A vitória cardíaca do São Caetano sobre o São Bento, neste sábado, praticamente decretou a classificação da equipe do ABC para as semifinais do Paulistão 2007. Mais que isso, deixou à mostra o belíssimo trabalho de reconstrução do time, projetado por Dorival Júnior no fim da temporada passada, já com uma animadora, porém ineficaz, briga contra o rebaixamento.
As 11 vitórias em 18 jogos, o que significa a terceira posição na tabela, são animadoras. A formação da equipe lembra, por alto, a projeção daquele São Caetano de Jair Picerni, duas vezes vice-campeão brasileiro, em 2000 e 2001. A característica principal é a saída rápida em velocidade, normalmente pelos lados do campo, ora com Paulo Sérgio, ora com Triguinho, dois ótimos e experientes laterais.
Outra boa figura da equipe está na zaga central e se chama Maurício, um nome a ser visto pelos clubes grandes. Nesse trabalho de garimpo, o São Caetano também buscou outra duas pérolas: Douglas, ex-Criciúma, meia-esquerda de dribles curtos e que parece ter grude no pé canhoto. Em poucos meses de clube, já fez dois ou três gols dignos de placa. A segunda cara nova é Luiz Henrique, atacante de velocidade e muita técnica, eleito em 2006 como a principal revelação da Série B do Brasileirão, onde vestiu a camisa do São Raimundo, rebaixado para a terceirona.
Ah, vale lembrar também de Somália. Sempre bem posicionado, mas também contando com o apoio irrestrito de meias e laterais, o centroavante, com 12 gols, é o principal goleador deste Paulistão, onde comprova a sintonia com o time do ABC. Canindé, Leandro Lima e Marcelinho completam a lista de destaques.
Este São Caetano serve de exemplo para outros grandes do Brasil, já que sem maiores investimentos, mas muita atenção ao mercado, montou à dedo um elenco forte e qualificado para dar trabalho ao São Paulo nas semifinais, além de quem sabe, voltar à Série A do Brasileirão.
sábado, 7 de abril de 2007
quarta-feira, 4 de abril de 2007
"Nice guys finish last"
Coluna publicada no Papo de Bola
www.papodebola.com.br
Ah, que saudade! Ah, que saudade do tempo em que o Edmundo rebolava na frente dos marcadores pra provocar. E as rixas com Romário, onde classificavam o príncipe, o rei e o bobo? Eram sensacionais! Como não lembrar de Viola, Paulo Sérgio e companhia no Corinthians, sempre com uma comemoração ensaiada, cheia de alegria? O futebol mudou, senhores. E hoje, dentro de campo, é tudo politicamente correto.
Talvez o rei da auto-promoção nos anos 90, Paulo Nunes, o Diabo Loiro, sempre foi um jogador de sucesso onde jogou. Especialmente em Grêmio e Palmeiras, com Felipão, o atacante fez muitos gols, arrumou confusões e sempre, sempre tinha uma comemoração diferente, a la Tiazinha ou Feiticeira, ou o que quer que fosse. Nem por isso foi visto como um selecionável, um atacante internacionalmente renomado. Mas sempre foi uma atração à parte.
Como também faz falta Túlio Maravilha, quando estava na capa dos noticiários! Sempre prometia um, dois gols, e quase sempre fazia. E batizava! Como o gol melancia, na chegada ao Vila Nova: verde por fora, vermelho por dentro. Túlio era um poeta, e porque não, um gênio da grande área. Impossível esquecer do gol contra a Universidad Catolica, no Maracanã, onde, sem goleiro, parou sobre a linha e concluiu de calcanhar. O maior botafoguense dos últimos tempos, sem dúvida, ainda tinha no parceiro Donizete Pantera uma figura eficiente e de muita irreverência. Outro que joga nesse time dos polêmicos saudáveis.
As grandes duplas, aliás, também estão em extinção. Oséas e Paulo Rink, Edmundo e Evair, Edílson e Marcelinho Carioca (mesmo não tão amigos assim), Giovanni e Marcelo Passos, Jardel e Paulo Nunes. Nos últimos anos, desde Diego e Robinho, o máximo que pudemos desfrutar foi Sóbis e Fernandão, bons de bola, mas fracos de boca. Sim, porque as entrevistas enlatadas estão entre as chatices batidas do futebol de hoje. Talvez por orientação, talvez pela criação de uma formatação, ninguém mais brinca na frente dos microfones. E nem pode brincar na frente do zagueiro. Tamanha idiotice!
Para o texto também não ficar politicamente correto, vale lembrar históricas pancadarias, ainda que infelizmente incentivando a violência nas arquibancadas, essas sim, lamentáveis. Quem não lembra do cruzado de Edmundo em André Luiz, ex-São Paulo? E o Animal sangrou muito diante da pancada do argentino Zandoná, do Vélez, em jogo pela Copa Mercosul, seguida por uma voadora digna de um gol, executada por Romário. Aliás, Edmundo foi o maior de todos na categoria bad boy. Tantas confusões provocou, umas até bastante trágicas e desagradáveis. Fato é que tais episódios são absolutamente raros nos dias atuais. E que o futebol nacional, hei de admitir, já foi muito mais legal de se ver.
www.papodebola.com.br
Ah, que saudade! Ah, que saudade do tempo em que o Edmundo rebolava na frente dos marcadores pra provocar. E as rixas com Romário, onde classificavam o príncipe, o rei e o bobo? Eram sensacionais! Como não lembrar de Viola, Paulo Sérgio e companhia no Corinthians, sempre com uma comemoração ensaiada, cheia de alegria? O futebol mudou, senhores. E hoje, dentro de campo, é tudo politicamente correto.
Talvez o rei da auto-promoção nos anos 90, Paulo Nunes, o Diabo Loiro, sempre foi um jogador de sucesso onde jogou. Especialmente em Grêmio e Palmeiras, com Felipão, o atacante fez muitos gols, arrumou confusões e sempre, sempre tinha uma comemoração diferente, a la Tiazinha ou Feiticeira, ou o que quer que fosse. Nem por isso foi visto como um selecionável, um atacante internacionalmente renomado. Mas sempre foi uma atração à parte.
Como também faz falta Túlio Maravilha, quando estava na capa dos noticiários! Sempre prometia um, dois gols, e quase sempre fazia. E batizava! Como o gol melancia, na chegada ao Vila Nova: verde por fora, vermelho por dentro. Túlio era um poeta, e porque não, um gênio da grande área. Impossível esquecer do gol contra a Universidad Catolica, no Maracanã, onde, sem goleiro, parou sobre a linha e concluiu de calcanhar. O maior botafoguense dos últimos tempos, sem dúvida, ainda tinha no parceiro Donizete Pantera uma figura eficiente e de muita irreverência. Outro que joga nesse time dos polêmicos saudáveis.
