
GUARATINGUETÁ 1 X 2 PONTE PRETA
Ataque contra defesa, pressão total ou o quer que seja. No Dário Rodrigues Leite, foi o Guaratinguetá - equipe de melhor campanha na fase anterior - que mandou no jogo. Quando a arbitragem selou o fim do jogo, porém, foi a Ponte Preta que pôde comemorar.
Infelizmente, este blogueiro não pôde ver a partida na íntegra. Apenas alguns lances e comentários, porém, foram suficientes para destacar alguns heróis:
Luís Ricardo, que pode ser utilizado como meia, na final, pois Renato, suspenso no primeiro jogo, e Elias, lesionado, não jogam contra o Palmeiras. O atacante de origem fez um gol, construiu outro e é mais um nome a ser seguido de perto. Tem só 24 anos.
Wanderley, que mesmo perseguido pela torcida ponte-pretana, voltou a jogar bem. Centroavante de área, finalizou com beleza para marcar o fundamental segundo gol da Ponte. É muito jovem e pode render dinheiro ao clube. Também por isso, precisa ser mais poupado.
Aranha, porém, o maior herói da noite. Melhor goleiro do Campeonato Paulista, esse mineiro de Pouso Alegre pegou pênalti e parou simplesmente tudo que viu pela frente. Já havia sido assim, aliás, no Moisés Lucarelli, no jogo de ida.
Para enfrentar o Palmeiras na finalíssima, a Ponte Preta precisará se desdobrar. Para o jogo de ida, não terá Eduardo Arroz, César, Renato e Elias - pilares da equipe campineira. Contudo, se desdobrar não vem sendo algo complicado para a cativante Macaca de Sérgio Guedes.

É até curioso. Se na quarta-feira o Flamengo se sobressaiu na altitude de Cuzco, nesse domingo, o time de Joel Santana pregou no calor e no cansaço do Maracanã. Por sua vez, o Botafogo esbanjou disposição, muita pegada e um preparo físico invejável. Com mais ambição dentro do jogo, inclusive, a equipe de Cuca não ofereceu hipóteses ao Fla. De forma justa, os três principais clubes do Rio de Janeiro são os que ainda podem pensar em título.
Um gol com 11 minutos normalmente interfere em todo o andamento do jogo. Foi o que houve no Morumbi. Acostumado a se dar melhor quando tem a defesa como trunfo e o contra-ataque como desafogo, o São Paulo tomou as rédeas, no Morumbi, quando deu campo ao Palmeiras e pôde dominar as ações palmeirenses com muita marcação.
No Moisés Lucarelli lotado, era obrigatório que a Ponte Preta fosse ao ataque e deixasse o gramado com a vitória. O time de Sérgio Guedes fez sua parte e jogou a bomba nas mãos do Guaratinguetá, que precisará vencer em seus domínios para jogar a final do Campeonato Paulista em sua segunda temporada na elite estadual. 