terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Os melhores do Brasileirão 2/7


Dando continuidade ao especial ontem iniciado, o Papo de Craque parte para os laterais-direitos. A premiação proposta pelo blog, é bom que fique claro, brinda os melhores jogadores em cada rodada. Após o fim do torneio, então, os votos são somados. Um formato simples de se entender e compreender.

Wendel - "O homem de confiança"


É comum e válido dizer que o Palmeiras não forma, ao longo dos últimos tempos, jogadores em suas categorias de base. Wendel, dublê de volante e lateral-direito, está aí pra desmistificar a regra. Jogador de muita força, inteligência tática e multi-funcionalidade dentro de campo, o palmeirense fez um campeonato sereno e que lhe dá uma reputação interessante no Parque Antártica.



Respeitado por todos no clube, Wendel esteve presente em 34 dos 38 jogos do Palmeiras dentro do Campeonato Brasileiro. Com tal produtividade e regularidade, acaba à frente de bons nomes como Léo Moura, Sidny e Coelho, por exemplo.

RANKING DOS LATERAIS-DIREITOS


4 votos: Wendel (Palmeiras)

3 votos: Leonardo Moura (Flamengo), Coelho (Atlético-Mg) e Wagner Diniz (Vasco)

2 votos: Sidny (Náutico), Alessandro (Santos), Cláudio (Atlético-Mg) e Diogo (Sport)

1 voto: Gabriel (Fluminense), Jancarlos (Atlético-Pr), Baiano (Santos), Luizinho Netto (Sport), Vítor (Goiás), Bustos (Grêmio), Bruno (Juventude) e Thiago Maciel (Vasco)

O gol da semana - Marquinhos





O gol dessa semana vem do Japão e tem cheiro de título nacional. Em uma reviravolta inacreditável, o Kashima Antlers ultrapassou o Urawa Red Diamonds, tirando uma diferença de dez pontos a cinco rodadas do fim da J.League.

Na jornada final, o time dos brasileiros Fabão, Danilo, Marquinhos e do treinador Osvaldo Oliveira, bateu o Shimizu S-Pulse por 3-0. Por sua vez, os Reds perderam, incrivelmente, por 1-0, dentro de casa, para o rebaixado Yokohama FC.

O gol em destaque (- 1min08seg), o terceiro da vitória do Kashima, é do atacante brasileiro Marquinhos. Pouco conhecido por aqui, o experiente jogador de 30 anos passou com mais destaque pelo Guarani. Depois, rodou por Verdy Tokyo, Yokohama Marinos, JEF United Ichihara e Shimizu S-Pulse.

7 perguntas para...


Andrés Sanchez, presidente do Corinthians:


- Você, com certa justiça, atribuiu parte do demérito pelo rebaixamento ao antigo grupo que comandava o clube. Mas, até que ponto, essa responsabilidade também é sua, por ter feito parte da direção passada?

- Em 2004, você e Rivellino estiveram à frente da montagem de elenco que ficou famosa como pacotão. Agora, de quem será a responsabilidade de contratar para a Série B 2008?

- Em 11 jogos com o Corinthians, o treinador Nelsinho Baptista venceu dois, empatou cinco e perdeu quatro. Você pensa mesmo em mantê-lo para o ano que vem?

- Por quais motivos o clube deve gratidão ao Antoine Gebran?

- Como você se sente após ter ficado pública a intenção de combinar os depoimentos à Polícia Federal com o Alberto Dualib?

- Você acha que Iran, Fábio Braz, Amaral e Héverton foram contratações pertinentes?

- Nesi Curi quis mesmo colocar pessoas de sua confiança dentro da nova direção?

PS: A seção '7 perguntas para' é fixa, mas não tem periodicidade definida.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Os melhores do Brasileirão 1/7


Pelos próximos seis dias, o Papo de Craque apresenta os melhores nomes do Campeonato Brasileiro. Iniciando, falamos dos goleiros. Ao longo de 35 das 38 rodadas do torneio, foram eleitos, aqui, os principais nomes da rodada.

Através desses números, apontaremos aqueles que mais se destacaram. Nem sempre, esses critérios asseguram méritos aos jogadores regulares, sem tantos altos e baixos, pois só colhe um nome por rodada. De qualquer forma, é um critério válido.


Felipe - "Campeão, mesmo rebaixado"

Felipe iniciou o Campeonato Brasileiro com uma seqüência de jogos sem ser vazado que já perdurava desde o Paulistão. Com a camisa corintiana, manteve o nível soberbo de atuações que vinha tendo pelo Bragantino, recuperando assim o status de goleiro promissor que construiu enquanto no Vitória e também nas seleções de base.

