
A bola foi bem levantada por Tostão em sua última coluna. "Olho o São Paulo de Ricardo Gomes e vejo o mesmo time de Muricy". Completo, mestre: olho para o Palmeiras de Muricy e vejo o São Paulo. Muitas bolas esticadas, faltas táticas e marcação firme, e a boa e velha bola aérea. A herança de Muricy no Morumbi é tão grande que o time joga da mesma forma, mesmo sem ele por lá.
Miranda e André Dias sabem no automático o posicionamento na defesa. Hernanes só sente à vontade marcando e tendo os alas por perto para passar a bola. Jorge Wagner, idem. Só mesmo a planejada reformulação de 2010, que pode ter Marquinhos Paraná, Marcelinho Paraíba, Carlinhos Paraíba e Fernandinho, para realmente alterar o São Paulo.
O desempenho da equipe no Campeonato Brasileiro prova que, apesar do desgaste, a fórmula de jogo ainda surte efeito. Contra o Grêmio, o São Paulo foi melhor em quase todo o primeiro tempo, se controlando na defesa e com o meio bem posicionado. A questão é mudar de mentalidade, como fez o Real Madrid quando trocou Capello por Schuster. Por enquanto, o São Paulo que pode ser o tetra é o mesmo dos outros anos. Daí se questionar se Ricardo Gomes está entre os grandes técnicos deste Brasileiro.
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