sábado, 8 de dezembro de 2007

Revelações do Campeonato Brasileiro

Encontrar revelações é uma das tarefas que tenho, com mais sete amigos, no site Olheiros.

Diante disso, foram elaborados dois especiais, onde apresentamos as principais novidades no Campeonato Brasileiro. Um sobre a Série A, outro sobre as Séries B e C.

Vale a leitura!

Especial Série B e Série C -
http://www.olheiros.net/artigo.aspx?id=120

Os melhores do Brasileirão 6/7


Em sua penúltima aparição, o post dos melhores do Campeonato Brasileiro apresenta os dois meias mais efetivos durante a Série A 2007. Em virtude do critério adotado ao longo do torneio, acabam se sobressaindo, especialmente entre os meias e atacantes, aqueles jogadores chamados "match winners" (expressão comum entre os ingleses). São os que decidem partidas, ainda que não tenham sido os mais regulares.

Paulo Baier - "Meio time"

Tudo bem, o Goiás por pouco não foi rebaixado. Mas, voltando ao clube após passagem pelo Palmeiras, o meia Paulo Baier justificou a faixa de capitão e a camisa dez nas costas. Foram treze gols e dez assistências, números que, por si só, já encerram qualquer discussão.

Ainda que em uma das piores equipes da competição, Baier jogou um futebol regular, eficiente e de enorme intensidade, seja nos momentos bons do time, seja nos ruins. Ao desperdiçar pênaltis decisivos, por pouco não contribuiu para a queda esmeraldina. Mas, também teve estrela, e foi salvo pelo companheiro Élson.

Thiago Neves - "Magistral"

Em seus momentos de bom nível durante a competição, o tricolor Thiago Neves decidiu jogos com a naturalidade dos craques da posição que ocupa. Com grande futebol, manteve sempre o Fluminense no primeiro terço da tabela, algo inacreditável em virtude do desenrolar dos fatos nas Laranjeiras - o Flu já estava na Libertadores.

Talentoso na perna esquerda e dono de um arremate expressivo, também é capaz de organizar o jogo e embutir verticalidade ao seu jogo quando necessário. Um jogador bastante interessante, vencedor da Bola de Ouro da Placar, que pode ser um craque se souber administrar melhor as situações difíceis que o horizonte lhe apresentar.

RANKING DOS MEIAS

6 votos: Paulo Baier (Goiás), Thiago Neves (Fluminense)

4 votos: Caio (Palmeiras)

3 votos: Leandro Domingues (Cruzeiro), Geraldo (Náutico), Ibson (Flamengo) e Souza (São Paulo)

2 votos: Petkovic (Santos), Conca (Vasco), Valdívia (Palmeiras), Wagner (Cruzeiro), Marcinho (Atlético-Mg), Pinga (Internacional) e Ferreira (Atlético-Pr)

1 voto: Marcelinho (Vasco), Rodrigo Tabata (Santos), Renato Augusto (Flamengo), Fumagalli (Sport), Renato (Flamengo), Carlos Eduardo (Grêmio), Alex (Internacional), Lúcio (Atlético-Mg), Élson (Goiás), Araújo (Cruzeiro), Zé Roberto (Botafogo), Willian (Corinthians), Marcelo Silva (Náutico), Roger (Flamengo), Roger (Internacional), Joílson (Botafogo), Maicosuel (Cruzeiro), Netinho (Atlético-Pr), Diego Souza (Grêmio), Alex (Internacional), Lúcio Flávio (Botafogo), Pedrinho (Santos) e Tcheco (Grêmio)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Primeiros acertos


Mano Menezes chegou ao Corinthians falando grosso e com a convicção e a serenidade que lhe marcaram durante os quase três anos no Grêmio. Ainda que o salário possa ter pesado - e pesou - em sua escolha, a identificação com o projeto de recolocar os corintianos no topo e a projeção que isso pode trazer aos envolvidos foi algo ponderado por Mano. Vale lembrar que em 1998, Vanderlei Luxemburgo atingiu a seleção brasileira através do clube, algo que se repetiu quatro anos depois, com o retorno de Carlos Alberto Parreira.

