sábado, 4 de junho de 2011

Santos, Peñarol e o desafio à lógica dos mandantes na Libertadores


Equipes com melhor desempenho na fase de grupos definem confrontos de mata-mata em casa. O que poderia ser uma vantagem da Copa Libertadores, na verdade, não tem lógica alguma. Ao menos na edição 2011: finalistas da competição com justiça, Santos e Peñarol avançaram desde as oitavas em trajetórias totalmente opostas: em seus três duelos, a equipe uruguaia levou a melhor sempre decidindo fora de Montevidéu. Os santistas, em duas das três ocasiões, também avançaram em jogos fora do país.

Engordada pelos dois finalistas, a estatística dos 14 duelos de mata-mata na Libertadores 2011 impressiona: em apenas sete deles a equipe que definiu em casa avançou. Lembre que, pela lógica da fase de grupos, o time mais forte é o que faz o segundo jogo em seus domínios, e os números ganham ainda mais peso. Da mesma forma que o gol fora, que serve como critério de desempate, a lei do mando de campo parece ultrapassada. Nem sempre, mostram Santos e Peñarol, decidir em casa é grande vantagem. Há uma série de fatores que definem tudo isso.

Entre os 16 finalistas da Libertadores, só dois (Once Caldas e Fluminense) tiveram campanha inferior ao Peñarol, que por isso abre a decisão contra o Santos em seus domínios. Eis aí um alerta para o time de Muricy Ramalho: foi justamente dessa forma que os uruguaios sacaram o atual campeão da Libertadores, o atual campeão chileno e o atual líder do Campeonato Argentino.


A lógica da final da Copa Libertadores dá alguns metros de vantagem para o Santos, que tem um time experiente, bem organizado e mais jogadores capazes de definir, sobretudo se Ganso estiver em condições de jogo. Do outro lado, muita força defensiva e vocação para jogos eliminatórios, mas dois nomes interessantíssimos: Mier (20 anos) e Martinuccio (23 anos).

Em 2003, os santistas também tinham bem mais virtudes que o Boca Juniors, em que Tevez, também um garoto, era o único craque de verdade. Deu no que deu. Se há um torneio em que a lógica sempre está contra a parede, esta é a Copa Libertadores.

2 comentários:

Lucho Cláudio disse...

Não concordo com a parte "Em 2003, os santistas também TINHAM BEM MAIS virtudes que o Boca Junior[...]".

SANTOS
Fábio Costa; Wellington (Nenê), Alex, André Luís e Léo; Paulo Almeida, Renato, Fabiano e Diego; Robinho e Ricardo Oliveira (Douglas)
Técnico: Emerson Leão

BOCA JUNIORS
Abbondanzieri; Ibarra, Schiavi, Burdisso e Rodriguez; Battaglia, Cascini, Cagna (Caneo) e Villareal (Jerez); Delgado e Tevez (Cangele)
Técnico: Carlos Bianchi

Ao meu ver:
Os dois times eram muito parelhos. O Santos jogava fácil, mas o Boca tinha jogadores experientes e de boa qualidade. O time argentino perdeu para o 'Papão', mas venceu em sequência as últimas sete partidas que fez naquela edição (dentro e fora, inclusive as duas contra o peixe).

E no final daquele ano, o ótimo Milan de Ancelotti também não conseguiu superar o compacto Boca de Bianchi - que já contava com Iarley e Perea.

Abrasss

Fer disse...

Dassler,

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