domingo, 8 de novembro de 2009

Adriano e Diego Tardelli


Sem tempo de um post, apenas indico aos amigos matéria especial deste domingo, no Terra, sobre o duelo entre Diego Tardelli e Adriano, em instantes, no Mineirão.

Particularmente, muito legal ter falado com Nunes e Reinaldo.

- Reinaldo e Nunes escolhem o melhor entre Tardelli e Adriano
- Veja números especiais de Diego Tardelli e Adriano em 2009

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Tiro ao alvo! Qual o melhor?


Finalizar a gol é meio caminho para...fazer um gol. Portanto, quem é o dono da pontaria mais precisa do Campeonato Brasileiro? Se você disse Thiago Humberto, do Barueri, acertou. O meia que já tem tudo certo para ser colorado em 2010 é o finalizador mais eficiente, com 45% de acerto nesse fundamento, que revela dados surpreedentes.

Veja os 10 primeiros:*

1-) Thiago Humberto - Barueri - 45% de acerto
2-) Victor Simões - Botafogo - 44,6%
3-) Neymar - Santos - 43,9%
4-) Fred - Fluminense - 43,8%
5-) André Lima - Botafogo - 43,3%
6-) Hernanes - São Paulo - 43,1%
7-) Felipe - Goiás - 42,9%
8-) Paulo Baier - Atlético-PR - 42,6%
9-) Juninho - Botafogo / Val Baiano - Barueri - 42,3%
10-) Marquinhos - Avaí - 42%

* Foram considerados os jogadores com pelo menos 15 finalizações certas no Brasileiro. Os dados são do Footstats

Por que é o melhor


José Mourinho viveu um jogo psicológico nos últimos tempos. Afinal, foi contratado para vencer a Liga dos Campeões, como fez com o Porto, mas não vencia jogos por esta competição há oito partidas. Pior: perdia em Kiev até os instantes finais, resultado que deixava a Internazionale em frangalhos na competição europeia. Tudo virou em 180 graus no fim e gols de Diego Milito e Sneijder deram aos neroazzurri uma condição amplamente favorável para avançar. E enfim se encerrou a agonia de Mourinho.

Mourinho e a Inter venceram porque o técnico teve coragem de sobra. Espetou Thiago Motta marcando no meio para soltar Stankovic, Sneijder e mais três atacantes. No intervalo contra o Dínamo, parecia claro que só três pontos salvariam a Internazionale, que perdia por 1 a 0. Sem laterais no banco, o português foi arrojado e lançou Muntari por ali. E o ganês foi vital para o gol da virada.

José Mourinho é o melhor porque parece se ater a todos os detalhes da partida, característica que evidenciou já no Chelsea. Domina o jogo psicológico como ninguém e, de quebra, elege sempre seus jogadores como os melhores do mundo, como ele mesmo diz. Mourinho quase sempre sabe a hora de elogiar, a hora de cobrar, a hora de provocar....mas raramente irá contra os seus. Assim, por exemplo, tem conseguido domar Balotelli, um dos bons nomes na vitória heroica de Kiev.

O dom da palavra, a leitura tática, o arrojo, o domínio psicológico...Mourinho é um técnico quase completo. Lhe falta dar para a Inter um título europeu. A vitória em Kiev parece o momento que tira um time desacreditado do limbo e lhe torna campeão.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

É o mesmo São Paulo


Ricardo Gomes chegou ao São Paulo com a proposta de reformular a forma do tricampeão brasileiro jogar. De cara, como fizeram Leão, Autuori e Muricy, tentou jogar com dois zagueiros. Armou o meio-campo em losango, tentou algo diferente com Marlos titular. O tempo foi passando, o time escalou - e bem - a tabela do Campeonato Brasileiro, voltou ao 3-1-4-2 de 2008 e continua jogando exatamente do mesmo jeito.

A bola foi bem levantada por Tostão em sua última coluna. "Olho o São Paulo de Ricardo Gomes e vejo o mesmo time de Muricy". Completo, mestre: olho para o Palmeiras de Muricy e vejo o São Paulo. Muitas bolas esticadas, faltas táticas e marcação firme, e a boa e velha bola aérea. A herança de Muricy no Morumbi é tão grande que o time joga da mesma forma, mesmo sem ele por lá.

Miranda e André Dias sabem no automático o posicionamento na defesa. Hernanes só sente à vontade marcando e tendo os alas por perto para passar a bola. Jorge Wagner, idem. Só mesmo a planejada reformulação de 2010, que pode ter Marquinhos Paraná, Marcelinho Paraíba, Carlinhos Paraíba e Fernandinho, para realmente alterar o São Paulo.

O desempenho da equipe no Campeonato Brasileiro prova que, apesar do desgaste, a fórmula de jogo ainda surte efeito. Contra o Grêmio, o São Paulo foi melhor em quase todo o primeiro tempo, se controlando na defesa e com o meio bem posicionado. A questão é mudar de mentalidade, como fez o Real Madrid quando trocou Capello por Schuster. Por enquanto, o São Paulo que pode ser o tetra é o mesmo dos outros anos. Daí se questionar se Ricardo Gomes está entre os grandes técnicos deste Brasileiro.