As grandes duplas, aliás, também estão em extinção. Oséas e Paulo Rink, Edmundo e Evair, Edílson e Marcelinho Carioca (mesmo não tão amigos assim), Giovanni e Marcelo Passos, Jardel e Paulo Nunes. Nos últimos anos, desde Diego e Robinho, o máximo que pudemos desfrutar foi Sóbis e Fernandão, bons de bola, mas fracos de boca. Sim, porque as entrevistas enlatadas estão entre as chatices batidas do futebol de hoje. Talvez por orientação, talvez pela criação de uma formatação, ninguém mais brinca na frente dos microfones. E nem pode brincar na frente do zagueiro. Tamanha idiotice!
Para o texto também não ficar politicamente correto, vale lembrar históricas pancadarias, ainda que infelizmente incentivando a violência nas arquibancadas, essas sim, lamentáveis. Quem não lembra do cruzado de Edmundo em André Luiz, ex-São Paulo? E o Animal sangrou muito diante da pancada do argentino Zandoná, do Vélez, em jogo pela Copa Mercosul, seguida por uma voadora digna de um gol, executada por Romário. Aliás, Edmundo foi o maior de todos na categoria bad boy. Tantas confusões provocou, umas até bastante trágicas e desagradáveis. Fato é que tais episódios são absolutamente raros nos dias atuais. E que o futebol nacional, hei de admitir, já foi muito mais legal de se ver.
Duelos da Liga dos Campeões: Roma x Manchester Utd
★ PREVIEWS – LIGA DOS CAMPEÕES- 4/4
Roma x Manchester United
O casamento entre equilíbrio tático e bom futebol são características naturais de Roma e Manchester United, adversários no duelo aparentemente mais esperado das quartas-de-finais desta Liga dos Campeões. Vivendo momentos especiais, ambas as equipes estão em voga no futebol europeu, em particular pela fase pessoal de Cristiano Ronaldo e Francesco Totti, dois entre os top five do momento, para não ir mais além.Pelo lado romanista, a impotência para duelar com a Internazionale pela ponta no terreno doméstico não frustra em nada a equipe chefiada por Luciano Spalletti, hoje a maior revelação entre os treinadores do cenário mundial.
Em Old Trafford, a sensação é de que o atual elenco tem potencial para repetir a tríplice coroa de 1999, embora a perda de jogadores importantes possa prejudicar o bom trabalho de rotação do elenco desenvolvido por Sir Alex Ferguson. Ingredientes que fazem deste um confronto de muitas emoções.
_______________
★ Roma em: “Tudo novo”
Considere a inexperiência de Luciano Spalletti na Liga dos Campeões. Acrescente aí o fato de que dos titulares romanistas, apenas Chivu, Totti e Panucci têm experiência relevante na competição, onde a própria Roma não coleciona muitas páginas de sucesso – jogou só quatro edições. Pense também que a equipe supera suas expectativas para a temporada e que há poucos meses vivia uma crise financeira terrível e sem precedentes. Ainda dá pra se argumentar que a eliminação sobre o Lyon foi uma pequena zebra.
Mesmo assim, com tudo isso, é impossível ver esse time como um franco-atirador. A segurança com que a Roma vence partidas é impressionante e valoriza o trabalho de Spalletti, não só do ponto de vista tático, mas também técnico, psicológico, e até mesmo na formação do elenco. A soma destes valores resulta em uma daquelas equipes que chegam de mansinho e podem ir até a final, tal qual foram Arsenal e Liverpool nas temporadas recentes.
Para enfraquecer a tese há essa relação de argumentos do penúltimo parágrafo, e um momento do Manchester United que não pode ser desprezado. Spalletti certamente tem a consciência de que precisa desacelerar o jogo no meio-campo e apostar na velocidade de seus ponteiros, Mancini e Taddei, além de evidentemente Francesco Totti, um daqueles jogadores que não podem encerrar a carreira sem vencer uma Liga dos Campeões.
Time provável: Doni, Cassetti, Mexés, Ferrari e Panucci; De Rossi e Chivu (Pizarro); Mancini, Perrotta e Taddei; Totti.
Artilheiro: Totti – 4 gols
Posição na Serie A: 2º
Fase de grupos: 2º Roma – 10 pontos
Títulos na Liga dos Campeões: -
______________________
★ Manchester United em: “Velocidade máxima”
Não costuma demorar muito. Geralmente, ou em uma retomada de bola já no campo do adversário, ou em um contra-ataque bem tramado, o Manchester United chega em velocidade e toques simples na cara do gol. Essa intensidade, somada a uma capacidade de não deixar os oponentes sequer pensar em jogar, faz do time que tem o maior jogador do mundo na atualidade o favorito para vencer esta Liga dos Campeões.
Contudo, os problemas existem. Alex Ferguson tem sérias dificuldades para armar uma defesa confiável, isso porque perdeu três dos quatro titulares da linha defensiva: Vidic, Gary Neville e Evra, possivelmente substituídos por Brown, O’Shea e Heinze, respectivamente. Mais à frente, Park é outra dor de cabeça, embora não atue com extrema regularidade.
A queda de adversários de respeito, como Lyon, Barcelona e Internazionale, redobra o favoritismo dos Red Devils, que por falar nisso, parecem capazes de carregar o fardo, já que o respaldo de Ferguson é considerável. Tido por muitos como um aposentado em potencial, o treinador mais vitorioso da história do futebol inglês mostrou a capacidade viva em formar um plantel elogiável dentro de um projeto que evolui dia após dia. É do amadurecimento de garotos como Ronaldo, e do rejuvenescimento de gigantes como Scholes e Giggs que vem a história deste Manchester United.
Time provável: Van der Sar, O’Shea, Brown, Rio Ferdinand e Heinze; Ronaldo, Carrick, Scholes e Giggs; Rooney e Saha (Richardson).
Artilheiro: Saha – 4 gols
Posição na Premier League: 1º
Fase de grupos: 1º Manchester United - 12 pontos
Títulos na Liga dos Campeões: - 02 (68 e 99)
Roma x Manchester United
O casamento entre equilíbrio tático e bom futebol são características naturais de Roma e Manchester United, adversários no duelo aparentemente mais esperado das quartas-de-finais desta Liga dos Campeões. Vivendo momentos especiais, ambas as equipes estão em voga no futebol europeu, em particular pela fase pessoal de Cristiano Ronaldo e Francesco Totti, dois entre os top five do momento, para não ir mais além.Pelo lado romanista, a impotência para duelar com a Internazionale pela ponta no terreno doméstico não frustra em nada a equipe chefiada por Luciano Spalletti, hoje a maior revelação entre os treinadores do cenário mundial.
