fernando Bob, Diogo e Valencia, o time de Muricy sobrecarrega Conca. Deco é outro que ainda alterna bons e maus momentos dentro das partidas e tem sempre à frente jogadores de pouca movimentação.

O estilo competitivo de Muricy tem seu preço e o Palmeiras de 2009 conhece bem. Quando o jogo não encaixa e a defesa dá vacilos, exatamente como ocorreu contra Corinthians e Fla, surge a necessidade de um time criativo. O Flu, especialmente neste momento de pressão, é exatamente o oposto.

Cuca e seu quebra-cabeça


Neste momento, não há no Campeonato Brasileiro um fenômeno maior que o Cruzeiro de Cuca. Cotado para demissão após cair em casa contra o Vitória, o treinador arrancou para uma invencibilidade de oito jogos, com seis vitórias e empates contra Vasco e Botafogo como visitante. Saiu da oitava posição para a briga real pelo título, levemente prejudicada graças a uma infeliz arbitragem de Heber Roberto Lopes no Engenhão.

Além do talento de Montillo e uma base muito bem montada por Adílson Batista, o que empurra o Cruzeiro tabela acima é o elenco, o que também põe um desafio nas mãos de Cuca. São muitas opções a administrar e, dependendo da escolha, muda ainda o desenho da equipe. Contra o Botafogo, a opção por Roger entre os titulares deu muito mais talento ao time, mas o treinador só pôde escalar dois de seus ótimos volantes. Na frente, inevitavelmente, sobrará alguém entre os cinco atacantes de muito bom nível.

Aparentemente, esse quebra-cabeça é o famoso problema que todo treinador quer ter, mas na prática as coisas funcionam de outra forma. No Cruzeiro, Adílson precisou sempre conviver com jogadores insatisfeitos com a reserva, como Fabinho, Roger e Wellington Paulista, e muitas vezes deixou claro que esse era um problema na Toca da Raposa. Além disso, conviver com um elenco cheio de boas opções não é algo com o qual Cuca esteja acostumado.

Cuca: quase 1 mês sem derrota no Cruzeiro

25/08 - 1 x 0 Corinthians (Montillo)
28/08 - 1 x 1 Vasco (Fernando - contra)
01/09 - 1 x 0 Flamengo (Robert)
05/09 - 3 x 2 Palmeiras (Roger, Montillo, Farías)
08/09 - 1 x 0 Internacional (Everton)
12/09 - 2 x 1 Avaí (Roger, Thiago Ribeiro)
15/09 - 4 x 2 Guarani (Rômulo, Wallyson, Fabinho, Farías)
18/09 - 2 x 2 Botafogo (Montillo, Montillo)

sábado, 18 de setembro de 2010

Preservem Neymar


Em contraste com a delicada situação atual, Neymar tem um histórico absolutamente limpo ao longo de quase toda sua passagem pelo futebol. Evangélico e muito próximo dos pais, cultivou até bem pouco tempo uma imagem cristalina e por isso conquistou tantas crianças e admiradores do mundo do futebol. O desvio de comportamento recente deve ser analisado sob outro prisma.

Neymar passa por um período de transição na vida e na carreira. Já não é visto mais como promessa e precisa decidir todos os jogos. Sem companheiros como André, Robinho, Wesley e Ganso por perto, tem um vestiário que já não é mais tão familiar. Em campo, é perseguido e caçado. No dia a dia do clube, é ainda mais cobrado, com justiça, depois de recusar o Chelsea e ganhar sensível aumento contratual.

É importante observar que são raros os jogadores que conseguem lidar com tudo o que Neymar atravessou na adolescência de atleta. Jovens adorados na faixa dos 16, 17 anos, sofrem desvios de comportamentos seríssimos que quase sempre levam para o resto da vida. Adriano Gerlin, Adiel, Harrison, Carlos Alberto, Léo Lima...semanalmente, o futebol apresenta exemplos como esses.

Neymar está muito bem cercado e vem repensando suas atitudes, mostram os fatos. Deve ser tratado com pulso firme e carinho. Deve ter comportamento de homem cobrado. Deve entender que é muito visado, patrulhado e não pode fazer tudo que vem à cabeça. Hoje, é titular da seleção brasileira, o único grande jogador do Santos e um dos mais caros do país.

Uma joia que o Brasil deve lapidar em vez de jogar na lata do lixo. Que tem um passado limpo e atravessa uma fase bastante difícil da vida.

O blog de volta


Enfim retomando o blog após longa parada por razões profissionais, inicio trazendo material exclusivo do nosso trabalho no Terra. Na quinta-feira, menos de 24 horas após a grande vitória corintiana sobre o Fluminense no Engenhão, estive no Parque São Jorge com Adílson Batista para uma entrevista exclusiva.

Sem pressa e muito gentil, o treinador corintiano evidenciou algumas características próprias: estava com um humor excelente, mas foge de polêmicas e respostas mais longas como o diabo da cruz.

Além do papo com Adílson, recomendo a matéria a respeito do jovem Ryder: com 17 anos, esse baiano de Seabra marcou dois gols na pré-temporada da Fiorentina, onde atua há alguns anos pelas categorias de base, e se prepara para defender a equipe principal de Sinisa Mihajlovic.

- Entrevista com Adílson Batista
- Ryder, o Messi brasileiro

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Mais uma pausa

Amigos, por motivos profissionais, estive a última semana sem tempo de passar por aqui, e ficarei os próximos 10 dias também sem poder postar.

Mas quem sabe, se houver tempo, eu passo aqui com algumas coisas boas.

Obrigadão a todos :)