Conheci o Maurício Vargas justamente quando iniciava meu tcc, ainda bem no começo, quando imaginava as pautas. Fanático número 1 por Copa do Mundo, ele me ajudou a conseguir entrevistas fantásticas, em especial com o PVC, além de uma série de telefones importantes.
Viramos grande amigos e parceiros, pois nessa área concorrida que escolhemos, é preciso se ajudar e ter sempre alguém competente para buscar e trocar informações. Mais que isso, torço muito por seu sucesso, o que é inegavelmente questão de tempo, pois competência ele tem de sobra.
Hoje é seu aniversário. E se não me engano, o segundo desde que nós nos conhecemos aqui na internet, prova de que grandes amizades surgem assim, como outras que também fiz.
Publicamente, se é que posso dizer isso de um blog, deixo meus parabéns e desejos de muito sucesso ao Maurício Vargas, um amigo pra todas as horas, e que espero ter o prazer de conhecer algum dia não tão distante assim.
terça-feira, 17 de abril de 2007
Confusão à vista
Dos oito grupos na fase atual da Taça Libertadores, será o número 7 o último a ter seus classificados definidos. Os jogos entre Boca Juniors x Bolívar, além de Toluca x Cienciano ocorrem no dia 26 de abril, o que pode gerar algum desentendimento. Nas outras chaves, temos definições marcadas para o dia 18 (grupos 1 e 5), dia 19 (grupos 4 e 8), dia 24 (grupo 3), dia 25 (grupo 2 e 6), além do já citado grupo 7.
Como você já deve ter imaginado, isso pode gerar manipulação de resultados. Afinal, os confrontos não são dirigidos (como em Copa do Mundo), e nem sorteados (como na Liga dos Campeões). Dessa forma, os últimos clubes a decidir, em especial os que atuam nos dias 25 e 26, podem jogar de acordo com suas pretensões para fugir de um ou outro adversário.
Vocês acreditam nisso?
segunda-feira, 16 de abril de 2007
RENATO A CARPEGIANI - Clubes brasileiros buscam nova receita para vencer
Nenhum dentre os insossos duelos regionais do fim-de-semana movimentou mais o noticiário esportivo que a saída de Renato Gaúcho e a chegada de Paulo César Carpegiani. As duas novidades dão conta de que os tidos clubes grandes do país, no caso Vasco e Corinthians, se movimentam em busca de algo melhor, embora suas direções são sejam capazes de olhar ao próprio rabo, tal qual sugere a fábula do macaco soberbo.
-- Vasco --
O Vasco, ao dispensar os serviços de Renato Gaúcho, coloca fim ao trabalho de 21 meses, que mesmo não tendo trazido títulos, fez elencos fracos se transformarem em times competitivos. Em quatro oportunidades, Renato e equipe bateram na trave. Assim foi na Copa do Brasil 2006, na briga pela Libertadores no Brasileirão e nos dois turnos do Estadual 2007. Se tivesse conseguido qualquer uma das façanhas, teria possivelmente ampliado sua estadia em São Januário.
O ponto central do trabalho executado por Renato Gaúcho é a forma com que, na base de muitas manobras psicológicas, fez elencos fracos se transformarem em equipes velozes e competitivas. Mesmo que com dificuldades para organizar a defesa e lidar com algumas situações, além de uma nítida pouca visão tática, Renato se firmou como treinador emergente e que pode se transformar em uma aposta segura para outro clube grande, como o Fluminense pode fazer caso o trabalho de Joel Santana se mantenha estagnado.
Depositar na conta de Renato Gaúcho a dificuldade de lidar com o gol mil de Romário significa crucificar o treinador por uma questão mal trabalhada em todo o clube. Vasco aliás, que pouco a pouco, perdeu nomes importantes da base formada por Renato, tais quais Andrade, Diego e Jean, em um elenco que já era claramente limitado.
O horizonte não apresenta nada de animador para a temporada que ainda tem quase oito meses pra se jogar em São Januário.
-- Corinthians --
Paulo César Carpegiani foi enfim confirmado pelo Corinthians. Ou por parte do Corinthians. Experiente, o novo treinador chega como a maioria dos outros trazidos na gestão MSI: ou não era o preferido, ou não era unanimidade entre as muitas pessoas que mandam e desmandam no clube. Há quem queria Tite, há quem queria Renato, até Parreira foi sondado, mas todos preferiam Abel. E veio Paulo César Carpegiani.