Em Old Trafford, a sensação é de que o atual elenco tem potencial para repetir a tríplice coroa de 1999, embora a perda de jogadores importantes possa prejudicar o bom trabalho de rotação do elenco desenvolvido por Sir Alex Ferguson. Ingredientes que fazem deste um confronto de muitas emoções.
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★ Roma em: “Tudo novo”
Considere a inexperiência de Luciano Spalletti na Liga dos Campeões. Acrescente aí o fato de que dos titulares romanistas, apenas Chivu, Totti e Panucci têm experiência relevante na competição, onde a própria Roma não coleciona muitas páginas de sucesso – jogou só quatro edições. Pense também que a equipe supera suas expectativas para a temporada e que há poucos meses vivia uma crise financeira terrível e sem precedentes. Ainda dá pra se argumentar que a eliminação sobre o Lyon foi uma pequena zebra.
Mesmo assim, com tudo isso, é impossível ver esse time como um franco-atirador. A segurança com que a Roma vence partidas é impressionante e valoriza o trabalho de Spalletti, não só do ponto de vista tático, mas também técnico, psicológico, e até mesmo na formação do elenco. A soma destes valores resulta em uma daquelas equipes que chegam de mansinho e podem ir até a final, tal qual foram Arsenal e Liverpool nas temporadas recentes.
Para enfraquecer a tese há essa relação de argumentos do penúltimo parágrafo, e um momento do Manchester United que não pode ser desprezado. Spalletti certamente tem a consciência de que precisa desacelerar o jogo no meio-campo e apostar na velocidade de seus ponteiros, Mancini e Taddei, além de evidentemente Francesco Totti, um daqueles jogadores que não podem encerrar a carreira sem vencer uma Liga dos Campeões.
Time provável: Doni, Cassetti, Mexés, Ferrari e Panucci; De Rossi e Chivu (Pizarro); Mancini, Perrotta e Taddei; Totti.
Artilheiro: Totti – 4 gols
Posição na Serie A: 2º
Fase de grupos: 2º Roma – 10 pontos
Títulos na Liga dos Campeões: -
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★ Manchester United em: “Velocidade máxima”
Não costuma demorar muito. Geralmente, ou em uma retomada de bola já no campo do adversário, ou em um contra-ataque bem tramado, o Manchester United chega em velocidade e toques simples na cara do gol. Essa intensidade, somada a uma capacidade de não deixar os oponentes sequer pensar em jogar, faz do time que tem o maior jogador do mundo na atualidade o favorito para vencer esta Liga dos Campeões.
Contudo, os problemas existem. Alex Ferguson tem sérias dificuldades para armar uma defesa confiável, isso porque perdeu três dos quatro titulares da linha defensiva: Vidic, Gary Neville e Evra, possivelmente substituídos por Brown, O’Shea e Heinze, respectivamente. Mais à frente, Park é outra dor de cabeça, embora não atue com extrema regularidade.
A queda de adversários de respeito, como Lyon, Barcelona e Internazionale, redobra o favoritismo dos Red Devils, que por falar nisso, parecem capazes de carregar o fardo, já que o respaldo de Ferguson é considerável. Tido por muitos como um aposentado em potencial, o treinador mais vitorioso da história do futebol inglês mostrou a capacidade viva em formar um plantel elogiável dentro de um projeto que evolui dia após dia. É do amadurecimento de garotos como Ronaldo, e do rejuvenescimento de gigantes como Scholes e Giggs que vem a história deste Manchester United.
Time provável: Van der Sar, O’Shea, Brown, Rio Ferdinand e Heinze; Ronaldo, Carrick, Scholes e Giggs; Rooney e Saha (Richardson).
Artilheiro: Saha – 4 gols
Posição na Premier League: 1º
Fase de grupos: 1º Manchester United - 12 pontos
Títulos na Liga dos Campeões: - 02 (68 e 99)
terça-feira, 3 de abril de 2007
Duelos da Liga dos Campeões: Chelsea x Valencia
A aura de futebol que pairou sobre Chelsea e Valencia nos últimos anos não se repete na temporada atual. Muita gente que não acompanha o esporte atentamente se dará conta disso quando a dupla, ainda que times fortíssimos, entrarem em campo. Ainda assim, esse porém com relação a capacidade das equipes deve ser muito considerado, pois são adversários duríssimos de se bater.
Esse pragmatismo de Ches e Blues é composto por uma consistência defensiva inegável, além de uma eficiência no ataque que permite adotar uma postura mais segura durante as partidas. Entre os oito finalistas desta Liga dos Campeões, ninguém tem quatro avantes – Morientes, Villa, Drogba e Shevchenko – tão capazes de finalizar de qualquer maneira e em qualquer circunstância, ainda que Kaká seja o líder entre os artilheiros. Contudo, os jogadores citados podem fazer desse duelo, aparentemente feio, algo interessante de se assistir.
★ Chelsea em: “Degrau acima”
O brilhante segundo tempo realizado em Stanford Bridge facilitou as coisas para o Chelsea no confronto diante do Porto, o que não pode fazer esquecer que se esperava mais tranqüilidade para os Blues superarem essa jornada. Com 100% de seus titulares em condições, se Essien jogar, Jose Mourinho certamente exigirá uma melhor performance do time, algo que um adversário do porte do Valencia também pede.
A dificuldade encontrada por duelar com Barcelona e Werder Bremen na fase de grupos fez com que o Chelsea chegasse ao presente momento com uma pontuação aquém das equipes de seu porte, o que dá ao Valencia a vantagem de resolver dentro de casa. Mourinho, fortíssimo no trabalho psicológico e motivacional, jura que iniciar o confronto em casa também é excelente. Nessa linha de raciocínio, o retrospecto dos londrinos jogando em seus domínios dá razão ao treinador: em quatorze jogos com o português no banco, apenas uma derrota.
O iminente retorno de Joe Cole aos gramados, infelizmente, contrasta com uma cirurgia no joelho que afastará Arjen Robben dos próximos meses. Mesmo assim, a boa fase de jogadores como Kalou e Wright Phillips dá mais opções para Mourinho, circunstancialmente adotar o 4-3-3 como opção. Em que pese a fase esplendorosa de Didier Drogba, o Chelsea tem aí uma arma valiosíssima para chegar às semifinais da Liga dos Campeões pela terceira vez em quatro temporadas.