Além de opiniões seguras e ponderadas, o novo treinador acerta em cheio ao brecar, segundo conta a Folha de São Paulo desta sexta-feira, algumas negociações em andamento comandadas pela diretoria. Vale lembrar, instantaneamente, da trágica planificação de elenco feita em 2004 por Rivellino e Andrés Sanchez, então diretores do clube. O pacotão com 14 jogadores montado às vésperas do Paulistão, por pouco, não valeu rebaixamento no âmbito estadual - Grafite, com dois gols para o São Paulo contra o Juventus, salvou a equipe já comandada por Osvaldo de Oliveira do rebaixamento.

Andrés e a equipe que está no comando do clube, antes de definir o treinador para 2008, já tinha negócios concluídos: Lima e Rafinha. Embora o primeiro esteja à altura da Série B e o segundo, dada a ótima performance na Copinha desse ano, pareça uma aposta válida, certamente a opinião de Mano Menezes deveria ser ouvida antes de pôr o preto no branco. Ponderado, o técnico preferiu não descartar os reforços trazidos sem o seu crivo, algo que outros colegas de profissão talvez não fizessem.

Mano Menezes, porém, age bem ao solicitar sua participação na montagem do elenco para 2008. Alguns nomes alinhavados, como Douglas e Ricardo Bóvio, talvez não estejam adequados ao que sugerem as circunstâncias corintianas. Aliás, a volta de Coelho, além do interesse nas permanências de Felipe, Betão e Finazzi, acertadamente, construem um bom horizonte para que se mantenha o que funcionava bem durante a campanha do rebaixamento.

A permanência de Finazzi, aliás, reproduz um discurso diferente do que havia sido dito por Mário Gobbi na última quinta-feira. O novo diretor, cria de Nesi Curi, equivocadamente descartou os serviços do atacante, artilheiro da equipe na Série A. Mano Menezes, como se vê, dá passos seguros e sabe onde pisa.

Os melhores do Brasileirão 5/7


Formada a linha defensiva, a seleção Papo de Craque do Campeonato Brasileiro chega ao meio-campo. À frente das retaguardas, foram vários os volantes que, com classe, técnica e futebol combativo, atingiram posições de destaque em suas equipes. Por critérios, só é possível alinhar dois nomes entre os selecionáveis. Mas, fica o registro, do belo torneio realizado por uma série de cabeças-de-área da Série A em 2007.

Ramires - "Em todas as partes"

Ladrão de bolas, fôlego de gato, deslocamentos intensos. Essas três vertentes, ao longo do Campeonato Brasileiro, marcaram a trajetória do cruzeirense Ramires, descoberto com olho clínico na equipe do Joinville. Algumas atuações soberbas, como contra o Corinthians no Pacaembu, fizeram com que o volante fosse um dos que mais se aproveitassem dos regulamentos desta eleição, onde os atletas com grandes jornadas são beneficiados.

Ao lado do parceiro Charles, mais discreto e regular, mas não menos brilhante, comandou o interessante meio-campo cruzeirense, onde Wagner, Maicosuel e Leandro Domingues, mesmo com alguns altos e baixos, tiveram performances interessantes. Ramires, ainda muito jovem, tem potencial para vestir, em breve, a camisa da seleção brasileira. Por ora, é candidato a Pequim.

Hernanes - "Referência"

O imediatismo e a velocidade com que as coisas vão e vem no futebol são situações que Hernanes, aos 22 anos, já conhece muito bem. Alçado aos titulares são-paulinos de repente, em especial pela saída de Josué e a contusão de Fredson, o pernambucano -que foi lançado entre os profissionais em 2005 por Paulo Autuori - se tornou referência do meio-campo campeão brasileiro.

Técnico, ambidestro e com um poder de finalização apurado, foi talvez o principal jogador da posição na Série A 2007. Ao lado do companheiro Richarlyson, aliás, afastou os fantasmas de Josué e Mineiro que rondavam o Morumbi. Realidade do futebol brasileiro e estabilizado por Muricy como volante, já tem sido pedido com certa constância na seleção brasileira. Sua chamada não passará de justiça.