Nesse Brasileirão, certamente, foi um dos goleiros mais exigidos. Foram vários os jogos em que ajudou, com defesas e um temperamento que lembrou Ronaldo, a equipe corintiana. Se há uma certeza no Corinthians, rebaixado para a Série B, é que Felipe deve iniciar a construção do time para 2008.

RANKING DOS GOLEIROS

6 votos: Felipe (Corinthians),

5 votos: Diego Cavalieri (Palmeiras) e Rogério Ceni (São Paulo)

3 votos: Júlio César (Botafogo)

2 votos: Fábio Costa (Santos) e Juninho (Atlético-Mg)

1 voto: Bruno (Flameng0), Roger (Botafogo), Max (Botafogo), Édson (Atlético-Mg), Harlei (Goiás), Fernando Henrique (Fluminense), Fábio (Cruzeiro), Gatti (Cruzeiro), Flávio (Paraná) e Magrão (Sport), Cássio (Vasco)

Melhores da Série B

Para se dedicar exclusivamente ao conteúdo especial para a Série A, o Papo de Craque apresenta sua seleção da Série B, de onde, é sempre bom lembrar, subiram o Coritiba, o Ipatinga, a Portuguesa e o Vitória. E caíram, ainda, o Ituano, o Remo, o Santa Cruz e o Paulista.

Nesta segunda-feira, este blog apresenta um fechamento todo especial do Campeonato Brasileiro da primeira divisão. Não perca!

Por ora, a seleção da Série B:

Fred (Ipatinga)
Seguro, supriu bem o espaço antes bem ocupado por Rodrigo Posso. Muito bom torneio.

Apodi (Vitória)
Eleito revelação do torneio, o sagaz e insinuante lateral do rubro-negro baiano é presença certa.

Henrique (Coritiba)
Jovem, maduro e completo. O beque do Coxa cresceu e jogou muito ao lado de Anderson Lima.

Bruno Rodrigo (Portuguesa)
Elogiado por Muricy, o discreto zagueiro luso fez um torneio regular e pautado pela eficiência.

Leonardo (Portuguesa)
Realidade há dois anos, o canhotinho Léo foi novamente muito bem, como em 2005. Tem futuro.

Túlio (Coritiba)
Com muita qualidade técnica, física e ainda versátil, merece a indicação. Jogador interessante.

Bida (Vitória)
O meia do Vitória, de muita cadência e jogo inteligente, entra pela segurança em campo.

Gérson Magrão (Ipatinga)
O dez ipatinguense superou a passagem pela Gávea. Foi o maior nome do clube do Vale do Aço.

Keirrison (Coritiba)
Ora como homem enfiado, ora fazendo o pêndulo. O 'Pato do Couto' foi soberbo na Série B.

Diogo (Portuguesa)
Maior do torneio. Atacante eficiente em todos os fundamentos e com potencial para crescer.

Alessandro (Ipatinga)
Artilheiro, decidiu, assim como Gérson, vários e vários jogos. Recuperou a carreira.

domingo, 2 de dezembro de 2007

As bolinhas já rolaram..


Escolher o principal destaque para a próxima Eurocopa é uma tarefa difícil. Grupo da morte (como sempre), sorteio parecido com 2004 e rivalidades à prova: o cenário decidido pelas bolinhas, neste domingo, ressaltou o clima de dramaticidade que deve marcar a Euro. Aliás, que já ocorreu nas próprias Eliminatórias, com a classificação da Itália e as eliminações marcantes de escoceses e ingleses.

A campeã Grécia, situada no grupo D, terá dois dos três adversários que teve em 2004, quando comeu pelas beiradas, matou França e República Tcheca e surpreendeu Portugal na finalíssima. Ao invés dos lusos, a quem venceu já na estréia, a seleção de Otto Rehhagel defrontará a Suécia, de marcante participação também em 2004. Rússia e a Espanha, vivendo mais uma vez um grande momento, completam a disputa que será nas austríacas Innsbruck e Salzburg.

Pelo grupo C, jogado nas suíças Berna e Zurique, a Holanda provou, mais uma vez, que não tem mesmo muita sorte. O time de Van Basten, após tentar entregar o último jogo contra País de Gales para fugir de um eventual grupo da morte no sorteio, terá as duas finalistas da última Copa do Mundo pela frente. Itália e França, que já se defrontaram durante as Eliminatórias, colocam a Orange novamente em uma chave dura, como já foi em 2006 na Alemanha. A Romênia, vivendo um momento que não passava desde 1994, completa a briga por apenas duas vagas. Detalhe: a seleção de Victor Piturca deixou os holandeses pra trás na fase classificatória.

Na chave B, a tendência é que a Alemanha nade de braçadas como na Copa do Mundo. Com outro sorteio favorável, o Nationalmannschaft poderá provar que é, no momento, o principal selecionado na Europa. Em Viena e Klagenfurt, a Áustria contará com a torcida local, para tentar a façanha da classificação: o time austríaco é fraquíssimo. Além deles, Croácia - em alta com um time rejuvenescido, e Polônia, com uma fase classificatória segura, tentarão impedir os alemães de somarem nove pontos.

