A imprensa espanhola, respaldada por declarações do técnico Vicente del Bosque, já trabalha como quase certa a lista de 23 nomes para a Copa do Mundo. São os mesmos jogadores listados por Del Bosque para o amistoso da próxima semana contra a França mas, acima de tudo, a manutenção do elenco campeão europeu há dois anos na Suíça. As mudanças, inclusive, elevam o nível do grupo espanhol.
São apenas seis mudanças em relação à última Eurocopa, duas delas por questões médicas:
Busquets por De La Red - natural pela afirmação do barcelonista como membro importante da equipe que ganhou seis títulos que disputou em 2009 e pelos problemas do madrileno, reserva na Euro e afastado do futebol por problemas de saúde. O novato é mais jogador.
Piqué por Juanito - também absolutamente natural. Piqué pode até ser titular no Mundial e foi considerado um dos três melhores zagueiros da última Liga dos Campeões. Recentemente, ganhou aumento de salário e novo contrato no clube, enquanto seu antecessor caiu para a segunda divisão com o Betis e é reserva do Atlético de Madrid. Mais um novato superior.
Diego López por Palop - uma alteração que se dá principalmente por conta da idade avançada do sevillista, 36 anos, e também pela grande sequência de López, a despeito da má fase do Villarreal. Depois de sair da sombra de Casillas no Real, se firmou como goleiro de ponta na Espanha, mas é a terceira opção de Del Bosque. Se equivalem.
Jesús Navas por Fernando Navarro - A possibilidade de usar Arbeloa como lateral pelos dois lados de campo foi mais absorvida e permite o acréscimo de um meio-campista. Navas é o grande jogador do Sevilla na temporada e tem característica diferente a de outros meias externos da Fúria. Ganha a Espanha com a troca.
Mata por Cazorla - Mais um caso médico, já que Cazorla sofreu séria lesão há pouco tempo. Pela esquerda também atua Mata, que deixou o rótulo de promessa do Real Madrid para trás e já atua em alto nível pela segunda temporada com o Valencia. Mesmo nível.
Negredo por Sergio Garcia - Curiosamente, mais um jogador não aproveitado na base do Real Madrid. Negredo fez campanha consistente com o Almería na última temporada e não baixou o nível no Sevilla, a despeito da forte concorrência de Luís Fabiano e Kanouté. García caiu com o Betis e sempre foi um jogador limitado. Ganha e muito a Espanha.
E os prováveis 23 da Espanha são:
Goleiros: Iker Casillas (Real Madrid), Pepe Reina (Liverpool/ING), Diego López (Villarreal)
Defensores: Raúl Albiol (Real Madrid), Joan Capdevila (Villarreal), Alvaro Arbeloa (Real Madrid), Carlos Marchena (Valencia), Gerard Piqué (Barcelona), Carles Puyol (Barcelona), Sergio Ramos (Real Madrid)
Meio-campistas: Xabi Alonso (Real Madrid), Sergio Busquets (Barcelona), Cesc Fábregas (Arsenal), Xavi Hernández (Barcelona), Andrés Iniesta (Barcelona), Marcos Senna (Villarreal)
Atacantes: Dani Güiza (Fenerbahçe), Juan Manuel Mata (Valencia), Jesús Navas (Sevilla), David Silva (Valencia), Alvaro Negredo (Sevilla), David Villa (Valencia), Fernando Torres (Liverpool)
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Da Suíça para a África do Sul
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
De volta às origens
Não é só o futebol brasileiro que vive um momento de grandes jogadores sendo repatriados. Shunsuke Nakamura, o melhor futebolista japonês desde Hidetoshi Nakata, se despediu da Europa após oito anos e voltou ao Yokohama Marinos a 100 dias da Copa do Mundo. Foi no Marinos que Nakamura iniciou sua carreira, em 1997, e atuou por cinco temporadas, vencendo a J League e a Copa do Japão.
Mais que isso, Nakamura, 31 anos, retorna atrás do ritmo de jogo que não conseguiu em sua rápida passagem pelo Espanyol. Contratação midiática, ele só jogou 13 partidas, sendo três completas, do Campeonato Espanhol. Não marcou gol, deu só uma assistência e saiu pela porta dos fundos, bem diferente de Reggina, onde jogou por três anos, e Celtic, quatro anos, em que foi ídolo.