Time provável: Cech, Alou Diarra, Terry, Ricardo Carvalho e Ashley Cole; Makelele, Essien (Mikel), Lampard e Ballack; Drogba e Shevchenko.
Artilheiro: Drogba – 5 gols
Posição na Premier League: 2º
Fase de grupos: 1º Chelsea - pontos
Títulos na Liga dos Campeões: -
__________________
★ Valencia em: “Abril despedaçado”
David Navarro, Marchena, Edu, Baraja, Regueiro e Morientes . Quique Sánchez Flores tem uma penca de problemas, especialmente na defesa, para montar a equipe que tentará barrar a força de um Chelsea sedento por um título europeu.
Voltar às quartas-de-finais após quatro anos representa que o projeto dos Ches é bem conduzido, onde a filosofia de reunir jogadores espanhóis tem sido uma tendência nas contratações. Não por acaso, a seleção espanhola tem abrigado mais jogadores do Valencia que de Real e Barça. Há quem diga que é por não ter jogadores da dupla que a Fúria não tem se mostrado tão grande, o que esbarra na aura de time vitorioso que existe sobre os Ches desde Hector Cúper.
Sem muitas opções, é possível que o Valencia opte por adiantar David Silva para o ataque, fazendo às vezes de Morientes, que só tem esperanças de jogar no Mestalla na próxima semana. Aí, abre espaço para nova tentativa com Joaquín e Vicente entre os titulares, segundo especula o Diário Marca. Nessa formação, Angulo ficaria entre os reservas. Outra improvisação é a entrada de Moretti na zaga, o que consequentemente significa o retorno de Del Horno, ex-Chelsea, ao estádio onde ficou marcado pelas pancadas em Lionel Messi. Ainda assim, e de qualquer maneira, as hipóteses nesse caso ficam em 50% para cada equipe.
Time provável: Cañizares, Miguel, Ayala, Moretti e Del Horno; Albelda, Albiol, Joaquín (Angulo) e Vicente; David Silva e David Villa.
Artilheiro: Morientes – 6 gols
Posição na Liga Espanhola: 4º
Fase de grupos: 1º Valencia - 13 pontos
Títulos na Liga dos Campeões: -
Esse pragmatismo de Ches e Blues é composto por uma consistência defensiva inegável, além de uma eficiência no ataque que permite adotar uma postura mais segura durante as partidas. Entre os oito finalistas desta Liga dos Campeões, ninguém tem quatro avantes – Morientes, Villa, Drogba e Shevchenko – tão capazes de finalizar de qualquer maneira e em qualquer circunstância, ainda que Kaká seja o líder entre os artilheiros. Contudo, os jogadores citados podem fazer desse duelo, aparentemente feio, algo interessante de se assistir.
★ Chelsea em: “Degrau acima”
O brilhante segundo tempo realizado em Stanford Bridge facilitou as coisas para o Chelsea no confronto diante do Porto, o que não pode fazer esquecer que se esperava mais tranqüilidade para os Blues superarem essa jornada. Com 100% de seus titulares em condições, se Essien jogar, Jose Mourinho certamente exigirá uma melhor performance do time, algo que um adversário do porte do Valencia também pede.
A dificuldade encontrada por duelar com Barcelona e Werder Bremen na fase de grupos fez com que o Chelsea chegasse ao presente momento com uma pontuação aquém das equipes de seu porte, o que dá ao Valencia a vantagem de resolver dentro de casa. Mourinho, fortíssimo no trabalho psicológico e motivacional, jura que iniciar o confronto em casa também é excelente. Nessa linha de raciocínio, o retrospecto dos londrinos jogando em seus domínios dá razão ao treinador: em quatorze jogos com o português no banco, apenas uma derrota.
O iminente retorno de Joe Cole aos gramados, infelizmente, contrasta com uma cirurgia no joelho que afastará Arjen Robben dos próximos meses. Mesmo assim, a boa fase de jogadores como Kalou e Wright Phillips dá mais opções para Mourinho, circunstancialmente adotar o 4-3-3 como opção. Em que pese a fase esplendorosa de Didier Drogba, o Chelsea tem aí uma arma valiosíssima para chegar às semifinais da Liga dos Campeões pela terceira vez em quatro temporadas.
Time provável: Cech, Alou Diarra, Terry, Ricardo Carvalho e Ashley Cole; Makelele, Essien (Mikel), Lampard e Ballack; Drogba e Shevchenko.
Artilheiro: Drogba – 5 gols
Posição na Premier League: 2º
Fase de grupos: 1º Chelsea - pontos
Títulos na Liga dos Campeões: -
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★ Valencia em: “Abril despedaçado”
David Navarro, Marchena, Edu, Baraja, Regueiro e Morientes . Quique Sánchez Flores tem uma penca de problemas, especialmente na defesa, para montar a equipe que tentará barrar a força de um Chelsea sedento por um título europeu.
Voltar às quartas-de-finais após quatro anos representa que o projeto dos Ches é bem conduzido, onde a filosofia de reunir jogadores espanhóis tem sido uma tendência nas contratações. Não por acaso, a seleção espanhola tem abrigado mais jogadores do Valencia que de Real e Barça. Há quem diga que é por não ter jogadores da dupla que a Fúria não tem se mostrado tão grande, o que esbarra na aura de time vitorioso que existe sobre os Ches desde Hector Cúper.
Sem muitas opções, é possível que o Valencia opte por adiantar David Silva para o ataque, fazendo às vezes de Morientes, que só tem esperanças de jogar no Mestalla na próxima semana. Aí, abre espaço para nova tentativa com Joaquín e Vicente entre os titulares, segundo especula o Diário Marca. Nessa formação, Angulo ficaria entre os reservas. Outra improvisação é a entrada de Moretti na zaga, o que consequentemente significa o retorno de Del Horno, ex-Chelsea, ao estádio onde ficou marcado pelas pancadas em Lionel Messi. Ainda assim, e de qualquer maneira, as hipóteses nesse caso ficam em 50% para cada equipe.
Time provável: Cañizares, Miguel, Ayala, Moretti e Del Horno; Albelda, Albiol, Joaquín (Angulo) e Vicente; David Silva e David Villa.
Artilheiro: Morientes – 6 gols
Posição na Liga Espanhola: 4º
Fase de grupos: 1º Valencia - 13 pontos
Títulos na Liga dos Campeões: -
segunda-feira, 2 de abril de 2007
Terrão: a única saída
Por Dassler Marques
O fracasso no planejamento para 2007 se mostra nítido no horizonte do Corinthians. Apostas do clube e de Emerson Leão, como por exemplo, César, Magrão e Amoroso, não surtiram o efeito desejado. Além disso, o treinador não parece capaz de administrar um grupo como o corintiano, tampouco pode tomar a linha de frente na estruturação de um plantel, seja com muito, pouco, ou nenhum dinheiro em caixa.