Fechando a sorte nas bolinhas, foi sorteado o grupo A, sediado por Basiléia e Genebra, onde os tchecos defrontam os anfitriões na abertura da Euro. República Tcheca e Portugal, semifinalistas em 2004, têm leve favoritismo, mas terão que enfrentar a co-anfitriã Suíça, em momento razoável. Estes, porém, devem fazer um jogo trepidante contra a Turquia, contra quem protagonizaram uma briga ferrenha na repescagem das Eliminatórias para a Copa. À época, os suíços levaram a melhor e foram pra Alemanha.

sábado, 1 de dezembro de 2007

Evolução ameaçada


Associar a Venezuela como a pior seleção sul-americana, sempre, foi algo natural e justificável. Ao mesmo tempo, se ouvia falar que o país – e é verdade – nunca deu muita atenção para o futebol, dada a paixão maior pelo beisebol. Nos últimos anos, porém, Richard Paéz esteve à frente de um processo que, nos últimos meses, vem consolidando a Vinotinto como uma nação de médio porte no cenário das Eliminatórias.

Os venezuelanos em geral, porém, não se deram conta de que nenhum país, do dia pra noite, se torna forte, ou mesmo médio, no futebol. Richard Paéz, com mais de seis anos no banco da Vinotinto, deixou o cargo em virtude da pressão que tinha ao seu redor. Uma decisão que pode incidir e comprometer diretamente o desenvolvimento da seleção.

Se enquadrar e definir reais e possíveis pretensões, quase nunca, é algo usual no esporte bretão. Seja no Brasil, seja na Venezuela. Imaginar que - em virtude da evolução em que estão inseridos - os venezuelanos poderiam vencer qualquer adversário com facilidade, não é algo nada real. O pedido de demissão de Paéz, dias após a disputada partida contra a Bolívia (vencida por 5-3), surgiu justamente em virtude desse pensamento fora de propósito.

Com nítidos problemas defensivos, a Venezuela sofreu ao tentar parar a inspirada jornada do cruzeirense/boliviano Marcelo Moreno. Mesmo após sair perdendo por 1-0, virar para 2-1, e sofrer a virada de 3-2, a Vinotinto teve força suficiente para impor novo revés, saindo de campo com um largo 5-3 e três pontos que lhe deram, ao fim da rodada, o quinto posto nas Eliminatórias. O resultado, que poderia satisfazer qualquer das nações continentais, pareceu insuficiente para os torcedores em San Cristóbal, conhecidos como os mais fanáticos do país.

O furor trazido pela Copa América, a campanha do Caracas na última Libertadores e a vitória na abertura das Eliminatórias, somadas, provocaram um pensamento fora de propósito. Hoje, a realidade venezuelana é brigar no meio da tabela. E a Vinotinto, até aqui, fazia um trabalho bastante acima das expectativas.

Rey e Cichero são zagueiros razoáveis, embora joguem sempre desprotegidos e tenham, atrás, algum goleiro inseguro. Rojas é um volante de boa técnica e também versátil – hoje, indispensável. Arango parece carregar bem a responsabilidade de ser o dono do time, enquanto Maldonado, em alta no México, pode oferecer gols e velocidade. Guerra, em crescimento, completa a lista de valores, responsáveis pela boa fase.

Hoje, a discussão em território venezuelano, naturalmente, é sobre quem será responsável por dar seqüência ao ótimo trabalho de Richard Paéz. Um nome estrangeiro pode ser considerado, talvez amparado pelo sucesso na escolha de Marcelo Bielsa no Chile. Em virtude da pressão que certamente terá, o novo comandante poderia ser um treinador renomado, caso fosse possível atraí-lo. Segurar bem a expectativa por muitas vitórias será, em tese, mais difícil para um ‘local’.

Nessa linha, o nome de Noel ‘Chita” Sanvicente surge como o principal favorito. Responsável, com o Caracas, pela eliminação do River Plate na Libertadores-07, o treinador seria a escolha mais natural. Carlos Maldonado, do Deportivo Táchira, desponta como a segunda alternativa. A terceira opção é César Farias, do Deportivo Anzoátegui.

Escolha quem escolher, a Federação Venezuela precisará dar respaldo incondicional ao novo treinador. Por sua vez, os torcedores deverão entender o processo pelo qual atravessa o futebol do país, saindo de barbada para um time competitivo. E só. Um time que bateu Equador e Bolívia, resistiu bravamente – fora de casa – diante da Colômbia e fez um jogo digno contra a Argentina. Que tinha muitos méritos de Richard Paéz, mas agora precisa de um novo norte. E tem sua evolução ameaçada.