Para a seleção japonesa de Takeshi Okada, que vive um mau momento, o habilidoso meia Nakamura é fundamental. Esteve em sete dos oito jogos pelas Eliminatórias da Ásia e é o quarto jogador mais lembrado em convocações, 92 vezes, e marcou 23 gols. É o mais experiente da turma e o primeiro japonês a marcar em uma partida de Liga dos Campeões.
O Japão está no Grupo E da Copa do Mundo, ao lado de Holanda, Dinamarca e Camarões, contra quem estreia no dia 14 de junho em Bloemfontein.
Mais que isso, Nakamura, 31 anos, retorna atrás do ritmo de jogo que não conseguiu em sua rápida passagem pelo Espanyol. Contratação midiática, ele só jogou 13 partidas, sendo três completas, do Campeonato Espanhol. Não marcou gol, deu só uma assistência e saiu pela porta dos fundos, bem diferente de Reggina, onde jogou por três anos, e Celtic, quatro anos, em que foi ídolo.
Para a seleção japonesa de Takeshi Okada, que vive um mau momento, o habilidoso meia Nakamura é fundamental. Esteve em sete dos oito jogos pelas Eliminatórias da Ásia e é o quarto jogador mais lembrado em convocações, 92 vezes, e marcou 23 gols. É o mais experiente da turma e o primeiro japonês a marcar em uma partida de Liga dos Campeões.
O Japão está no Grupo E da Copa do Mundo, ao lado de Holanda, Dinamarca e Camarões, contra quem estreia no dia 14 de junho em Bloemfontein.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Duro de abrir
Não foi só Jorge Fossati, como observou Paulo Vinícius Coelho em seu blog, que tratou de ressaltar a qualidade na proposta de jogo de várias equipes sul-americanas subestimadas pelos brasileiros em geral. Mano Menezes, depois de vencer na nervosa estreia corintiana na Libertadores, fez questão de frisar que muitos desses times que atacam pouco e marcam muito também são perigosos. Mais que isso, foi correto em destacar que não se deve criticar essa estratégia e que o objetivo sempre é impor o estilo de jogo dos times brasileiros sobre os seus adversários.
E é aí que, nesta rodada de meio de semana, ficou evidente que os times brasileiros têm dificuldades. Se atentando a Internacional, Cruzeiro e Corinthians, todos tiveram grandes problemas em abrir as defesas adversárias, alargar o jogo de uma lateral até a outra e manter o adversário em sua trincheira até achar a vantagem no placar.O Inter de Fossati, por mais que muitas vezes use os zagueiros das beiradas (Bolívar e Danilo Silva) para arrastar a bola até o meio e empurrar os alas (Nei e Kléber), não foi competente nessa proposta. Pareceu excessiva a manutenção do 3-4-2-1 como desenho tático em mais de dois terços da partida, período em que o Emelec, dobrando a marcação nos lados e vigiando bem Giuliano, controlou o Inter com facilidade. Só mesmo com Walter, Taison e Andrezinho em campo, passando a um 4-2-3-1, é que o Colorado foi competente e envolveu os disciplinados equatorianos. Trocou passes rápidos e inteligentes e, ainda que o gol da vitória tenha saído em uma jogada por dentro, deixou a lição de que o técnico uruguaio poderia ter alterado o panorama muito antes.
A vitória por 4 a 1 também não pode deixar o torcedor cruzeirense desenganado. O time de Adílson Batista, com Roger como elo de ligação no já costumeiro 4-3-1-2, foi totalmente controlado pela marcação chilena até o pênalti, a expulsão e o segundo gol. Espertos, os colocolinos exploraram as costas de Jonathan o tempo todo, exigindo a cobertura nada confiável de Leonardo Silva e principalmente Thiago Heleno. Roger não esteve bem em seu primeiro teste como titular, mas dá pinta de interessante uma formação com ele e Gilberto, à esquerda do meio-campo, juntos. Saída para um time mais criativo.

Mais um a ser vítima de uma atuação pouco criativa foi o Corinthians, que ao menos venceu, o que é fundamental quando se trata de Libertadores e a explosiva mistura do torneio com os corintianos. Foi correta a tentativa por Defederico entre os titulares, mas a bola pouco passou pelo meio na etapa inicial. Bem marcado, nervoso e errando muitos passes, os jogadores brasileiros entraram fácil no jogo uruguaio. Só mesmo a inversão no posicionamento de Ronaldo e Elias, ligados por um toque magistral de Tcheco, em um raro momento em que os visitantes avançaram sua linha defensiva, para abrir um buraco e conceder um gol para o Timão.
