quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Colunas da semana

No Olheiros, uma análise sobre o time sub-20 do Fluminense, campeão da Taça Guanabara.
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Na Trivela, o início do trabalho de Mano Menezes, mais atitudes desprezíveis de Botafogo e Galo.
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Cinco motivos para a má fase da zaga são-paulina


Por mais simplista que possa parecer, sofrer poucos gols - se possível nenhum, foi uma das armas do São Paulo versão 2007. Em 73 incansáveis jogos da última temporada, o time de Muricy Ramalho só foi vazado em 51 oportunidades. Para ser mais específico, em 36 destas 73 partidas, basicamente a metade, os são-paulinos saíram ilesos, só precisando de um simples gol para somar três pontos.

Em 2008, dentre todos os problemas, é a baixa resistência defensiva do time tricolor que mais salta aos olhos. Em 11 jogos, Rogério Ceni foi batido 13 vezes, performance que, dentre os seis primeiros do Paulistão, só é inferior à da Ponte Preta. Hoje, a melhor média é do Corinthians de Mano Menezes, que só sofreu seis gols, sendo três na segunda rodada, diante do São Caetano. Hoje, os corintianos são quem mais sabem que, para vencer, quase sempre, basta um golzinho.

Veja os cinco principais motivos para a má fase da zaga tricolor:

1-) As ausências de Alex Silva e especialmente Breno. Sem eles, Muricy não tem uma opção defensiva segura para o lado direito de sua defesa, caso opte por uma linha com quatro defensores. Não bastasse a enorme qualidade da dupla, além disso, André Dias e Juninho não têm rapidez suficiente para permitir que a primeira linha jogue mais à frente, dando maior margem de segurança para a recuperação.

2-) Muricy tem mexido demais na equipe. A chegada de Fábio Santos faz com que Richarlyson jogue pela lateral, pela ala, na zaga, ou mesmo na meia. Ricky, como é chamado pelo técnico, teve seus melhores momentos na cabeça-de-área, ainda que sua versatilidade seja indiscutível e positiva.

3-) Juninho, como já era previsto, não é o nome ideal para substituir Breno no sistema defensivo. Ainda que seja um jogador inteligente e de eficácia nas bolas paradas, o ex-botafoguense, não bastasse a má fase técnica e física, é lento e risível no combate homem a homem. O gol de Kléber Pereira, no clássico com o Santos, é uma clara prova: Juninho corre atrás! Breno ou Alex Silva chegariam muito antes.

4-) Rogério Ceni vive um momento técnico fraco. Ainda que não tenha uma falha, de fato, para mostrar, o goleiro sempre propiciou grandes defesas quando acionado. Isso não tem ocorrido, e Ceni parece mais lento que o habitual.

5-) Um dos pontos expressivos do São Paulo no último ano era a marcação à frente, especialmente por parte de Leandro e até Dagoberto. Optando por jogadores pesados no ataque, até por falta de outras opções, Muricy ainda não tem seu time no ápice da forma física, o que dificulta essa prática. A compactação e redução dos espaços, também propiciada pela avançada linha defensiva, se torna inviável. O tricolor se torna vulnerável.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

A incrível história de Noventa


O caderno de esportes da Folha de São Paulo, neste domingo, estava daqueles. Dos que "nos fazem queimar as torradas", como diria meu célebre professor Gérson Moreira Lima. Queimamos as torradas porque esquecemos do mundo, porque queremos a próxima linha, o próximo parágrafo. Porque prendemos a respiração por um largo espaço de tempo, ávidos pelo desenrolar dos fatos.

Na edição deste domingo, 24, A Folha brinda o leitor com a célebre história de Noventa. Trata-se de um jogador de média reputação no futebol mineiro dos anos 60 e que pretende acionar a gigante Nike na justiça. Após fazer sucesso com a camisa do Siderúrgica, ele teve uma apagada passagem pelo Atlético Mineiro e foi tentar a sorte em Boston, onde encerrou a carreira. Noventa vive em território norte-americano até os dias de hoje.

Orientado judicialmente, o ex-jogador alega que foi seu nome que batizou a linha de produtos esportivos batizada, pela empresa de material esportivo, como Nike 90. Ao ser questionada, a gigante norte-americana alegou que as reclamações não têm fundamento, que Noventa é praticamente um desconhecido, ao contrário de sua advogada, que o classificou como "lenda viva".

O argumento da Nike, de tão simplista, soa como caricato. Ela diz que Noventa não é citado na internet, e usa o site de busca Google como fonte para tal afirmação. A alegação da empresa, convenhamos, tem certa procedência. Não há como crer que foi o "nome" do atleta - ele se chama José Maria Carneiro - que inspirou a repercutida linha de produtos esportivos.

O mais incrível é que o meia Noventa, ao contrário do que se pode imaginar, tem uma história razoável. Tostão, em um texto naturalmente primoroso, descreve os feitos do jogador que, segundo ele mesmo, mais lhe inspirava na adolescência e no início de carreira. Os detalhes da narrativa são encantadores e exalam um romantismo e uma ingenuidade que faz falta ao futebol de hoje.

