segunda-feira, 21 de abril de 2008

Aranha com a Macaca!


GUARATINGUETÁ 1 X 2 PONTE PRETA

Ataque contra defesa, pressão total ou o quer que seja. No Dário Rodrigues Leite, foi o Guaratinguetá - equipe de melhor campanha na fase anterior - que mandou no jogo. Quando a arbitragem selou o fim do jogo, porém, foi a Ponte Preta que pôde comemorar.

Infelizmente, este blogueiro não pôde ver a partida na íntegra. Apenas alguns lances e comentários, porém, foram suficientes para destacar alguns heróis:

Luís Ricardo, que pode ser utilizado como meia, na final, pois Renato, suspenso no primeiro jogo, e Elias, lesionado, não jogam contra o Palmeiras. O atacante de origem fez um gol, construiu outro e é mais um nome a ser seguido de perto. Tem só 24 anos.

Wanderley, que mesmo perseguido pela torcida ponte-pretana, voltou a jogar bem. Centroavante de área, finalizou com beleza para marcar o fundamental segundo gol da Ponte. É muito jovem e pode render dinheiro ao clube. Também por isso, precisa ser mais poupado.

Aranha, porém, o maior herói da noite. Melhor goleiro do Campeonato Paulista, esse mineiro de Pouso Alegre pegou pênalti e parou simplesmente tudo que viu pela frente. Já havia sido assim, aliás, no Moisés Lucarelli, no jogo de ida.

Para enfrentar o Palmeiras na finalíssima, a Ponte Preta precisará se desdobrar. Para o jogo de ida, não terá Eduardo Arroz, César, Renato e Elias - pilares da equipe campineira. Contudo, se desdobrar não vem sendo algo complicado para a cativante Macaca de Sérgio Guedes.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Michael Essien


Chelsea e Everton se enfrentam no Goodison Park pela primeira das últimas quatro rodadas da Premier League. O jogo ainda nem terminou (acaba de começar o segundo tempo), mas vale fazer uma menção para o ganês Michael Essien e o que tem jogado nos jogos mais recentes.

Essien chegou em Stamford Bridge por mais de 30 milhões de euros e como um dos pilares do melhor dos seis times que formou o Lyon no hexacampeonato da Ligue 1. Não há quem possa questionar sua utilidade para os Blues.

Na temporada passada, até de zagueiro, em situações difíceis, Essien atuou. Pela Liga dos Campeões, foi agora para a lateral-direita, abrindo espaço para Ballack no meio-campo, que é onde se dá melhor.

Além de ter uma imposição física devastadora, o melhor jogador ganês da atualidade tem qualidade técnica, personalidade e sabe fazer gols. Fez contra o Wigan na segunda-feira, fez também nesta quarta, contra o competitivo Everton.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Clássicos do Rio de Janeiro

BOTAFOGO 3 x 0 FLAMENGO

É até curioso. Se na quarta-feira o Flamengo se sobressaiu na altitude de Cuzco, nesse domingo, o time de Joel Santana pregou no calor e no cansaço do Maracanã. Por sua vez, o Botafogo esbanjou disposição, muita pegada e um preparo físico invejável. Com mais ambição dentro do jogo, inclusive, a equipe de Cuca não ofereceu hipóteses ao Fla. De forma justa, os três principais clubes do Rio de Janeiro são os que ainda podem pensar em título.

Atuando mais uma vez com uma linha de quatro jogadores na defesa, o Botafogo tinha cobertura para Triguinho e principalmente Alessandro irem ao ataque. Diguinho e Túlio se desdobraram, enquanto Zé Carlos e Wellington Paulista, incendiados, faziam a parte do apagado Jorge Henrique.

O Botafogo cresceu quando o sol deu trégua no Maracanã. Sufocou o Flamengo, pálido e pouco disposto a eliminar a chance de final no Estadual no Rio. O melancólico primeiro tempo do adoentado Souza foi sintomático.

Ao Flamengo, resta se preparar bastante ao longo dos próximos dias. Para o Botafogo, ficou a lição de que, futebol, o time de Cuca tem. Basta ter os nervos do lugar. Os botafoguenses mereciam uma segunda chance, mas os de Joel podiam e deviam ter feito mais força.

FLUMINENSE 1 x 1 VASCO


Como tem sido freqüente, especialmente nos clássicos, o Vasco fez muito mais do que podia. O time de Antônio Lopes foi brioso e determinado. Teve, inclusive, a iniciativa do jogo em boa parte dos 90 minutos, embora não tenha criado tanto perigo quanto essa situação tende a insinuar.

Fechado e saindo muito bem nos contra-ataques com Conca e Thiago Neves, o Flu foi quem teve as melhores oportunidades. Naturalmente, pois tem mais qualidade e até entrosamento. Diante disso, o empate ao longo dos 90 minutos trouxe alguma surpresa.

No segundo tempo, o Vasco contou com atuações intensas de Morais e até do limitado Leandro Bomfim. Jean, como de praxe, se movimentou bastante e criou dificuldades. A zaga tricolor, porém, se valeu de mais um grande jogo de Thiago Silva, ainda em altíssimo nível.

Foi bastante dispensável a escolha de Antônio Lopes. Se o treinador mandou bem ao tirar Edmundo dos pênaltis, deixar o jovem Pablo como o quinto cobrador, evidentemente, foi uma péssima alternativa. O ala improvisado pela esquerda jogou bem durante os 90 minutos e cobrou bem a penalidade. Poderá, porém, carregar um peso desnecessário por muitos e muitos tempos.

No fim das contas, foi justa a classificação do Fluminense. Era o lógico.