As convicções foram alcançadas após o resultado pífio contra o Sertãozinho neste último sábado, onde o Corinthians ficou no 2 a 2 em pleno Pacaembu e deixou suas fraquezas evidenciadas. Especialmente no segundo tempo, se mostrou pouco motivado, além de frágil, tanto na defesa quanto no ataque. A soma de todas as lições deste Paulistão, aliada ao fato de que Emerson Leão não deixará o comando da equipe tão facilmente, só coloca uma opção para o resto do ano: apostar na ótima safra de garotos do Terrão.
Segundo apurado pela Rádio Bandeirantes, em uma das reuniões do clube na última sexta-feira, teria sido dito a Emerson Leão que o menino Lulinha, destaque absoluto no Sul-Americano Sub-17, precisa ser aproveitado com urgência, até porque, o setor de armação é um dos mais carentes no elenco montado pelo treinador. Nada mais lógico, pois o garoto é tido como um fenômeno por dez entre dez especialistas.
Ainda que eliminada precocemente na fase de oitavas-de-final, a garotada do Timão que disputou a última Copa São Paulo, mostrou qualidades que não podem ser desprezadas. Em especial, os laterais Caju e Everton, além dos atacantes Dentinho e Allison, e claro, Lulinha. Para se somar a essa realidade, ainda é fácil indicar dentro do plantel corintiano alguns jovens com capacidade de mostrar futebol, mas de um grupo mais antigo, como Willian, Eduardo Ratinho, Rosinei, Betão e Wilson.
Dessa forma, Emerson Leão poderia mostrar suas habilidades para lidar com um elenco jovem e sedento por vitórias, tal qual fez no Santos e até mesmo no Sport Recife, em sua passagem antes de assumir a seleção brasileira. Com nítidas limitações no tocante a relações humanas, Leão poderia explorar melhor algumas situações motivacionais empregadas por ele no cotidiano de um clube, inúteis em um elenco como o atual, talvez mais pertinentes no sugerido pelo texto.
Vale esclarecer ainda que nas atuais condições, onde a rescisão contratual do treinador parece um obstáculo, é que tal filosofia pode ser implantada. Outro ponto é o poder nulo que o Corinthians tem hoje para fazer grandes aquisições, em um momento em que esperar os investimentos da parceria (?) é como padecer por um copo de água no deserto.
Por outro lado, um garimpo apurado pelo interior paulista também pode oferecer opções úteis na formação de um elenco competitivo, como já foi feito em outros tempos. Nunes do Juventus, Bill e André do Bragantino, Maurício do São Caetano, Vandinho do Noroeste são nomes que devem ser vistos de perto. E é justamente visão que tem faltado nos planejamentos recentes do Timão.
O fracasso no planejamento para 2007 se mostra nítido no horizonte do Corinthians. Apostas do clube e de Emerson Leão, como por exemplo, César, Magrão e Amoroso, não surtiram o efeito desejado. Além disso, o treinador não parece capaz de administrar um grupo como o corintiano, tampouco pode tomar a linha de frente na estruturação de um plantel, seja com muito, pouco, ou nenhum dinheiro em caixa.
As convicções foram alcançadas após o resultado pífio contra o Sertãozinho neste último sábado, onde o Corinthians ficou no 2 a 2 em pleno Pacaembu e deixou suas fraquezas evidenciadas. Especialmente no segundo tempo, se mostrou pouco motivado, além de frágil, tanto na defesa quanto no ataque. A soma de todas as lições deste Paulistão, aliada ao fato de que Emerson Leão não deixará o comando da equipe tão facilmente, só coloca uma opção para o resto do ano: apostar na ótima safra de garotos do Terrão.
Segundo apurado pela Rádio Bandeirantes, em uma das reuniões do clube na última sexta-feira, teria sido dito a Emerson Leão que o menino Lulinha, destaque absoluto no Sul-Americano Sub-17, precisa ser aproveitado com urgência, até porque, o setor de armação é um dos mais carentes no elenco montado pelo treinador. Nada mais lógico, pois o garoto é tido como um fenômeno por dez entre dez especialistas.
Ainda que eliminada precocemente na fase de oitavas-de-final, a garotada do Timão que disputou a última Copa São Paulo, mostrou qualidades que não podem ser desprezadas. Em especial, os laterais Caju e Everton, além dos atacantes Dentinho e Allison, e claro, Lulinha. Para se somar a essa realidade, ainda é fácil indicar dentro do plantel corintiano alguns jovens com capacidade de mostrar futebol, mas de um grupo mais antigo, como Willian, Eduardo Ratinho, Rosinei, Betão e Wilson.
Dessa forma, Emerson Leão poderia mostrar suas habilidades para lidar com um elenco jovem e sedento por vitórias, tal qual fez no Santos e até mesmo no Sport Recife, em sua passagem antes de assumir a seleção brasileira. Com nítidas limitações no tocante a relações humanas, Leão poderia explorar melhor algumas situações motivacionais empregadas por ele no cotidiano de um clube, inúteis em um elenco como o atual, talvez mais pertinentes no sugerido pelo texto.
Vale esclarecer ainda que nas atuais condições, onde a rescisão contratual do treinador parece um obstáculo, é que tal filosofia pode ser implantada. Outro ponto é o poder nulo que o Corinthians tem hoje para fazer grandes aquisições, em um momento em que esperar os investimentos da parceria (?) é como padecer por um copo de água no deserto.
Por outro lado, um garimpo apurado pelo interior paulista também pode oferecer opções úteis na formação de um elenco competitivo, como já foi feito em outros tempos. Nunes do Juventus, Bill e André do Bragantino, Maurício do São Caetano, Vandinho do Noroeste são nomes que devem ser vistos de perto. E é justamente visão que tem faltado nos planejamentos recentes do Timão.
Duelos da Liga dos Campeões: PSV x Liverpool
★ PREVIEWS – LIGA DOS CAMPEÕES- 2/4
PSV Eindhoven (Hol) x Liverpool (Ing)
Belos times, mas possivelmente, zebras. Assim podem ser definidos PSV e Liverpool, não por questões técnicas, e sim principalmente por terem protagonizado surpresas na fase anterior da competição. Barcelona e Arsenal, finalistas da edição passada, pararam justamente frente às equipes comandadas por Rafa Benítez e Ronald Koeman, treinadores em franca ascensão na carreira e que se mostram taticamente acima da média.