No segundo tempo, Mano apostou em Souza como o homem que brigaria com os zagueiros para os espaços sobrarem a Ronaldo. Foi justamente o camisa 9 que, retornando mais uma vez ao meio, iniciou a jogada para Elias, que entrou rápido por dentro da defesa e bateu. Mas, ainda assim, foi um Corinthians com dificuldade em encontrar os espaços pelos lados e lento demais na marcação lá na frente.
Em suma, os brasileiros venceram, mas um estilo de jogo não se sobressaiu exatamente sobre os rivais, como indicou Mano.
No segundo tempo, Mano apostou em Souza como o homem que brigaria com os zagueiros para os espaços sobrarem a Ronaldo. Foi justamente o camisa 9 que, retornando mais uma vez ao meio, iniciou a jogada para Elias, que entrou rápido por dentro da defesa e bateu. Mas, ainda assim, foi um Corinthians com dificuldade em encontrar os espaços pelos lados e lento demais na marcação lá na frente.
Em suma, os brasileiros venceram, mas um estilo de jogo não se sobressaiu exatamente sobre os rivais, como indicou Mano.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Os sinais de Zago

Costuma se questionar o caráter de Antônio Carlos, muito por conta do episódio envolvendo o ex-gremista Jeovânio em 2006, mas uma coisa sim pode ser dita a seu respeito: ingênuo certamente ele não é. Também por conta desse perfil perspicaz, teve sucesso como diretor de futebol do Corinthians, por exemplo.
Pois, em poucos dias de Palmeiras, Antonio Carlos tratou de trabalhar para conquistar a confiança de todos com inteligência. Foi direto para o banco de reservas no clássico, sem alarde, atitude que certamente foi bem vista pela direção. Não rifou nenhum jogador publicamente, não fez improvisações, e não desmereceu a qualidade do elenco. Muito pelo contrário.
Questionado se gostaria de ter o tricolor Fred, especulado como reforço, foi prudente. Elogiou o atacante, mas se apressou em destacar que já existe Robert, autor de dois gols no clássico com o São Paulo e a quem deu um longo e caloroso abraço na beira do gramado.
Conquistar a confiança do conturbado ambiente palestrino é passo importante para Antônio Carlos, que como poucos conhece o modus operandi do Palmeiras. Sabedor que precisa de reforços e que a Traffic tirou o pé do acelerador nos tempos de Muricy, o novo treinador rapidamente agradou a empresa com suas escolhas.
Lançou o esquecido Lenny entre os titulares e, principalmente, sinalizou que utilizará Marquinhos. Renegado pelo técnico antigo, o ex-Vitória entrou bem na partida e ofereceu assistência para o gol de Robert. A Traffic pagou alto por ele há dois anos.
Você pode eventualmente questionar algum método de Antônio Carlos, mas jamais vai tirar dele a etiqueta de vencedor e competente, o que foi como jogador e na única experiência como diretor de futebol.
Para ser um técnico também campeão, ele parece acertar em cheio nos primeiros passos.
Pois, em poucos dias de Palmeiras, Antonio Carlos tratou de trabalhar para conquistar a confiança de todos com inteligência. Foi direto para o banco de reservas no clássico, sem alarde, atitude que certamente foi bem vista pela direção. Não rifou nenhum jogador publicamente, não fez improvisações, e não desmereceu a qualidade do elenco. Muito pelo contrário.
Questionado se gostaria de ter o tricolor Fred, especulado como reforço, foi prudente. Elogiou o atacante, mas se apressou em destacar que já existe Robert, autor de dois gols no clássico com o São Paulo e a quem deu um longo e caloroso abraço na beira do gramado.
Conquistar a confiança do conturbado ambiente palestrino é passo importante para Antônio Carlos, que como poucos conhece o modus operandi do Palmeiras. Sabedor que precisa de reforços e que a Traffic tirou o pé do acelerador nos tempos de Muricy, o novo treinador rapidamente agradou a empresa com suas escolhas.
Lançou o esquecido Lenny entre os titulares e, principalmente, sinalizou que utilizará Marquinhos. Renegado pelo técnico antigo, o ex-Vitória entrou bem na partida e ofereceu assistência para o gol de Robert. A Traffic pagou alto por ele há dois anos.