Decisões em São Paulo

SÃO PAULO 2 x 1 PALMEIRAS

Um gol com 11 minutos normalmente interfere em todo o andamento do jogo. Foi o que houve no Morumbi. Acostumado a se dar melhor quando tem a defesa como trunfo e o contra-ataque como desafogo, o São Paulo tomou as rédeas, no Morumbi, quando deu campo ao Palmeiras e pôde dominar as ações palmeirenses com muita marcação.

Muricy Ramalho colocava nove homens atrás da linha de bola, com inclusive Dagoberto pressionando os volantes palmeirenses. Zé Luís e Richarlyson foram impecáveis na marcação de Valdívia e Diego Souza, respectivamente. Atuando no 4-2-2-2, o Palmeiras encontrava dificuldades em abrir o jogo e insistia em um meio-campo congestionado.

Por sua vez, o São Paulo tinha um Adriano mais uma vez sedento em decidir. Já na volta do intervalo, Gustavo falhou feio e Jorge Wagner, agora pelo chão, colocou o Imperador em condições de balançar, novamente, as redes de Marcos. O placar de 0-2, àquele momento, era trágico e abalava o favoritismo palmeirense. O São Paulo, atuando como em 2007, era seguro.

Luxemburgo, então, mexeu bem no time. Passou para um 4-2-3-1 e foi abrindo, com Lenny e Denílson, espaços na defesa do São Paulo. Faltou maior poder de fogo e velocidade para o time de Muricy colocar perigo para o Palmeiras. O pênalti definido por Alex Mineiro, então, deixou o aberto o cenário para o jogo de volta.

Muricy, porém, deverá insistir na volta de Fábio Santos. Sem Richarlyson e Zé Luís, suspensos, certamente precisará recuar Hernanes para a cabeça-de-área. Atuando na meia, contra o Palmeiras, o pernambucano foi um dos melhores em campo e mostrou que pode ser criativo e combativo. Luxemburgo precisará abrir a defesa tricolor. Eis um grande jogo para o próximo domingo.

PONTE PRETA 1 x 0 GUARATINGUETÁ

No Moisés Lucarelli lotado, era obrigatório que a Ponte Preta fosse ao ataque e deixasse o gramado com a vitória. O time de Sérgio Guedes fez sua parte e jogou a bomba nas mãos do Guaratinguetá, que precisará vencer em seus domínios para jogar a final do Campeonato Paulista em sua segunda temporada na elite estadual.

O duelo do interior, antes de tudo, foi um confronto de estilos. A Ponte Preta respira aliviada quando a bola pára nos pés de Renato e Elias. Um habilidoso, cerebral. Outro, lépido e sempre ágil nos deslocamentos. Os volantes da Macaca são meramente marcadores, mas oferecem serenidade e muita pegada. Eduardo Arroz e Vicente são bons e ajudam na armação, mas é de Renato e Elias que depende a agradável equipe de Sérgio Guedes.

Guilherme Macuglia, como fiel seguidor da escola Muricy, propõe um futebol de maior imposição física e muita competição. Seu time é todo cercado no futebol do meia-atacante Michael. Franzino e omisso em alguns momentos, é quem pensa a partida e sabe o que fazer com a bola. Tem, à sua frente, dois atacantes velozes e muito objetivos: Alessandro e Dinei. No mais, um time de muita velocidade e intensidade, duríssimo de ser batido.

O confronto no Moisés Lucarelli só veio confirmar o que se esperava. Uma Ponte Preta naturalmente pressionada pela necessidade da vitória, conviveu bem com as expectativas e cumpriu seu papel. Resta, ao Guaratinguetá, fazer o que não fez na fase anterior, quando foi batido por 3-0 pela Macaca.

sábado, 12 de abril de 2008

Comentários limitados

Notícia velha não deixa de ser notícia. Então vamos lá: há alguns dias, nosso espaço para comentários, infelizmente, se tornou restrito.

Como temos pessoas covardes que não gostam de se identificar, infelizmente, só os que são do mundo google poderão comentar. Uma pena, pois uns pagam por outros. Mas, vida que segue.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Os gols da semana - Luca Toni

Partida histórica no Coliseum Alfonso Pérez. A valente e arrojada equipe do Getafe ia impondo uma classificação histórica frente ao Bayern de Munique. Até que, após o gol de Ribéry, veio a prorrogação. Os espanhóis, ainda assim, fizeram dois em seqüência e ficaram em uma condição favorável e quase irreversível.

Até que apareceu Luca Toni. O centroavante italiano, de passagens expressivas por Palermo e Fiorentina, é o tipo de jogador que garante gols em quase todas partidas em que atua. Dessa vez, não foi diferente. E foi em dobro. Toni, nos minutos finais, colocou os bávaros na semifinal. Estupendo!

Gauchão não é parâmetro


O Grêmio - e seus torcedores - acreditou mesmo que tinha um bom time. Acreditou que poderia fazer sucesso com Marcelo Gröhe no gol, Pereira na zaga, William Magrão no meio e Perea no ataque. Estava claro, há muito tempo, que o Tricolor Gaúcho era limitado.

Em 16 jogos no fraquíssimo Campeonato Gaúcho, só venceu quatro com mais que um gol de diferença. O torneio estadual, como quase todos, aliás, não é parâmetro nenhum.

Nesta quinta-feira, este blogueiro falou com o excelente Cláudio Cabral, comentarista da Rádio Bandeirantes Gaúcha. Veja o que ele disse:

"Se valorizou demais a invencibilidade do Grêmio, mas algumas pessoas da imprensa, inclusive eu, alertamos sobre a ilusão disso. Até que, quando se confrontou diante de dois times organizados, deu no que deu"

"Tem duas equipes boas aqui e que podem ser classificados como bons times: o Caxias e o Inter de Santa Maria. São os melhores do interior, times relativamente bons. O resto é muito ruim mesmo"

Sábias palavras, Cláudio.