Carpegiani, indiretamente, já causou alguns desconfortos em setores da imprensa onde o ego é do tamanho da popularidade. Imprensa aliás, que adora lhe rotular como Professor Pardal, algo perigoso para quem fez alguns trabalhos consistentes, embora andasse distante do centro da bola.
Pode sim se dizer que Carpegiani, vá lá, tem certo gosto por invenções. Foi ele que muito prejudicou Edmílson, hoje no Barcelona, ao lhe designar inúmeras e diferentes funções no São Paulo, onde aliás, bateu de frente com o peladão goleiro Roger (lembra?). Resumir sua história a isso parece muito pouco.
Carpegiani conhece bem o futebol, e seus bastidores também. Parece capaz de levantar a voz, mas apenas quando necessário, bastante diferente de Leão. Parece também poder trabalhar uma equipe durante um mês e lhe dar padrão de jogo e variações táticas. Pelo trabalho desenvolvido no RS, também parece saber lidar com jovens talentos, o que certamente será preciso.
Se não é uma certeza, como aliás todo o Corinthians está longe de ser, Paulo César Carpegiani parece poder se envolver em um mistura que com alguma sorte grande resultará em algo interessante para os corintianos. Caso contrário, não será diferente de todos os outros.
-- Vasco --
O Vasco, ao dispensar os serviços de Renato Gaúcho, coloca fim ao trabalho de 21 meses, que mesmo não tendo trazido títulos, fez elencos fracos se transformarem em times competitivos. Em quatro oportunidades, Renato e equipe bateram na trave. Assim foi na Copa do Brasil 2006, na briga pela Libertadores no Brasileirão e nos dois turnos do Estadual 2007. Se tivesse conseguido qualquer uma das façanhas, teria possivelmente ampliado sua estadia em São Januário.
O ponto central do trabalho executado por Renato Gaúcho é a forma com que, na base de muitas manobras psicológicas, fez elencos fracos se transformarem em equipes velozes e competitivas. Mesmo que com dificuldades para organizar a defesa e lidar com algumas situações, além de uma nítida pouca visão tática, Renato se firmou como treinador emergente e que pode se transformar em uma aposta segura para outro clube grande, como o Fluminense pode fazer caso o trabalho de Joel Santana se mantenha estagnado.
Depositar na conta de Renato Gaúcho a dificuldade de lidar com o gol mil de Romário significa crucificar o treinador por uma questão mal trabalhada em todo o clube. Vasco aliás, que pouco a pouco, perdeu nomes importantes da base formada por Renato, tais quais Andrade, Diego e Jean, em um elenco que já era claramente limitado.
O horizonte não apresenta nada de animador para a temporada que ainda tem quase oito meses pra se jogar em São Januário.
-- Corinthians --
Paulo César Carpegiani foi enfim confirmado pelo Corinthians. Ou por parte do Corinthians. Experiente, o novo treinador chega como a maioria dos outros trazidos na gestão MSI: ou não era o preferido, ou não era unanimidade entre as muitas pessoas que mandam e desmandam no clube. Há quem queria Tite, há quem queria Renato, até Parreira foi sondado, mas todos preferiam Abel. E veio Paulo César Carpegiani.
Carpegiani, indiretamente, já causou alguns desconfortos em setores da imprensa onde o ego é do tamanho da popularidade. Imprensa aliás, que adora lhe rotular como Professor Pardal, algo perigoso para quem fez alguns trabalhos consistentes, embora andasse distante do centro da bola.
Pode sim se dizer que Carpegiani, vá lá, tem certo gosto por invenções. Foi ele que muito prejudicou Edmílson, hoje no Barcelona, ao lhe designar inúmeras e diferentes funções no São Paulo, onde aliás, bateu de frente com o peladão goleiro Roger (lembra?). Resumir sua história a isso parece muito pouco.
Carpegiani conhece bem o futebol, e seus bastidores também. Parece capaz de levantar a voz, mas apenas quando necessário, bastante diferente de Leão. Parece também poder trabalhar uma equipe durante um mês e lhe dar padrão de jogo e variações táticas. Pelo trabalho desenvolvido no RS, também parece saber lidar com jovens talentos, o que certamente será preciso.