RANKING DOS VOLANTES

6 votos: Ramires (Cruzeiro)

4 votos: Hernanes (São Paulo)

3 votos: Pierre (Palmeiras), Richarlyson (São Paulo), Guiñazu (Internacional), Eduardo Costa (Grêmio) e Martinez (Palmeiras)

2 votos: Charles (Cruzeiro), Arouca (Fluminense), Renan (Juventude), Cristian (Flamengo), Elicarlos (Náutico), Maldonado (Santos), Rodrigo Souto (Santos) e Diogo (Figueirense)

1 voto: William Magrão (Grêmio), Toró (Flamengo), Henrique (Figueirense), Maurício (Fluminense), Moradei (Corinthians), Abedi (Vasco), Edinho (Internacional), Beto (Juventude), Gavilán (Grêmio), Rafael Miranda (Atlético-Mg), Makelele (Palmeiras), Valencia (Atlético-Pr), Jumar (Paraná), Marcão (Juventude), Francis (Palmeiras), Leandro Guerreiro (Botafogo), Túlio (Botafogo), Josué (São Paulo), Ernane (Vasco), Vampeta (Corinthians), Radamés (Náutico) e Jaílton (Flamengo)

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Papo com Jorge Wagner


Este blogueiro teve a honra de, nesta quarta-feira, bater um papo com Jorge Wagner, lateral-esquerdo do São Paulo, campeão brasileiro de 2007 e, coincidentemente hoje eleito o melhor da posição (ver post abaixo). Confira parte da conversa:

Como você avalia o Hernanes e o Richarlyson, que tinham a missão ingrata de substituir o Mineiro e o Josué?

Eles tiveram participação efetiva em nosso título. Foram dois jogadores que tiveram personalidade e souberam suprir a necessidade do time sem Mineiro e Josué. Tiveram competência e capacidade, dentro de campo, pra superar todas as dificuldades. Se não fossem bem, seriam bastante cobrados.

Realmente é bem difícil substituir dois jogadores do nível de Mineiro e Josué. Mas, eles conseguiram mostrar seu valor e o São Paulo é que se deu bem com isso.

O São Paulo joga com a defesa alta e o time lá na frente. Isso dá mais espaço pros volantes aparecerem?

Com um trio de zagueiros que nós temos, houve uma tranqüilidade maior pro pessoal do meio sair e construir as jogadas. Quem revezava na zaga, conseguia manter o mesmo nível. Facilitou o trabalho de quem é do meio e também de quem joga lá na frente.

Porque se joga tão pouco com o meio-campo em linha no Brasil?

É uma variação tática que a gente tinha dentro de campo, a depender do posicionamento da equipe adversária. Então era uma forma da gente confundir e superar os adversários. Muitas vezes no mesmo jogo, a gente fazia essa variação a pedido do Muricy e em várias dava certo.

Com três zagueiros facilita-se o trabalho dos volantes?

Sim, dos volantes e alas. Tem mais liberdade pra atacar, pra finalizar as jogadas. E como eu falei, com essa formação desse ano, facilitou bastante o trabalho do pessoal que joga do meio pra frente.


Foto: Victor Miranda

Os melhores do Brasileirão 4/7


Com mais indicação, o Papo de Craque fecha a linha defensiva da equipe que teve, ao longo do Campeonato Brasileiro, os jogadores mais indicados para a seleção de cada rodada.

Jorge Wagner - "O garçom"

Cruzamento e... gol de cabeça do São Paulo. Escanteio e...gol do São Paulo. Bola parada e...gol do São Paulo. Essa seqüência del ances foi absolutamente comum ao longo da vitoriosa trajetória são-paulina no Campeonato Brasileiro. Muito desse mérito pouco reconhecido, vem do calibrado pé-esquerdo do baiano Jorge Wagner. Foram onze cruzamentos precisos que acabaram em gols de Aloísio, Breno, Richarlyson, Miranda, Alex Silva, Leandro, Hugo e Borges.