Se enfrentar não será surpresa para as duas equipes, já que na fase de grupos ambas estiveram no mesmo grupo, vencido pelo Liverpool, em especial por ter feito o resultado frente aos holandeses no confronto direto em Anfield Road. Possivelmente o menos badalado dos confrontos da fase de quartas-de-finais, este, é bem provável, primará pela consistência dos dois times, o que reduz e muito a possibilidade de um resultado amplamente favorável e deixa como mais possível um placar apertado para o vencedor.
___________
★ PSV em: “Em casa”
A nova filosofia de jogo pregada por Ronald Koeman a partir dessa temporada fica evidente quando comparada aos tempos recentes de Guus Hiddink no Phillips Stadium. A escola holandesa de atuar com pontas é relativizada nesse caso, já que Koeman faz uso de um 4-4-2 de forte consistência defensiva no meio-campo, mas capaz de criar oportunidades em um descuido adversário. Nesse contexto de versatilidade, Edison Mendez e Phillip Cocu são os exemplos mais concretos em um elenco tomado por estrangeiros dos quatro cantos do mundo.
Um ponto altamente significativo a favor do PSV nesse duelo será a já conhecida tradição de Ronald Koeman se dar bem em território inglês, em especial porque o jogo de volta será em Anfield Road. Apenas na última temporada, Koeman, então no Benfica, decretou a eliminação de Manchester United e Liverpool, além de ter superado o Arsenal nesta edição durante as oitavas-de-finais. Para ir mais além, é fácil se recordar do título europeu do Barcelona em 92, ratificado com gol do ex-zagueiro holandês, dentro de Wembley.
Afirmada como uma das equipes de maior consistência na Europa, o PSV Eindhoven precisará se adequar sem Alex, melhor jogador da equipe na fase anterior. Lesionado, o defensor brasileiro será uma ausência sentida, ainda que Carlos Salcido, outra rocha na retaguarda holandesa, esteja em condições. A velocidade dos contra-ataques também pode ser enfraquecida se Arouna Koné não se recupere a tempo de enfrentar os ingleses, que ainda assim devem se cuidar, pois na volta, Koeman estará em casa.
Time provável: Gomes, Kromkamp, Da Costa, Simons (Sung) e Salcido; Culina, Mendez, Cocu e Affelay (Simons); Farfán e Koné (Kluivert).
Artilheiro: Koné – 2 gols
Posição na Eredivisie: 1º
Fase de grupos: 2º - 10 pontos
Títulos na Liga dos Campeões: 01 (88)
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★ Liverpool em: “Orgulho real”
Emplacar três representantes entre os oito melhores foi a prova concreta sobre o ótimo momento pelo qual atravessa o futebol inglês, tal qual havia sido quando os mesmos três, Chelsea, Liverpool e Manchester United, assim como o Arsenal, chegaram entre os dezesseis finalistas desta mesma edição. E todos como primeiro colocados dos respectivos grupos. Nas últimas temporadas, Itália (em 2003), e Espanha (em 2000), colocaram uma trinca de equipes entre os quatro semifinalistas.
Coube ao PSV Eindhoven quebrar a supremacia inglesa na competição. Justamente o PSV de Ronald Koeman, que como foi dito acima, tem certa predileção a vencer ingleses. Em contraponto, maturidade e consolidação tática são características evidentes neste Liverpool que possivelmente não irá se destemperar graças a estatísticas e coincidências. Vencer o Barcelona dentro do Camp Nou foi a prova mais concreta de que os Reds, tradicionalíssimos na Liga dos Campeões, são postulantes muito fortes ao título.
A mobilidade dentro de campo não deixa transparecer um esquema tático teoricamente engessado. Benítez pode optar, em especial fora de casa, por uma formação mais cautelosa, utilizando Gerrard mais uma vez como right winger e com Riise no outro extremo. Xabi Alonso e Sissoko são dois cabeças-de-área eficientes, mas este último pode ser sacado no caso do treinador optar por Pennant, outra arma importante pelo lado direito do campo. Kuyt e Bellamy, trabalhadores com faro de gol, são atacantes que se encaixam bem idéia de jogo proposta pelo Liverpool, levemente favorito neste caso.
Time provável: Reina, Finnan, Carragher, Agger e Arbeloa; Gerrard, Sissoko, Xabi Alonso e Riise; Kuyt e Bellamy.
Artilheiro: Crouch – 5 gols
Posição na Premier League: 3º
Fase de grupos: 1º - 13 pontos
Títulos na Liga dos Campeões: 05 (77, 78, 81, 84 e 2005)
PSV Eindhoven (Hol) x Liverpool (Ing)
Belos times, mas possivelmente, zebras. Assim podem ser definidos PSV e Liverpool, não por questões técnicas, e sim principalmente por terem protagonizado surpresas na fase anterior da competição. Barcelona e Arsenal, finalistas da edição passada, pararam justamente frente às equipes comandadas por Rafa Benítez e Ronald Koeman, treinadores em franca ascensão na carreira e que se mostram taticamente acima da média.
Se enfrentar não será surpresa para as duas equipes, já que na fase de grupos ambas estiveram no mesmo grupo, vencido pelo Liverpool, em especial por ter feito o resultado frente aos holandeses no confronto direto em Anfield Road. Possivelmente o menos badalado dos confrontos da fase de quartas-de-finais, este, é bem provável, primará pela consistência dos dois times, o que reduz e muito a possibilidade de um resultado amplamente favorável e deixa como mais possível um placar apertado para o vencedor.
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★ PSV em: “Em casa”
A nova filosofia de jogo pregada por Ronald Koeman a partir dessa temporada fica evidente quando comparada aos tempos recentes de Guus Hiddink no Phillips Stadium. A escola holandesa de atuar com pontas é relativizada nesse caso, já que Koeman faz uso de um 4-4-2 de forte consistência defensiva no meio-campo, mas capaz de criar oportunidades em um descuido adversário. Nesse contexto de versatilidade, Edison Mendez e Phillip Cocu são os exemplos mais concretos em um elenco tomado por estrangeiros dos quatro cantos do mundo.
Um ponto altamente significativo a favor do PSV nesse duelo será a já conhecida tradição de Ronald Koeman se dar bem em território inglês, em especial porque o jogo de volta será em Anfield Road. Apenas na última temporada, Koeman, então no Benfica, decretou a eliminação de Manchester United e Liverpool, além de ter superado o Arsenal nesta edição durante as oitavas-de-finais. Para ir mais além, é fácil se recordar do título europeu do Barcelona em 92, ratificado com gol do ex-zagueiro holandês, dentro de Wembley.
