
Qualquer seleção que se faça, sempre, irá resultar em discórdia. A da CBF, todavia, apresentou algumas indicações gritantes. Naturalmente, também há gente que merecia ser lembrada. O principal absurdo, em tempo, foi o esquecimento total quanto ao Cruzeiro, de Charles.
Para ler as escolhas, veja o post abaixo.
No gol:
Os três relacionados, na visão deste blogueiro, foram os mais merecedores. Fábio e Bruno, porém, fazem campanhas bastante interessantes com Cruzeiro e Flamengo, respectivamente. Não tinham como ser incluídos, mas merecem lembranças.
Nas laterais:
A direita é onde reside a menor fartura de opções. Os eleitos, de modo geral, são os que melhor corresponderam. Vale, porém, lembrar de Sidny.
Do lado esquerdo, é imponderável o deslocamento de Jorge Wagner para o meio-campo. Se fossem usados os mesmos critérios de posicionamento, Joílson também não poderia concorrer entre os laterais. A ausência gritante, porém, é do alvirrubro Júlio César, um dos melhores do torneio. Naturalmente, se colocam dúvidas sobre a indicação de André Santos, que foi regular, mas não brilhou.
No miolo de zaga:
As segmentações das posições em campo, de certa forma, criam alguns problemas. Um deles aparece na indicação de Alex Silva, que em nenhum momento do torneio jogou como quarto-zagueiro. Além disso, nada a reparar. Entre as citações dignas, três nomes: Gustavo, do Palmeiras; Chicão, do Figueirense; Zelão, do Corinthians.
Na cabeça da área:
Escandalosamente gritantes as ausências de Charles e Ramires. Os dois cruzeirenses, com facilidade, estão entre os quatro melhores do Campeonato Brasileiro. A indicação de Maldonado, desta vez, passa pelo voto inconsciente, já que a temporada inteira do chileno é apagada.
Cabem as lembranças, ainda, para: Elicarlos, Arouca, Eduardo Costa, Leandro Guerreiro, Guiñazu, Diogo e Valencia.
Nas meias:
Justíssimas escolhas, embora Jorge Wagner, sob critérios mais aceitáveis, disputasse entre os laterais. Lembremos de: Caio, Conca, Wagner e Geraldo.
Na frente:
O campeonato de Aloísio, também, não foi tão bom assim. Não fossem as lesões, Borges teria lhe tomado a preferência de Muricy, provavelmente. Kléber Pereira, Souza e Roni, com tranqüilidade, seriam opções mais razoáveis.
Craque:
Valdívia é muito bom e encanta bastante gente. Porém, não fez nada sobrenatural para merecer tal indicação. Miranda, pouco notado, seria uma indicação mais pertinente e até mesmo Felipe, de repente, também pudesse entrar na briga.
Revelações:
Os conceitos que circundam esse termo são variáveis. Definir critérios, então, soam como obrigação. Felipe já tem alguns anos de estrada, assim como o são-paulino Hernanes. A única revelação legítima é Breno. Nessa briga, fatalmente, poderia aparecer Guilherme, jóia da Toca da Raposa.
Treinadores:
Indicações perfeitas.
Indicações perfeitas.
Árbitros:
Todos os indicados, é dever dizer, tiveram falhas gritantes, como a de Paulo César de Oliveira em Fluminense e Grêmio. Sérgio da Silva Carvalho, quase unanimidade, tem pouco marketing e acabou injustamente de fora.