A matéria exposta na Folha é uma bela resposta aos que julgam o jornal impresso como fadado ao fim, especialmente em razão da ascensão do jornalismo on-line. Ter o papel em mãos, e nelas uma história assim para ler, é algo único, incomparável e que deve ser buscado de maneira interminável nas redações e reuniões de pauta. Noventa não é uma lenda viva, mas tem muito o que contar. E inspirou Tostão. É mesmo de queimar as torradas!

Foto Folha de SP: Noventa, com chuteira da Nike em mãos.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Previews Liga dos Campeões - Trivela

O calendário apertado, infelizmente, não permitiu que este blogueiro pudesse, como imaginava, dar apresentações detalhadas sobre os confrontos da Liga dos Campeões, tal qual fez, nas últimas temporadas, no extinto Fotolog Super Craques. Para não desperdiçar as primorosas imagens feitas pelo amigo DIEGO BRITO, fica como consolo os links para os competentes feitos pelos amigos da Trivela.

O blog pede desculpas mais uma vez.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

LC

O blogueiro pede desculpas aos amigos leitores, mas por motivos de força maior, os previews sobre Inter-Liverpool e Real Madrid-Roma só poderão ir ao ar na próxima semana.
Nesta quarta, serão apresentados os outros quatro jogos, com todos os detalhes.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Previews Liga dos Campeões

De hoje até quarta-feira, o Papo de Craque só fala de Liga dos Campeões. A maior competição de clubes em todo o planeta retorna, com sua fase de mata-mata, e põe os outros torneios em seu devido lugar. Em ação, praticamente todos os craques do futebol europeu e uma série de duelos que promete trepidar o Velho Continente. Sobre eles, você começa a ler a partir desse domingo.

SCHALKE 04 x FC PORTO – Uma zebra nas quartas



Normalmente, a fase de oitavas é o limite para equipes de nível médio se fazerem presente na Liga dos Campeões. Porém, por vezes, o sorteio coloca, frente a frente, dois times com esse perfil. É o caso de Schalke 04 e FC Porto, que aparecem com a real possibilidade de se colocar entre os oito melhores da Europa. Contudo, no duelo entre alemães e portugueses, são estes os que detêm o favoritismo.

Com uma temporada acima de qualquer suspeita no Campeonato Português, o FC Porto tem um time perigoso, ainda que enfrente algum gigante como o Manchester United. Na visão de jogo de Jesualdo Ferreira, o foco está no sistema ofensivo no qual os Dragões costumam atuar. Nomes como Ricardo Quaresma, Lucho González e Lisandro López são bastante talentosos, eficientes e sistematicamente recebem flertes de outros clubes. A defesa, porém, é frágil e muitas vezes desprotegida, oferecendo uma condição a ser explorada pelos adversários.

Para avançar de fase, o FC Porto atuará em um ambiente que, embora pareça hostil, lhe traz grandes lembranças. Foi na Veltins Arena, estádio do Schalke, que o clube luso atropelou o Monaco e levantou o troféu da Liga dos Campeões. Ainda que essa imagem pareça difícil de ser revista nesta temporada, os Dragões têm um time respeitável e que, na fase de grupos, terminou à frente dos tradicionais Liverpool e Olympique Marseille.

Com uma temporada abaixo do que normalmente costuma fazer na Bundesliga, os Azuis Reais de Gelsenkirchen só passaram de fase, a bem da verdade, pela temporada horrorosa que faz o Valencia e pela fragilidade natural do Rosenborg, contra quem o Schalke 04 fez todos os seus únicos cinco gols e atingiu suas únicas duas vitórias.

Contudo, o time de Mirko Slomka é o único alemão ainda vivo na disputa e, quem sabe, pode crescer na hora do mata-mata. O onze dos Azuis Reais se caracteriza pela grande dedicação em campo e a mecanização excessiva de suas ações ofensivas, quase sempre dependentes do inconstante faro de gol de Kevin Kuranyi e de uma mobilidade que inexiste no jogo de atacantes como Asamoah e Lovenkrands. Se ver o Schalke 04 nas oitavas já é uma surpresa, vê-los batendo o FC Porto seria um repeteco.

Dados importantes:

Pontos na fase de grupos: FC Porto com 11 x Schalke 04 com 8
Posição no torneio nacional: FC Porto é 1º x Schalke 04 é 5º
Artilheiros: Lucho González com 3 x Kevin Kuranyi com 2
Assistentes: Rakitic e Rafinha com 1 x Kaźmierczak, Quaresma e Lucho González com 1

Mudanças:

No Porto, entraram Hélder Barbosa e Rabiola; saíram Edgar, Postiga e Rui Pedro
No Schalke, entraram Streit, Zé Roberto e Vicente Sánchez; saíram Özil, Dario Rodríguez e Azaouagh

Times prováveis:

FC Porto: Hélton, Bosingwa (Cech), Bruno Alves, Stepanov e Fucile; Paulo Assunção e Raul Meirelles; Lucho González; Sektioui (Mariano González), Lisandro López e Quaresma

Schalke 04: Neuer, Rafinha, Bordón, Krstajic e Westermann; Ernst e Jones; Rakitic (Grossmüller); Altintop (Zé Roberto), Kuranyi e Asamoah (Vicente Sánchez)


OLYMPIACOS X CHELSEA – Sem previsões


Ao se olhar para um Chelsea e Olympiacos, naturalmente o favoritismo será atribuído aos Blues, que após uma turbulenta trajetória no início de temporada, pôs panos quentes, voltou a jogar bem e se classificou com tranqüilidade. Entretanto, os gregos fizeram grandes jogos na fase de grupos, agiram bem na janela de contratações do inverno e são o tipo de adversário a quem se deve sempre respeitar.

Com uma equipe surpreendentemente técnica, arrojada e com muita vontade de triunfar, o Olympiacos superou adversários da Itália (Lazio) e da Alemanha (Werder Bremen), fazendo, ainda, frente ao Real Madrid. Se há quatro anos a Europa viu os gregos em alto nível, a força desse time também não pode ser desprezada.

Reforços significativos para a continuidade da temporada, o brasileiro Leonardo, ex-Portuguesa, e o argentino Belluschi, ex-River Plate, podem somar bastante qualidade ao meio-campo dos Reds. Caso consiga saltar à frente do duelo com um bom resultado dentro da Grécia, o Olympiacos pode impor muita resistência no Stamford Bridge. O Real Madrid, que passou apuros para vencê-los no Bernabeu, é uma testemunha ocular.

Ainda que diante desses argumentos, não há razões para tirar, do Chelsea, o favoritismo para o confronto. Vivendo novamente um bom momento com Avram Grant, os Blues têm um elenco qualitativo e com várias e várias peças de altíssimo nível. São poucos, na Europa, que têm tantos jogadores como Ballack, Lampard ou Drogba. Isso, em jogos dessa natureza, se faz decisivo.

Sabe-se, também, que a maior ambição dos Blues desde a chegada de Roman Abramovich é o troféu da Liga dos Campeões. Sem fôlego para se aproximar do Arsenal de Adebayor na Premier League, o Chelsea não parece mais, ao contrário do que se pensava quando com Mourinho, um time capaz de conquistar a Europa. Mas, bola para bater o Olympiacos e se colocar entre os oito melhores, a turma de Didier Drogba tem de sobra.

Dados importantes:

Pontos na fase de grupos: Chelsea com 12 x Olympiacos com 11
Posição no torneio nacional: Olympiacos é 1º x Chelsea é 3º
Artilheiros: Galletti, Stoltidis e Kovacevic com 3 x Drogba com 4
Assistentes: Djordjevic com 4 x Joe Cole, Malouda, Essien, Drogba e P.Ferreira com 1

Mudanças:

No Olympiacos, entraram Belluschi, Leonardo e Sisic; saíram Archubi, Marco Né, Papadopoulos e Kyriakos
No Chelsea, entraram Ballack e Anelka; saíram Pizarro e Sidwell

Times prováveis:

Olympiacos: Nikopolidis, Torosidis, Antzas, Zewlakow e Pantos; Ledesma, Stoltidis e Patsatzoglou; Galletti, LuaLua e Djordjevic

Chelsea: Cech, Belletti, Alex, Ricardo Carvalho e A.Cole; Mikel (Makelele); Essien (W.Phillips), Ballack, Lampard e Joe Cole; Drogba

TODAS AS IMAGENS: DIEGO BRITO

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Um Valdívia eficaz


Neste sábado, contra o Juventus, o Palmeiras fez sua nona partida na temporada. A vitória, construída através de um sonoro 4-0, contou com importante participação de Valdívia. Contudo, foi apenas o primeiro jogo em que o chileno contribuiu diretamente para os gols anotados pelo time de Vanderlei Luxemburgo na temporada.

Que Valdívia é um grande jogador, habilidoso, cheio de talento e irreverência, ninguém pretende discutir. Mas, vale questionar qual sua real importância para o que constrói o Palmeiras desde 2007, quando tinha Caio Júnior no banco de reservas. No último ano, o Mago anotou oito assistências - quatro no Paulista, quatro no Brasileiro. Às redes, ele foi em dez oportunidades, sendo sete no torneio nacional. Os números, somados, significam que o chileno participou de 19% dos gols palmeirenses na última temporada. Não é tanto assim.

Uma das grandes missões de Vanderlei Luxemburgo é fazer Valdívia contribuir mais para os gols da equipe. Dribles, provocações e arrancadas desenfreadas, são importantes, mas não vencem partidas por si só. Luxa já falou em deixar o chileno mais próximo do gol adversário e, contra o Juventus, o camisa dez, atuando ao lado de Diego Souza em um 3-4-2-1, brilhou com um gol e duas assistências. Quem sabe o jogo em Ribeirão Preto, além de três pontos, não tenha deixado algumas lições.