Se não é uma certeza, como aliás todo o Corinthians está longe de ser, Paulo César Carpegiani parece poder se envolver em um mistura que com alguma sorte grande resultará em algo interessante para os corintianos. Caso contrário, não será diferente de todos os outros.
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PS:
* Texto originalmente enviado para a coluna no site www.papodebola.com.br
* Perdoem pelos dois dias sem atualizações. Estive focado em um outro projeto que logo chegará aqui.
sexta-feira, 13 de abril de 2007
Oito chutes do tamanho da América

Com exceção de Alianza Lima e São Paulo, jogo não realizado devido as bizarrices no calendário do Campeonato Paulista, a quinta rodada da fase de grupos da Libertadores chegou ao fim, deixando evidentes quais são as zebras, os favoritos, os eliminados e até mesmo, eventuais confrontos para as oitavas-de-finais.
Evidente que são situações absolutamente hipotéticas, mas vale a brincadeira, ao menos.
Entre os fato consumados, a eliminação do River Plate foi a grande zebra. Os Milionários investiram na formação de um time caro pros padrões portenhos ao repatriar Ponzio e Rosales, dois jogadores de nível médio na Europa. Ainda assim, Daniel Passarela deixou a desejar por não atingir resultados aceitáveis. E deve cair caso não vença o Boca Juniors pelo Torneio Clausura.
Outra equipe em situação embaraçosa é o Boca Juniors. Em casa contra o Bolívar, é possível que Riquelme e companhia façam o necessário. As coisas podem ficar difíceis caso, Cienciano e Toluca fiquem no empate, o que consequentemente obrigaria os xeneizes a vencer por três gols de diferença. Aliás, a fase ruim dos argentinos é marcante: apenas o Velez Sarsfield vive momento seguro.
Por fim, o atual campeão Internacional, que como se sabe, precisará vencer o Nacional por três gols de vantagem para avançar. Claro que pode acontecer, mas os gaúchos precisarão jogar o que não têm jogado desde a Libertadores passada.
Confira quais seriam os confrontos, imaginando que o SP vença o Alianza no jogo que completa a rodada.
Santos x Potosí
Flamengo x Tolima
São Paulo x Velez Sarsfield
Nacional x Caracas
Libertad x Toluca
Cienciano x Defensor Sporting
Colo Colo x América do México
Cerro x Audax
Vale lembrar que certamente muita coisa irá mudar, pois são grandes as possibilidades de Grêmio, Paraná Clube e Boca Juniors reverter o quadro.
quinta-feira, 12 de abril de 2007
O novo técnico do Corinthians

A eliminação vascaína no Estadual do Rio de Janeiro pode fazer com que o Corinthians vá atrás de Renato Gaúcho, um dos nomes cogitados no Parque São Jorge. Seria um erro. Renato é um bom treinador, mas não pronto para assumir uma barca como a corintiana, situação que requer um sujeito experiente, flexível, mas de opiniões fortes.
Ao longo dos últimos meses, Renato mostrou fragilidades em seu trabalho, tais quais a dificuldade em criar alternativas na armação do Vasco, organizar uma defesa, além da parte tática, incontestavelmente uma deficiência do treinador, que em contrapartida, tem bom jogo de cintura e sabe administrar bem um elenco. Não parece a prioridade no Corinthians.
Tite ou Abel Braga seriam as melhores opções para tentar dar cara ao clube.
______
Leia sobre o Botafogo no outro post de hoje, lobo abaixo.
Ao longo dos últimos meses, Renato mostrou fragilidades em seu trabalho, tais quais a dificuldade em criar alternativas na armação do Vasco, organizar uma defesa, além da parte tática, incontestavelmente uma deficiência do treinador, que em contrapartida, tem bom jogo de cintura e sabe administrar bem um elenco. Não parece a prioridade no Corinthians.
Tite ou Abel Braga seriam as melhores opções para tentar dar cara ao clube.
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Leia sobre o Botafogo no outro post de hoje, lobo abaixo.
