sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A aposta na experiência é correta


O Corinthians pensa em Iarley, Tcheco, Roberto Carlos e Alex Silva como os principais reforços para a Copa Libertadores. A aposta em jogadores experientes é certeira para uma temporada centenária que promete ter a maior pressão por um título nos 100 anos de clube. A competição provoca uma mistura explosiva no Parque São Jorge e, vale lembrar, selou os destinos de Tevez, Liedson, Edílson e Vampeta, todos ídolos, nas três eliminações da década.

Naturalmente, as questões físicas devem ser consideradas. O segundo semestre de 2009 expôs um elenco remendado e com sérias dificuldades de se juntar e ir a campo 100% no Campeonato Brasileiro. Ronaldo, a maior preocupação, só teve uma contusão casual, na mão. Mas Alessandro, Chicão, William, Marcelo Oliveira, Elias, Marcelo Mattos, Edu, Jorge Henrique e Dentinho sofreram com lesões.

A exigência física em Copa Libertadores é altíssima e exigirá um planejamento especial. O Palmeiras de 2009 é a maior lição de como não se conciliar o torneio com o Paulista. O ideal é arrebentar nos primeiros jogos da Libertadores, somar o máximo possível de pontos e encaminhar a vaga para a segunda fase. E, enquanto isso, mesclar os jogadores enquanto o Estadual não vale nada.

Voltando aos reforços, o quarteto parece uma boa escolha. Há dois bons zagueiros no clube, mas de um segundo semestre irregular. Alex Silva, que vem de lesão séria, teria os primeiros meses do ano e o início de Paulista para ganhar ritmo e quem sabe servir de opção no mata-mata. Iarley e Tcheco contribuem com experiência, conhecem a Libertadores como poucos, jogam em várias posições do meio para a frente e, provavelmente, não se importariam com a reserva. Roberto Carlos está em idade avançada, mas justamente sempre primou pela parte física. É a bola de segurança numa posição de poucos nomes.

Você se perguntou sobre Riquelme? Outro nome que sabe tudo de Libertadores. Mas um assunto que merece um só post.

O talento e a irresponsabilidade do jogador brasileiro


O último clássico de Madri, no sábado, teve quatro jogadores brasileiros em campo: além de Kaká e Pepe, jogaram Marcelo, do Real, e Cléber Santana, do Atlético. Os últimos dois são o assunto do post - o jogo teve vitória merengue, como de praxe, por 3 a 2.

Marcelo e Cléber são os retratos da má formação do jogador brasileiro, que naturalmente tem um talento que não se compara a praticamente nenhuma outra escola, mas uma irresponsabilidade tática que muitas vezes também vem de berço.

Cléber Santana, escalado como volante ao lado do bastante móvel Raul Garcia, tinha a missão de iniciar o jogo colchonero. No Santos, ele havia deixado claro que rende melhor quando escalado mais à frente, dada a potência de seu chute. Responsável pela saída de bola, mostrou suas armas aos 4 minutos de jogo. Quis sair driblando na frente da área e perdeu a bola para Lass Diarra. Caído, viu Kaká finalizar e marcar o gol. Ao longo de toda a partida, a irresponsabilidade de Cléber Santana para um jogo seguro foi gritante, errando passes fáceis e passando bolas na fogueira.

Marcelo é um capítulo a parte. Escalado no meio-campo, deu show no primeiro tempo e fez até gol de pé direito. Após a expulsão de Sergio Ramos, outro jogador taticamente irresponsável e indolente, Manuel Pellegrini reorganizou a defesa com Arbeloa na direita e Marcelo na esquerda. O técnico ainda reforçou a marcação com Gago à frente da área, mas pouco adiantou.

Mais uma vez, o brasileiro mostrou que não serve para uma formação defensiva com quatro jogadores e cansou de levar bolas nas costas - uma delas deu origem a gol do Atlético. Cabe lembrar que o brasileiro foi responsável direto pela derrota para o Sevilla, a única do Real no Espanhol, falhando nos dois gols sevillistas.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Fred é sinistro, muito sinistro


Januário de Oliveira marcou época narrando o futebol carioca na TV Bandeirantes da década de 90. Cheio de bordões, mandava um "Ele é sinistro" para os grandes craques. Se ainda estivesse na ativa, Januário - que batiza o excelente e irreverente blog Yougol -, diria que Fred é sinistro. A volta do atacante é o que dá mais esperança para a salvação tricolor, por mais que a diferença de cinco pontos para o 16 colocado sugira dificuldades.

Impressionam os números de Fred desde a volta após séria lesão muscular. São oito gols em oito jogos, com cinco vitórias e três empates. O matador ainda colaborou com duas assistências, para Alan contra o Santo André e para Mariano contra o Goiás. Também colocou o Fluminense nas semifinais da Copa Sul-Americana, marcando os três gols no duelo contra a Universidad do Chile.

Como mostram números do Footstats, Fred é o terror dos adversários. Recebeu 28 faltas nestes oito jogos, 3,5 por partida. Mais incrível é o aproveitamento em finalizações: são 32 nas oito partidas. Dessas, 19 foram no gol, 13 para fora. Na prática, a cada quatro finalizações, Fred coloca pelo menos duas no gol. E uma na rede.

Sinistro, muito sinistro!

- Antes da volta, Fred inspirou esse texto muito legal do Yougol.