Matérias:

- Com Ricardo Gomes, vermelhos crescem mais de 100%
- Grêmio encurrala São Paulo e pouco finaliza

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Baresi, Milan e o Real Madrid

Milan e Real Madrid também se enfrentaram pela Liga dos Campeões há 20 anos, em vitória italiana por 5 a 0 nas semifinais daquele ano. O time histórico de Arrigo Sacchi era o da linha defensiva intransponível, com Tassoti, Costacurta, Baresi e Maldini. Do meio-campo formidável com Ancelotti, Donadoni e Rijkaard, e do ataque magnífico do dueto Gullit-Van Basten.

Por essa lembrança, o El País falou com o gênio Franco Baresi em entrevista publicada na segunda-feira. O italiano, sem papas na língua, fala sobre o trabalho defensivo do Milan de Sacchi, que "surpreendia os adversários na marcação". Conta métodos do treinador, como presssionar seus quatro defensores diante de um coletivo contra 17 adversários do outro lado. Baresi, que fala sobre a empolgação que teve em marcar Romário e Bebeto em 1994, ainda fala sobre particularidades atuais de Milan e Real.

Baresi mostra entender um bocado do que ocorre fora das quatro linhas. Para o italiano, Kaká não pode jogar pelas beiradas do campo, setor onde falta rapidez ao Real Madrid de Manuel Pellegrini. Do Milan, o mestre italiano diz ser um time ainda muito forte, mas com seus principais jogadores sem condições físicas de render ao longo de 70 jogos na temporada. Mas, ainda assim, capazes de criar problemas como há duas semanas contra o Real, no Bernabéu, em vitória por 3 a 2.

No duelo entre merengues e rossoneri, nesta terça-feira, muito disso foi colocado em prática. Ao longo de todo o jogo, o Real Madrid tinha a sensação de que dominava e poderia vencer, mas falta organização time de Pellegrini, especialmente nos posicionamentos de Kaká e Benzema, um pouco perdidos em campo.

O Milan controlou o Real durante todo o tempo no San Siro, mesmo sem fazer um partida de imposição técnica. A linha defensiva esteve bem postada, Ambrosini e Pirlo cuidaram da frente da área e os rossoneri levaram perigo, sempre, com os lampejos de Seedorf e Ronaldinho, além de rápidas escapadas de um bom Alexandre Pato.

Na entrevista, Baresi bem observa que o Milan tem dificuldades para enfrentar times rápidos que lhe dão a bola. Aí, o experiente time, se tem suas linhas avançadas, sofre para recuperar a posse e passa a sofrer atrás. Quando pode se postar atrás e especular, vira um duríssimo adversário, como provou o Real mais uma vez.

Some a isso a experiência e o brilho de um elenco com pedigree europeu, e você terá um time capaz de ganhar a Liga dos Campeões mais uma vez.

Confira:

A entrevista de Baresi ao El País
Os gols de Milan 1 x 1 Real Madrid
Real Madrid 5 x 0 Milan, em 1989

Acabou a Série D

Se a primeira vez não se esquece, a edição inicial da quarta divisão do futebol brasileiro ganhou poucos motivos para ser lembrada. A competição é altamente deficitária e encontra desigualdades financeiras enormes entre os próprios participantes. E mesmo com uma das folhas salariais mais baixas da Série D, quem acabou ganhando foi o São Raimundo, de Santarém, interior paraense.

Na decisão contra o Macaé, melhor para o São Raimundo, um alento no momento decadente do futebol do Pará, que teve o Paysandu caindo prematuramente e o Remo sequer jogando a Série D.

Este blogueiro realizou, no Terra, uma série de quatro reportagens retratando cada um dos clubes que atingiram o acesso à Série C. Vale a pena conferir e atestar mais sobre a realidade da quarta divisão. De quebra, indico aqui ainda reportagem do Sportv, em Santarém, sobre a finalíssima que deu o título ao São Raimundo.

São Raimundo - na Série D, com Rei Arthur e Carpegiani
Macaé - sem casa e prestes a ganhar R$ 22 milhões
Chapecoense - riquinho da Série D, quer ser novo Avaí
Alecrim - 6ª opção do Rio Grande do Norte, mobilizou Natal



Um novo Willians

Willians, pela ponta direita, deixa Triguinho pra trás: liberdade para atacar

Há vários fatores para a ascensão do Flamengo que passam pelo comando de Andrade. Um desses é a evolução de Willians, um dos destaques da equipe no returno. O entendimento de que o volante tem potencial técnico para jogar mais à frente foi ótima percepção do treinador rubro-negro. E, de fato, Willians tem acrescentado muito na produção ofensiva do Fla.

Volante com liberdade para jogar no Santo André da última Série B, Willians saía para o ataque enquanto o veterano Fernando segurava a onda lá atrás. Assim, se destacou a ponto de interessar a muitos clubes da primeira divisão. Com Cuca na Gávea, o jogador sempre foi colocado como cão de guarda na defesa, por vezes até como um dos três zagueiros na campanha do tricampeonato carioca.

Andrade mudou radicalmente a forma de Willians se portar em campo. Na linha de três armadores (4-2-3-1), ele atua à direita, ajudando na marcação sem a bola, mas com volúpia ofensiva pelo corredor por onde desce Léo Moura. Mesmo na derrota contra o Barueri, sem Petkovic, a opção foi por colocar Willians do lado esquerdo, já que Zé Roberto é que fazia a função de Pet, e ele mais uma vez foi muito bem.