O Fogão do Mestre Cuca
Envolvente, ultra-ofensivo, algumas vezes suicida e sempre veloz. Esse é o Botafogo de Aléxis Stival, também conhecido como Cuca. As características mais destacáveis do Glorioso estiveram presentes na vitória sobre o Vasco da Gama, nos pênaltis, pelas semifinais da Taça Rio, em um dos melhores jogos deste ano. De fora das finais da Taça Guanabara graças a um incidente, o Fogão do Mestre Cuca é favorito para o segundo turno e só perdeu duas vezes em 2007.
Marcado basicamente pela velocidade com que ataca, em especial de Zé Roberto e Jorge Henrique, o Botafogo também impressiona pela flexibilidade tática, ora um 3-4-3, ora 4-3-3. Tem em Juninho um zagueiro de vigor e relativa técnica, além do interminável Túlio, do cerebral Lúcio Flávio e Júlio César, goleiro que corresponde às expectativas, ao contrário de Lopes e Max, dois nomes pouco estáveis. O quadro titular ainda destaca Dodô, nome de sintonia ímpar em General Severiano.
No desenho tático botafoguense, Joílson é ala-direito, e tem do lado oposto Luciano Almeida, canhoto, que não apóia com tanta regularidade, mas troca posições com Leandro Guerreiro, cão-de-guarda pelo setor esquerdo do campo. Túlio e Lúcio Flávio preenchem mais a faixa central do meio, este último responsável pela armação aos três avantes já citados, Dodô, Zé Roberto e Jorge Henrique. Alex, recém-chegado ao clube, conquistou a quarta-zaga, antes território de Asprilla.
Ainda assim, nem o faro de gol de Dodô, nem a malemolência de Zé Roberto. A maior marca do time é Cuca, treinador que não desempenhava bom trabalho desde que saiu do São Paulo em 2004, com quem foi às semifinais da Taça Libertadores. Com participação direta na formação do elenco, barato, mas bem montado, o paranaense com fala mansa, pulso firme e muita visão tática, mostra capacidade nas diversas vertentes que constituem o trabalho de um grande treinador. Nesse sentido, é possível relacionar o componente psicológico, o desenho tático, a qualidade técnica e a já citada formação do grupo de atletas.
Conseqüência disto é que o Botafogo possivelmente irá às finais do Campeonato Carioca, e mesmo que perca para o Flamengo, terá um time pronto para disputar posições na metade de cima da tabela do Brasileirão, situação diferente dos anos recentes, até mesmo de 2006. E se jogar assim, de maneira veloz, insinuante e trepidante, certamente estará na disputa pela Taça Libertadores.
Marcado basicamente pela velocidade com que ataca, em especial de Zé Roberto e Jorge Henrique, o Botafogo também impressiona pela flexibilidade tática, ora um 3-4-3, ora 4-3-3. Tem em Juninho um zagueiro de vigor e relativa técnica, além do interminável Túlio, do cerebral Lúcio Flávio e Júlio César, goleiro que corresponde às expectativas, ao contrário de Lopes e Max, dois nomes pouco estáveis. O quadro titular ainda destaca Dodô, nome de sintonia ímpar em General Severiano.
No desenho tático botafoguense, Joílson é ala-direito, e tem do lado oposto Luciano Almeida, canhoto, que não apóia com tanta regularidade, mas troca posições com Leandro Guerreiro, cão-de-guarda pelo setor esquerdo do campo. Túlio e Lúcio Flávio preenchem mais a faixa central do meio, este último responsável pela armação aos três avantes já citados, Dodô, Zé Roberto e Jorge Henrique. Alex, recém-chegado ao clube, conquistou a quarta-zaga, antes território de Asprilla.
Ainda assim, nem o faro de gol de Dodô, nem a malemolência de Zé Roberto. A maior marca do time é Cuca, treinador que não desempenhava bom trabalho desde que saiu do São Paulo em 2004, com quem foi às semifinais da Taça Libertadores. Com participação direta na formação do elenco, barato, mas bem montado, o paranaense com fala mansa, pulso firme e muita visão tática, mostra capacidade nas diversas vertentes que constituem o trabalho de um grande treinador. Nesse sentido, é possível relacionar o componente psicológico, o desenho tático, a qualidade técnica e a já citada formação do grupo de atletas.
