domingo, 12 de outubro de 2008

Seleção da rodada - 29


SELEÇÃO DA RODADA

Victor (Grêmio)
Felipe Mattioni (Grêmio)
Asprilla (Figueirense)
Everaldo (Náutico)
Ricardinho (Coritiba)
Ramires (Cruzeiro)
Serginho (Atlético-MG)
Lúcio Flávio (Botafogo)
Renan Oliveira (Atlético-MG)
Leandro Amaral (Vasco)
Washington (Fluminense)


Foto: Uol Esportes

Semanário

As colunas da última semana

No Olheiros - Carpegiani e RS Futebol foram uma ótima parceria, e o treinador deve partir para nova aventura na formação de atletas, agora em Santa Catarina
http://www.olheiros.net/artigo.aspx?id=741

Na Trivela - Os goleiros que mais defendem e mais salvam seus times no Campeonato Brasileiro

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Diferencial


De pé direito ou de canhota? Foi essa a pergunta que provavelmente passou pela cabeça de André, goleiro do Náutico, quando Borges ajeitou a bola da vitória para Hernanes, pouco atrás da linha da grande área. O volante-meia do São Paulo pegou de primeira, com a direita, e deu a vitória para um time que teve pouquíssimas boas idéias no Morumbi, mas teve em seu camisa 15 - outro pouco inspirado, é verdade - o diferencial para a vitória que o mantém na briga pelo tri.

O gol contra o Náutico foi o quinto anotado por Hernanes no ano com a camisa são-paulina - quatro de fora da área. Há de ser lembrado, ainda, o da vitória sobre a Bélgica, na estréia olímpica em Pequim, de esquerda. O fato de poder bater com as duas pernas dá vantagens para o jogador, sempre muito cobrado por Muricy - ele sabe quem tem qualidade e maturidade para definir. Hernanes provoca dúvidas nos marcadores por ser ambidestro.

Definir, foi o que Hernanes fez. A vitória de um time mecânico, chato, insistente na bola aérea, mas que pode ser tricampeão brasileiro, contra outro que jogou com três na zaga, cinco no meio, muita marcação e perigo nos contra-ataques. O São Paulo se adiantou, Rogério Ceni virou líbero, acuou o Náutico na defesa. Mas foi Hernanes, o dono do diferencial tricolor, quem definiu a parada.


Foto: Estado de SP

A pé ou de avião?


Dos nove jogos restantes, cinco são fora do Rio Grande do Sul. E o maior desafio do Grêmio para conquistar seu terceiro título brasileiro passa pelas viagens e em tentar repetir a incrível seqüência que obteve no primeiro turno, quando somou três vitórias consecutivas fora de casa e disparou: Figueirense, Coritiba e Atlético-MG.

Agora, os cinco adversários dos gremistas se mostram desafiadores: enquanto os rebaixáveis Portuguesa e Ipatinga devem exigir muita correria, o time de Celso Roth tem confrontos diretos contra Palmeiras e Cruzeiro, além de uma longa viagem até a Bahia para enfrentar o Vitória do conhecido gremista Vágner Mancini. Em casa, os desafios tricolores são: Sport, Figueirense, Coritiba e Atlético-MG.

Na reportagem interessante do ótimo repórter Leandro Behs, no Zero Hora, estima-se que o Grêmio irá gastar mais de 30 horas em aviões até o fim do Brasileiro. Segundo a matéria, porém, Roth e a comissão técnica têm um plano organizado para amenizar este desgaste, o que será favorecido pelo fim das rodadas duplas em uma semana nesta reta final.

Clique aqui para ler a matéria do Zero Hora

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Time caseiro


As perguntas que normalmente irritam Vanderlei Luxemburgo são as que explicam as deficiências de seu time. Embora tenha acertado a defesa, que sofreu só 1 gol nos últimos 7 jogos - falando de um assunto que incomodava Luxa -, o Palmeiras segue sem vencer longe do Parque Antártica. As quatro vitórias longe de casa são inferiores ao índice de Grêmio, Cruzeiro e Flamengo - outros que perseguem o título.

Quando Luxemburgo saiu chutando tudo que viu pela frente, ao Evandro perder chance clara nos acréscimos, sabia da pressão que viria na entrevista coletiva, sobre mais um jogo fora sem vitória. E ao ser abordado pelos repórteres, destilou a arrogância que lhe é peculiar, e preferiu disparar contra os critérios de Leonardo Gaciba.

Entre outros motivos, o Palmeiras não vence fora por não se impor, longe do Parque Antártica, da mesma maneira. As próprias alterações do treinador palmeirense, nesta quarta, denotaram uma preocupação maior com a parte tática do que em encurralar o adversário, que briga contra o rebaixamento, em sua defesa. Nos contragolpes que ofereciam, os palmeirenses corriam o risco de perder o jogo, principalmente com Diogo sobrando em cima do setor de Leandro e Martinez.

A proposta por um jogo mais tático que técnico, no Orlando Scarpelli, minou o Palmeiras fora de casa novamente.

QUEM VENCEU MAIS FORA DE CASA

Grêmio, Cruzeiro e Flamengo - 5 vitórias
Palmeiras, Coritiba e Botafogo - 4 vitórias
São Paulo, Vitória, Goiás, Sport e Figueirense - 3 vitórias
Internacional e Náutico - 2 vitórias
Atlético-MG, Santos, Atlético-PR, Portuguesa, Fluminense e Vasco - 1 vitória
Ipatinga - nenhuma vitória


Foto: Uol Esportes

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Vetado!


Famoso por suas arbitragens polêmicas, decisões conturbadas, postura prepotente e incrível lobby com a Comissão de Arbitragem da CBF, o árbitro pernambucano Wilson Souza de Mendonça não teve sucesso em sua última empreitada: ser vereador em Recife.

O eleitorado recifense provou que a popularidade de Wilson não é tão grande quanto parece ao lhe dar, no último domingo, apenas 631 votos - suficientes para lhe deixar em 223º colocado. Quem também tentou a sorte em Recife foi Mauro Shampoo, famoso por sua passagem folclórica com o Íbis - mas teve 11 votos ainda a menos que o árbitro.

Wilson Souza de Mendonça, porém, não tem problemas. Apitando no país há vários e vários anos, ele seguirá recebendo as generosas cotas da arbitragem brasileira.

O pescoço de Coco


Alfio Basile sabe que, provavelmente, sua continuidade no cargo de treinador da seleção argentina depende de sucesso nos próximos dois jogos contra Uruguai (casa) e Chile (fora). A albiceleste vem de uma derrota e quatro empates consecutivos nas Eliminatórias - sua última vitória foi em novembro de 2007, contra a Bolívia.

A corda no pescoço fez o treinador copiar Dunga e tentar algumas mudanças na hora de convocar. As maiores mudanças passam pelo meio-campo e terão novidades como Bergessio, Cristian Ledesma e Barrientos - todos do San Lorenzo, além do experiente Somoza, do Velez Sarsfield. Volta, ainda, Diego Milito, que brilha no início de temporada com o Genoa e pode ser esperança para o crônico problema argentino no ataque.

Outra percepção é a de que os jovens Zabaleta e Monzón, de Manchester City e Betis respectivamente, possam ganhar espaço no elenco argentino. Pela continuidade disso, porém, a Argentina precisa vencer: o pescoço de Basile agradece.