Você pode eventualmente questionar algum método de Antônio Carlos, mas jamais vai tirar dele a etiqueta de vencedor e competente, o que foi como jogador e na única experiência como diretor de futebol.
Para ser um técnico também campeão, ele parece acertar em cheio nos primeiros passos.
Desgaste antes da hora

Em poucos dias, o assunto preparação física tomou conta das discussões esportivas do futebol espanhol. Tudo por conta de duas coincidências desagradáveis: primeiro foi o Barcelona que contabilizou seis jogadores com lesões musculares, entre eles Daniel Alves e Xavi, em menos de duas semanas. Depois, o Real Madrid que após Guti e Kaká chegou com Benzema a seu terceiro caso de atleta com a sempre preocupante contusão de púbis na temporada.
Não à toa, Barcelona e Real Madrid estão entre os grandes europeus que menos rodam seus titulares ao longo da temporada. A competição acirrada no Campeonato Espanhol tem feito Guardiola, que já tem um elenco raso e cheio de garotos, e Pellegrini, em busca ainda de entrosamento e da formação titular ideal, forçar o ritmo em vários momentos.
Resta só saber como ambos os times chegarão até maio e, principalmente, como seus jogadores estarão na Copa do Mundo em junho e julho.
Não à toa, Barcelona e Real Madrid estão entre os grandes europeus que menos rodam seus titulares ao longo da temporada. A competição acirrada no Campeonato Espanhol tem feito Guardiola, que já tem um elenco raso e cheio de garotos, e Pellegrini, em busca ainda de entrosamento e da formação titular ideal, forçar o ritmo em vários momentos.
Resta só saber como ambos os times chegarão até maio e, principalmente, como seus jogadores estarão na Copa do Mundo em junho e julho.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Kia muito vivo

Matérias em primeiríssima mão com o companheiro Samir Carvalho para o Terra.
E para quem pensa que Kia Joorabchian ainda está longe do Brasil, vale a leitura.
Conexão misteriosa pode ligar Kia a Robinho e reforços santistas
Confirma mais negócios recentes com a participação de Kia
Conheça mais sobre a dupla Zezinho e Alex Sandro
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O Ranking do Olheiros e o Inter muito à frente

Iniciativa inédita na imprensa brasileira, o Ranking Olheiros para aferir qual clube possui a categoria de base mais vencedora tem nova edição. Sob o comando do amigo Maurício Vargas, está no ar desde a última quarta-feira e, como esperado, ainda é liderado pelo Internacional.
No ano passado, a Revista Trivela também fez sua versão do ranking, englobando ainda a quantidade de bons jogadores revelados e negociados. Também deu Colorado.
O trabalho do Inter é absolutamente superior e mais bem formado que o de qualquer outro clube grande brasileiro. O início do processo, que é captar bons jogadores e oferecer boa infraestrutura, é imbatível.
E no processo onde vários equipes (como o São Paulo) falham, que é a transição ao profissional, o Colorado também sabe conduzir perfeitamente.
Para os amigos que quiserem olhar e avaliar o ranking, segue o link abaixo
http://www.olheiros.net/Artigo/Home/Ler/1847
Sucesso de crítica e audiência.
Mais:
Convite também para minha coluna sobre o promissor goleiro De Gea, do Atlético de Madrid
http://www.olheiros.net/Artigo/Home/Ler/1845
No ano passado, a Revista Trivela também fez sua versão do ranking, englobando ainda a quantidade de bons jogadores revelados e negociados. Também deu Colorado.
O trabalho do Inter é absolutamente superior e mais bem formado que o de qualquer outro clube grande brasileiro. O início do processo, que é captar bons jogadores e oferecer boa infraestrutura, é imbatível.
E no processo onde vários equipes (como o São Paulo) falham, que é a transição ao profissional, o Colorado também sabe conduzir perfeitamente.
Para os amigos que quiserem olhar e avaliar o ranking, segue o link abaixo
http://www.olheiros.net/Artigo/Home/Ler/1847
Sucesso de crítica e audiência.
Mais:
Convite também para minha coluna sobre o promissor goleiro De Gea, do Atlético de Madrid
http://www.olheiros.net/Artigo/Home/Ler/1845
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