Afirmada como uma das equipes de maior consistência na Europa, o PSV Eindhoven precisará se adequar sem Alex, melhor jogador da equipe na fase anterior. Lesionado, o defensor brasileiro será uma ausência sentida, ainda que Carlos Salcido, outra rocha na retaguarda holandesa, esteja em condições. A velocidade dos contra-ataques também pode ser enfraquecida se Arouna Koné não se recupere a tempo de enfrentar os ingleses, que ainda assim devem se cuidar, pois na volta, Koeman estará em casa.
Time provável: Gomes, Kromkamp, Da Costa, Simons (Sung) e Salcido; Culina, Mendez, Cocu e Affelay (Simons); Farfán e Koné (Kluivert).
Artilheiro: Koné – 2 gols
Posição na Eredivisie: 1º
Fase de grupos: 2º - 10 pontos
Títulos na Liga dos Campeões: 01 (88)
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★ Liverpool em: “Orgulho real”
Emplacar três representantes entre os oito melhores foi a prova concreta sobre o ótimo momento pelo qual atravessa o futebol inglês, tal qual havia sido quando os mesmos três, Chelsea, Liverpool e Manchester United, assim como o Arsenal, chegaram entre os dezesseis finalistas desta mesma edição. E todos como primeiro colocados dos respectivos grupos. Nas últimas temporadas, Itália (em 2003), e Espanha (em 2000), colocaram uma trinca de equipes entre os quatro semifinalistas.
Coube ao PSV Eindhoven quebrar a supremacia inglesa na competição. Justamente o PSV de Ronald Koeman, que como foi dito acima, tem certa predileção a vencer ingleses. Em contraponto, maturidade e consolidação tática são características evidentes neste Liverpool que possivelmente não irá se destemperar graças a estatísticas e coincidências. Vencer o Barcelona dentro do Camp Nou foi a prova mais concreta de que os Reds, tradicionalíssimos na Liga dos Campeões, são postulantes muito fortes ao título.
A mobilidade dentro de campo não deixa transparecer um esquema tático teoricamente engessado. Benítez pode optar, em especial fora de casa, por uma formação mais cautelosa, utilizando Gerrard mais uma vez como right winger e com Riise no outro extremo. Xabi Alonso e Sissoko são dois cabeças-de-área eficientes, mas este último pode ser sacado no caso do treinador optar por Pennant, outra arma importante pelo lado direito do campo. Kuyt e Bellamy, trabalhadores com faro de gol, são atacantes que se encaixam bem idéia de jogo proposta pelo Liverpool, levemente favorito neste caso.
Time provável: Reina, Finnan, Carragher, Agger e Arbeloa; Gerrard, Sissoko, Xabi Alonso e Riise; Kuyt e Bellamy.
Artilheiro: Crouch – 5 gols
Posição na Premier League: 3º
Fase de grupos: 1º - 13 pontos
Títulos na Liga dos Campeões: 05 (77, 78, 81, 84 e 2005)
domingo, 1 de abril de 2007
Duelos da Liga dos Campeões: Bayern x Milan
Como geralmente faço, apresento textos preliminares com as expectativas para os duelos eliminatórios da Liga dos Campeões. Para iniciar, Bayern e Milan.
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★ PREVIEWS – LIGA DOS CAMPEÕES- 1/4
Milan (Ita) x Bayern (Ale)
Quando dez títulos da Liga dos Campeões entram em campo, o espetáculo certamente está garantido. Bayern e Milan, dois dos maiores gigantes do Velho Continente, se defrontarão por um lugar entre os quatro melhores times da Europa. Neste caso, a vantagem de definir a classificação em casa pende para o time alemão, que por outro lado, terá na lembrança a temporada passada quando, no San Siro, acabou eliminado nas oitavas-de-finais, em um sonoro 4 a 1.
Mesmo que distantes do momento ideal no âmbito doméstico– hoje, ambos estariam de fora da próxima Liga dos Campeões – Bayern e Milan têm demonstrado competência no cenário europeu, terreno em que o componente da tradição sempre se mostra relevante. Carlo Ancelotti e Ottmar Hitzfeld, treinadores de larga bagagem, têm no currículo o título continental, outro aspecto que transforma o vencedor do confronto em um favorito em potencial para o título.
★ Milan em: “Mais do mesmo”
Se as coincidências significam algo, o Milan certamente deve se animar por ter pela frente o Bayern de Munique neste duelo de quartas-de-finais. Há explicação: sempre que deixam os bávaros pelo caminho, os milaneses sagram-se campeões, com exceção da última temporada, quando perderam para o Barcelona nas semifinais, mas haviam eliminado os alemães nas oitavas. A máxima aconteceu em 67-68, 89-90 e 2002-2003.
Mais uma vez, como tem sido nos últimos dois anos, Carlo Ancelotti deve irritar seus inúmeros críticos com uma formação cautelosa, mas que em muitos momentos se mostra eficiente, já que nas últimas seis edições o Milan se colocou entre os oito finalistas. Diante de uma equipe tradicional e perigosa, é bem possível que Ancelotti mantenha a estrutura tática que tem utilizado nos jogos mais importantes, em especial porque Ronaldo, hoje o principal atacante milanês, não pode atuar pela Liga dos Campeões.
Nesta e Kaladze, que estiveram muito bem na temporada passada, formarão a dupla de zaga titular, até porque Maldini tem problemas físicos. Um meio-campo competitivo deve ser composto por Brocchi – ou Ambrosini, além de Gattuso, sobretudo para explorar a qualidade técnica de Andrea Pirlo e deixar Kaká, o melhor jogador da competição até aqui, livre para decidir.
Time provável: Dida, Oddo, Nesta, Kaladze e Jankulovski; Pirlo, Gattuso, Brocchi (Ricardo Oliveira) e Seedorf; Kaká e Gilardino.
Artilheiro: Kaká – 6 gols
Posição na Serie A: 5º
Fase de grupos: 1º Milan – 10 pontos
Títulos na Liga dos Campeões: 6 (63, 69, 89, 90, 94 e 2003)
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★ Bayern em: “O efeito Hitzfeld “
As vibrações positivas que representam para o Bayern entrar no gramado do San Siro, precisarão se mostrar efetivamente úteis. O estádio onde os bávaros venceram seu último título europeu, em 2001, após 37 anos sem conquistas, é o local do primeiro duelo desta fase. É também onde a equipe alemã viveu seu melhor momento nessa temporada, ao vencer a Internazionale. E para sair com um resultado bom, o Bayern de Munique precisará se esforçar para superar as importantes ausências de Van Bommel e Oliver Kahn na jornada de ida.