Conseqüência disto é que o Botafogo possivelmente irá às finais do Campeonato Carioca, e mesmo que perca para o Flamengo, terá um time pronto para disputar posições na metade de cima da tabela do Brasileirão, situação diferente dos anos recentes, até mesmo de 2006. E se jogar assim, de maneira veloz, insinuante e trepidante, certamente estará na disputa pela Taça Libertadores.
quarta-feira, 11 de abril de 2007
Valeu a pena!
Valeu a pena enforcar compromissos e correr pra casa às três e meia da tarde. Valeu abrir mão do lanche só pra não perder o início da partida. Dezoito minutos preciosos. Quarenta e cinco inquestionáveis. Noventa e poucos empolgantes. Minutos que passam a sensação de que Old Trafford viu nesta terça-feira, 10 de abril de 2007, uma das maiores exibições de uma equipe de futebol em todos os tempos. Valeu a pena.
Pena, aliás, que não tiveram os homens de Alex Ferguson, longe de serem babies, verdadeiros senhores da bola. Impiedosamente, mostraram ao ótimo time romanista que ali em campo não havia espaço para as duas equipes. Roubavam a bola lá na frente, sufocavam, se deslocavam como ninguém faz no futebol mundial. Incentivados por uma torcida que vibra o jogo inteiro, sentada, sem alambrado, sem registros de confusões, os Red Devils fizeram verdadeiras diabruras pra cima de Doni e companhia.
No gol assinalado por Wayne Rooney, o terceiro da goleada, a clara demonstração da facilidade com a qual a equipe cria alternativas por seu jogo veloz, sufocante e imparável quando consegue ser imposto em sua totalidade. É Ryan Giggs, um monstro, o left-winger, que aparece pelo corredor direito na retomada de bola. Ronaldo, teoricamente o oposto, é quem está dentro da área e leva a marcação. Por trás de todo mundo pinta Wayne Rooney, o atacante de movimentação, mas que vinha na ponta-esquerda, e finaliza pras redes.
Situações de jogo que estão longe de meras casualidades. Alternativas criadas pela junção de características do trio Ronaldo-Rooney-Giggs, onde também deveria estar Paul Scholes, o desfalque da partida. Se o futebol inglês já teve seus dias de jogo brusco e bolas aéreas, a sensação atual é de que a intensidade e os toques em velocidade são as marcas principais dessa cativante filosofia de jogo, proposta pelo Manchester United de Alex Ferguson.
Ainda que tenha grandes oponentes, como o Liverpool, a sensação é de que Cristiano Ronaldo e brilhante elenco estão escrevendo a história do futebol mundial. E vale a pena enforcar os compromissos. Ah, se vale.
Pena, aliás, que não tiveram os homens de Alex Ferguson, longe de serem babies, verdadeiros senhores da bola. Impiedosamente, mostraram ao ótimo time romanista que ali em campo não havia espaço para as duas equipes. Roubavam a bola lá na frente, sufocavam, se deslocavam como ninguém faz no futebol mundial. Incentivados por uma torcida que vibra o jogo inteiro, sentada, sem alambrado, sem registros de confusões, os Red Devils fizeram verdadeiras diabruras pra cima de Doni e companhia.
No gol assinalado por Wayne Rooney, o terceiro da goleada, a clara demonstração da facilidade com a qual a equipe cria alternativas por seu jogo veloz, sufocante e imparável quando consegue ser imposto em sua totalidade. É Ryan Giggs, um monstro, o left-winger, que aparece pelo corredor direito na retomada de bola. Ronaldo, teoricamente o oposto, é quem está dentro da área e leva a marcação. Por trás de todo mundo pinta Wayne Rooney, o atacante de movimentação, mas que vinha na ponta-esquerda, e finaliza pras redes.
Situações de jogo que estão longe de meras casualidades. Alternativas criadas pela junção de características do trio Ronaldo-Rooney-Giggs, onde também deveria estar Paul Scholes, o desfalque da partida. Se o futebol inglês já teve seus dias de jogo brusco e bolas aéreas, a sensação atual é de que a intensidade e os toques em velocidade são as marcas principais dessa cativante filosofia de jogo, proposta pelo Manchester United de Alex Ferguson.
Ainda que tenha grandes oponentes, como o Liverpool, a sensação é de que Cristiano Ronaldo e brilhante elenco estão escrevendo a história do futebol mundial. E vale a pena enforcar os compromissos. Ah, se vale.
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