Tamanha eficiência, porém, não foi tão reconhecida. Kléber, do Santos, recebeu os principais louros entre os laterais do campeonato, tendo feito também, claro, um torneio de alto nível. Jorge, ainda, ofereceu versatilidade, marcação e foi extremamente regular.

RANKING DOS LATERAIS-ESQUERDOS

6 votos: Jorge Wagner (São Paulo)

5 votos: Kléber (Santos) e Fernandinho (Cruzeiro)

3 votos: Júlio César (Náutico) e Juan (Flamengo)

2 votos: Marcelo Oliveira (Corinthians) e Anderson Pico (Grêmio)

1 voto: André Santos (Figueirense), Márcio Careca (Paraná), Bruno (Sport), Leandro (Palmeiras), Thiago Feltri (Atlético-MG) e Luciano Almeida (Botafogo)

Os melhores do Brasileirão 3/7


Hoje, com a terceira parte da eleição, falamos dos principais zagueiros do Campeonato Brasileiro. Como há um empate, prevalece a melhor colocação da equipe dos jogadores, critério de desempate inicial.

Breno - "O fenômeno"

Apenas 18 anos, mas um corpanzil e uma personalidade que impressionam demais. Não só isso compõe o que representa Breno, o maior zagueiro do Campeonato Brasileiro. Técnica, vitalidade, presença de espírito e versatilidade. Não foram poucas as vezes em que Muricy Ramalho usou o garoto à direita na linha defensiva de quatro homens.

Em todas as posições, mas geralmente na sobra dos três zagueiros, Breno correspondeu em absoluto. Quando no ataque, foi soberbo, tendo feito um golaço contra o Santos, no returno. Rápido e letal no desarme, foi um dos jogadores que proporcionou ao São Paulo atuar, quase sempre, com a linha defensiva adiantada, empurrando os adversários para a defesa.

Miranda - "Zagueiro de seleção"

Miranda, dono de quatro votos, acaba por "roubar" a vaga de Thiago Silva, de grandes jogos pelo Fluminense. Ambos, aliás, têm o perfil para integrar a seleção brasileira rapidamente, assim que houver uma brecha. No Campeonato Brasileiro, o defensor ex-Coritiba foi, pelo segundo ano seguido, uma das maiores referências. Há quem lhe indique como o melhor jogador do torneio. E isso não é nenhum absurdo.

De tão discreto que é, Miranda acaba sendo pouco lembrado. É um zagueiro perfeito no combate individual e que tem, também, um senso de posicionamento fora do comum e uma combatividade que requer a posição. Legitimamente, um titular da seleção do Brasileiro.

RANKING DOS ZAGUEIROS

6 votos: Breno (São Paulo)

4 votos: Thiago Silva (Fluminense) e Miranda (São Paulo)

3 votos: Juninho (Botafogo), Alex Silva (São Paulo), Felipe Santana (Figueirense), Chicão (Figueirense) e Nen (Palmeiras)

2 votos: Fábio Luciano (Flamengo), Marcos (Atlético-Mg), César (Sport), Juninho (Botafogo), Nílton (Corinthians), Marcelo (Santos), Dininho (Palmeiras), Fábio Ferreira (Corinthians), Marcão(Internacional) e Gustavo (Palmeiras)

1 voto: Marcos (Atlético-Mg), Zelão (Corinthians), Régis (Juventude), Domingos (Santos), Thiago Sales (Flamengo), André Dias (São Paulo), Durval (Atlético-Pr), Luís Henrique (Paraná), Vinícius (Atlético-Mg), Betão (Corinthians), Emerson (Cruzeiro), Léo Fortunato (Cruzeiro), Leonardo (Goiás), Léo (Grêmio), Índio (Internacional), Roger (Fluminense), Asprilla (Figueirense), Danny Moraes (Internacional), Antônio Carlos (Atlético-PR) e Júlio Santos (Vasco)