O que precisa o Vasco em 2010


O Vasco, que confirma o acesso a quatro rodadas do fim com 68% de aproveitamento, cumpriu as expectativas para a temporada 2009. Sobrou na Série B, fez um Campeonato Estadual de bom nível para um início de ano pautado por reformulação e foi a equipe mais perigosa no caminho do título corintiano na Copa do Brasil, em que caiu nas semifinais. Dorival Júnior, Rodrigo Caetano, Carlos Alberto, Elton, Ramon, Fernando Prass, os jovens da base...há muitos responsáveis por este sucesso.

Vitoriosos como são, certamente Dorival Júnior e Rodrigo Caetano já pensam no que fazer para o famoso salto de qualidade do Vasco em 2010. O atual time não faria papel além de mediano na Série A e, portanto, precisa melhorar. A começar, claro, pela renovação do contrato de Dorival, que já tem salário alto, na casa de R$ 280 mil mensais em São Januário.

Conseguir manter Elton e Ramon é um segundo passo decisivo. Ambos foram fundamentais na temporada e negociar algum tipo de parceria com São Caetano e Internacional é possível, já que atualmente os dois jogadores não interessam aos elencos de seus clubes. Ampliar o contrato de Carlos Alberto, que vai até o meio do ano, é um desafio. Manter Phillipe Coutinho, que passa a ser da Inter de Milão em 2010, pode ser também uma aposta arrojada.

O Vasco precisa de reforços pontuais, como foram Ronaldo e Jorge Henrique para o Corinthians. Keirrison pode ser esse craque: se o declínio do jogador se ampliar no Benfica, a amizade com Dorival pode ajudar a trazê-lo como a estrela da companhia. No futebol brasileiro, ainda garantiria muitos gols.

Para a posição de Rafael Carioca, já sondado, é preciso mesmo outro reforço. Um volante de primeira linha é essencial e Léo Gago, do Avaí, pode auxiliar. Mas não é o cara - Rafael é. Falta ainda ao menos um zagueiro de ponta para um elenco de bons zagueiros médios. Nenhum nome foi sondado. São poucas boas opções disponíveis.

A tranquilidade para os vascaínos é que a direção do clube também parece pensar dessa forma. Mantendo seus principais jogadores e com bons reforços, o Vasco será definitivamente grande em 2010.

Matérias:

- Vasco deve ser terceiro melhor grande da década na Série B
- Vasco movimenta o sentimento e sobra na Série B
- Keirrison some no Benfica e Barcelona desconfia

domingo, 8 de novembro de 2009

Adriano e Diego Tardelli


Sem tempo de um post, apenas indico aos amigos matéria especial deste domingo, no Terra, sobre o duelo entre Diego Tardelli e Adriano, em instantes, no Mineirão.

Particularmente, muito legal ter falado com Nunes e Reinaldo.

- Reinaldo e Nunes escolhem o melhor entre Tardelli e Adriano
- Veja números especiais de Diego Tardelli e Adriano em 2009

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Tiro ao alvo! Qual o melhor?


Finalizar a gol é meio caminho para...fazer um gol. Portanto, quem é o dono da pontaria mais precisa do Campeonato Brasileiro? Se você disse Thiago Humberto, do Barueri, acertou. O meia que já tem tudo certo para ser colorado em 2010 é o finalizador mais eficiente, com 45% de acerto nesse fundamento, que revela dados surpreedentes.

Veja os 10 primeiros:*

1-) Thiago Humberto - Barueri - 45% de acerto
2-) Victor Simões - Botafogo - 44,6%
3-) Neymar - Santos - 43,9%
4-) Fred - Fluminense - 43,8%
5-) André Lima - Botafogo - 43,3%
6-) Hernanes - São Paulo - 43,1%
7-) Felipe - Goiás - 42,9%
8-) Paulo Baier - Atlético-PR - 42,6%
9-) Juninho - Botafogo / Val Baiano - Barueri - 42,3%
10-) Marquinhos - Avaí - 42%

* Foram considerados os jogadores com pelo menos 15 finalizações certas no Brasileiro. Os dados são do Footstats

Por que é o melhor


José Mourinho viveu um jogo psicológico nos últimos tempos. Afinal, foi contratado para vencer a Liga dos Campeões, como fez com o Porto, mas não vencia jogos por esta competição há oito partidas. Pior: perdia em Kiev até os instantes finais, resultado que deixava a Internazionale em frangalhos na competição europeia. Tudo virou em 180 graus no fim e gols de Diego Milito e Sneijder deram aos neroazzurri uma condição amplamente favorável para avançar. E enfim se encerrou a agonia de Mourinho.

Mourinho e a Inter venceram porque o técnico teve coragem de sobra. Espetou Thiago Motta marcando no meio para soltar Stankovic, Sneijder e mais três atacantes. No intervalo contra o Dínamo, parecia claro que só três pontos salvariam a Internazionale, que perdia por 1 a 0. Sem laterais no banco, o português foi arrojado e lançou Muntari por ali. E o ganês foi vital para o gol da virada.

José Mourinho é o melhor porque parece se ater a todos os detalhes da partida, característica que evidenciou já no Chelsea. Domina o jogo psicológico como ninguém e, de quebra, elege sempre seus jogadores como os melhores do mundo, como ele mesmo diz. Mourinho quase sempre sabe a hora de elogiar, a hora de cobrar, a hora de provocar....mas raramente irá contra os seus. Assim, por exemplo, tem conseguido domar Balotelli, um dos bons nomes na vitória heroica de Kiev.

O dom da palavra, a leitura tática, o arrojo, o domínio psicológico...Mourinho é um técnico quase completo. Lhe falta dar para a Inter um título europeu. A vitória em Kiev parece o momento que tira um time desacreditado do limbo e lhe torna campeão.