
Pode não parecer, mas a venda de Rodrigo Souto para o Lokomotiv Moscou apresentou uma possibilidade razoável no horizonte santista de 2008. Aparentemente, o Santos promete ter uma temporada bem abaixo do que se acostumou, longe da disputa de títulos, algo que caracteriza o clube desde 2002.
A saída de Rodrigo Souto, para o time, será bastante prejudicial. Após amadurecer no Figueirense, o carioca se tornou uma das referências no onze santista. Ao longo de 2007, só jogou menos que Fábio Costa, tendo atuado em 63 das 75 partidas da equipe na temporada. Rodrigo Tabata esteve em mais jogos, mas em boa parte deles saindo do banco.
Discreto, regular e eficiente, Rodrigo Souto emergia em 2008 como uma das poucas esperanças de qualidade no time de Emerson Leão. Após a saída de Maldonado, outra referência, Souto parecia o atleta ideal para o crescimento de Adriano. Hoje, teoricamente, o nome ideal para sua reposição seria Kléber, mas isso esbarra nos três atacantes que Leão tem utilizado. É muita exposição para uma defesa que tem Betão e Domingos.
Por outro lado, se reinvestidos, os quase 7 milhões de euros colhidos com o negócio poderiam resultar em um significativo aporte de qualidade para a segunda fase da Libertadores. É dinheiro suficiente para buscar dois ou três jogadores de alto nível para o padrão brasileiro. Entretanto, é quase nítido que Marcelo Teixeira dificilmente fará isso.