Ainda que com dificuldades, a confiança que tem norteado o horizonte bávaro nas últimas semanas será um componente a ser pesado. Isto porque, desde a chegada de Ottmar Hitzfeld, surpreendentemente de volta ao clube, os bons resultados novamente estiveram em Munique. Resultados significativos como a classificação sobre o Real Madrid, e a vitória sobre o líder Schalke 04 na Bundesliga, mostram que Hitzfeld, que há alguns dias renovou o contrato, tem mesmo uma sintonia com o Bayern. Sintonia, aliás, que tem também com a Liga dos Campeões, vencida com os bávaros em 2001 e com o Borussia Dortmund em 1997.
Taticamente, é provável que o treinador mantenha a espinha dorsal dos duelos contra o Real Madrid, onde utilizou Salihamidzic e Schweinsteiger pelos extremos do meio-campo. Sem Van Bommel para o primeiro jogo, Hitzfeld deve naturalmente optar por Ottl, uma opção mais cautelosa, como pede a ocasião. O bom momento de Lukas Podolski também deve ser exaltado, ao passo que ter Claudio Pizarro – artilheiro da equipe na competição – como reserva, também representa uma ótima opção.
Time provável: Kahn (Rensing), Sagnol, Lúcio, Van Buyten e Lahm; Salihamidzic, Hargreaves, Van Bommel (Ottl) e Schweinsteiger; Podolski e Makaay.
Artilheiro: Pizarro – 4 gols
Posição na Bundesliga: 4º
Fase de grupos: 1º Bayern - 12 pontos
Títulos na Liga dos Campeões: 04 (74, 75, 76 e 2001)
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★ PREVIEWS – LIGA DOS CAMPEÕES- 1/4
Milan (Ita) x Bayern (Ale)
Quando dez títulos da Liga dos Campeões entram em campo, o espetáculo certamente está garantido. Bayern e Milan, dois dos maiores gigantes do Velho Continente, se defrontarão por um lugar entre os quatro melhores times da Europa. Neste caso, a vantagem de definir a classificação em casa pende para o time alemão, que por outro lado, terá na lembrança a temporada passada quando, no San Siro, acabou eliminado nas oitavas-de-finais, em um sonoro 4 a 1.
Mesmo que distantes do momento ideal no âmbito doméstico– hoje, ambos estariam de fora da próxima Liga dos Campeões – Bayern e Milan têm demonstrado competência no cenário europeu, terreno em que o componente da tradição sempre se mostra relevante. Carlo Ancelotti e Ottmar Hitzfeld, treinadores de larga bagagem, têm no currículo o título continental, outro aspecto que transforma o vencedor do confronto em um favorito em potencial para o título.
★ Milan em: “Mais do mesmo”
Se as coincidências significam algo, o Milan certamente deve se animar por ter pela frente o Bayern de Munique neste duelo de quartas-de-finais. Há explicação: sempre que deixam os bávaros pelo caminho, os milaneses sagram-se campeões, com exceção da última temporada, quando perderam para o Barcelona nas semifinais, mas haviam eliminado os alemães nas oitavas. A máxima aconteceu em 67-68, 89-90 e 2002-2003.
Mais uma vez, como tem sido nos últimos dois anos, Carlo Ancelotti deve irritar seus inúmeros críticos com uma formação cautelosa, mas que em muitos momentos se mostra eficiente, já que nas últimas seis edições o Milan se colocou entre os oito finalistas. Diante de uma equipe tradicional e perigosa, é bem possível que Ancelotti mantenha a estrutura tática que tem utilizado nos jogos mais importantes, em especial porque Ronaldo, hoje o principal atacante milanês, não pode atuar pela Liga dos Campeões.
Nesta e Kaladze, que estiveram muito bem na temporada passada, formarão a dupla de zaga titular, até porque Maldini tem problemas físicos. Um meio-campo competitivo deve ser composto por Brocchi – ou Ambrosini, além de Gattuso, sobretudo para explorar a qualidade técnica de Andrea Pirlo e deixar Kaká, o melhor jogador da competição até aqui, livre para decidir.
Time provável: Dida, Oddo, Nesta, Kaladze e Jankulovski; Pirlo, Gattuso, Brocchi (Ricardo Oliveira) e Seedorf; Kaká e Gilardino.
Artilheiro: Kaká – 6 gols
Posição na Serie A: 5º
Fase de grupos: 1º Milan – 10 pontos
Títulos na Liga dos Campeões: 6 (63, 69, 89, 90, 94 e 2003)
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★ Bayern em: “O efeito Hitzfeld “
As vibrações positivas que representam para o Bayern entrar no gramado do San Siro, precisarão se mostrar efetivamente úteis. O estádio onde os bávaros venceram seu último título europeu, em 2001, após 37 anos sem conquistas, é o local do primeiro duelo desta fase. É também onde a equipe alemã viveu seu melhor momento nessa temporada, ao vencer a Internazionale. E para sair com um resultado bom, o Bayern de Munique precisará se esforçar para superar as importantes ausências de Van Bommel e Oliver Kahn na jornada de ida.
Ainda que com dificuldades, a confiança que tem norteado o horizonte bávaro nas últimas semanas será um componente a ser pesado. Isto porque, desde a chegada de Ottmar Hitzfeld, surpreendentemente de volta ao clube, os bons resultados novamente estiveram em Munique. Resultados significativos como a classificação sobre o Real Madrid, e a vitória sobre o líder Schalke 04 na Bundesliga, mostram que Hitzfeld, que há alguns dias renovou o contrato, tem mesmo uma sintonia com o Bayern. Sintonia, aliás, que tem também com a Liga dos Campeões, vencida com os bávaros em 2001 e com o Borussia Dortmund em 1997.
Taticamente, é provável que o treinador mantenha a espinha dorsal dos duelos contra o Real Madrid, onde utilizou Salihamidzic e Schweinsteiger pelos extremos do meio-campo. Sem Van Bommel para o primeiro jogo, Hitzfeld deve naturalmente optar por Ottl, uma opção mais cautelosa, como pede a ocasião. O bom momento de Lukas Podolski também deve ser exaltado, ao passo que ter Claudio Pizarro – artilheiro da equipe na competição – como reserva, também representa uma ótima opção.
Time provável: Kahn (Rensing), Sagnol, Lúcio, Van Buyten e Lahm; Salihamidzic, Hargreaves, Van Bommel (Ottl) e Schweinsteiger; Podolski e Makaay.
Artilheiro: Pizarro – 4 gols
Posição na Bundesliga: 4º
Fase de grupos: 1º Bayern - 12 pontos
Títulos na Liga dos Campeões: 04 (74, 75, 76 e 2001)
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