quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Terceira façanha gaúcha?


Juventude vence o quinto jogo consecutivo e escapa do rebaixamento. A manchete já está pronta nos jornais de Caxias do Sul. A torcida, que pouco vai ao Alfredo Jaconi (o Ju tem a pior média entre os 20 da Série A), está acreditando. Mas ninguém, além dela e dos jogadores, consegue crer na salvação.

Já são 22 rodadas consecutivas entre os últimos, além de outras oito anteriores. Além disso, a melhor colocação do clube da Serra Gaúcha foi o 11º lugar, na 5ªrodada. Nem mesmo as heróicas vitórias sobre São Paulo e Palmeiras transmitem uma sensação de reação possível. Porém, uma olhada no retrovisor pode dar inspiração.

- Façanhas -

Há dois exemplos, porém, bastante vivos na memória dos gaúchos. Em 2003, o Grêmio passou 25 rodadas consecutivas dentro da zona de rebaixamento. Se livrou, porém, nos jogos finais: 2-0 sobre o Paysandu, 4-3 sobre o Vasco, 2-1 novamente sobre o Paysandu, 2-2 com o Santos na Vila Belmiro e, por fim, 3-o sobre o Corinthians no último jogo.

A façanha, anterior ao rebaixamento em 2004, projetou a carreira de Adílson Baptista como treinador. No time, esquecível na memória do torcedor gremista, estavam fiascos como Baloy, Gavião, Marcos Paulo, George Lucas e Marcelinho.

Um ano antes, em 2002, foi a vez do Internacional construir uma história de salvação inacreditável. O clube, que já tinha escapado do descenço em 1999 - com gol de Dunga, precisava trazer, de Belém, três pontos contra o Paysandu. Além disso, dependia de outros resultados, especialmente de Palmeiras, Paraná ou Portuguesa.

Fernando Baiano e Mahicon Librelato - falecido meses depois, fizeram os gols da vitória colorada no Mangueirão. Bahia e Vitória venceram, respectivamente, Portuguesa e Palmeiras, decretando então a permanência do Internacional. A salvação do clube gaúcho, inclusive, é tida como um período de renascimento. Cinco anos depois, Fernandão levantava as duas taças mais importantes que já entraram no Beira Rio.

- Realidade bem diferente -

Por mais que seja gostoso lembrar e que se alimente as coincidências, a situação do Juventude é muito mais delicada. Nem mesmo três vitórias, o que parece improvável, garantem a salvação do clube de Caxias. Nas próximas duas rodadas, Atlético Mineiro e Fluminense receberão o Ju, que faz, em casa, a decisão com o Sport. Jogo, eventualmente, onde pode escalar posições e derrubar os pernambucanos.

Caso faça o lógico e vá para a segunda divisão, o Juventude terminará com uma seqüência de primeira divisão iniciada em 2005. Com um ano, porém, horroroso, o clube só colhe os frutos ruins. Após um fracasso na especulada parceria com a Red Bull, já na primeira rodada do Brasileirão, Ivo Wortmann abandonou o barco. Rumo, aliás, até hoje de paradeiro desconhecido.

Seleção da rodada #32

Agora, são só mais três chances de entrar entre os onze.

Seleção da 35ªrodada:

Juninho
Gabriel - Miranda - Asprilla - Guiñazu
Jumar - Charles
Netinho - Nilmar
Roni - Carlinhos Bala

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Ranking das seleções: parte 3/3

Finalizando o trabalho iniciado, o Papo de Craque divulga a totalização de todas as seleções feitas desde a terceira até a 34ªrodada. Faltando apenas quatro eleições, esses seriam os nomes premiados.

É importante lembrar mais uma vez que a proposta não é estabelecer verdades absolutas, até porque os critérios são claramente subjetivos. Jogadores regulares, mas que fazem poucas partidas exuberantes, tendem ficar mais abaixo do que normalmente ficariam sob outros critérios. Casos, por exemplo, de Valdívia e Dodô.

De qualquer forma, absorvidas da maneira ideal, as informações são bastante relevantes.
Ao fim do Campeonato Brasileiro, claro, será divulgado o resultado final.

MEIAS

6 votos: Paulo Baier (Goiás)

5 votos: Thiago Neves (Fluminense)

4 votos: Caio (Palmeiras)

3 votos: Geraldo (Náutico), Ibson (Flamengo) e Souza (São Paulo)

2 votos: Petkovic (Santos), Valdívia (Palmeiras), Wagner (Cruzeiro), Marcinho (Atlético-Mg), Leandro Domingues (Cruzeiro), Pinga (Internacional) e Ferreira (Atlético-Pr)

1 voto: Marcelinho (Vasco), Fumagalli (Sport), Renato (Flamengo), Carlos Eduardo (Grêmio), Alex (Internacional), Lúcio (Atlético-Mg), Araújo (Cruzeiro), Zé Roberto (Botafogo), Willian (Corinthians), Marcelo Silva (Náutico), Roger (Flamengo), Roger (Internacional), Conca (Vasco), Joílson (Botafogo), Maicosuel (Cruzeiro), Arouca (Fluminense), Diego Souza (Grêmio), Lúcio Flávio (Botafogo), Pedrinho (Santos) e Tcheco (Grêmio)

ATACANTES

5 votos: Acosta (Náutico)

4 votos: Leandro Amaral (Vasco), Felipe (Náutico) e Josiel (Paraná)

3 votos: Edmundo (Palmeiras), André Lima (Botafogo), Kléber Pereira (Santos), Alecsandro (Cruzeiro) e Anderson Aquino (Sport)

2 votos: Carlinhos Bala (Sport), Alexandre Pato (Internacional), Marcos Aurélio (Santos), Aloísio (São Paulo), Finazzi (Corinthians), Borges (São Paulo), Guilherme (Cruzeiro), Somália (Fluminense), Marcelo Moreno (Cruzeiro)

1 voto: Dagoberto (São Paulo), Éder Luís (Atlético-Mg), Jorge Henrique (Botafogo), Roni (Cruzeiro), Dodô (Botafogo), Christian (Internacional), André (Juventude), Weldon (Sport), Fabrício Carvalho (Goiás), Marcel (Grêmio), Rodrigão (Palmeiras), Fernandão (Internacional), Marcelo Ramos (Atlético-Pr), Paulo Henrique (Atlético-Mg), Otacílio Neto (Figueirense), Alan Kardec (Vasco), Leandro (São Paulo), Wesley Brasília (América), Vanderlei (Atlético-Mg), Renatinho (Santos) e Tuta (Grêmio)

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Que Nilmaravilha!


60 minutos de (muita!) bola e Fernandão não se conteve: "Nilmar é seleção", disse o ícone colorado. O capitão, que fez os dois gols do jogo, não conseguiu ofuscar a exuberante partida de reestréia do garoto que deixou o Beira Rio em 2004 e sabe-se lá como ainda não explodiu definitivamente em nível internacional.

Sorridente como ele, Nilmar foi também rápido, lépido e fagueiro. Foi o bom e novo Nilmar. Passou para Fernandão marcar, fugiu da marcação de Luizão e ignorou, solenemente, o temporal e o gramado pesado em São Januário.

Se a vitória colorada pode ser dita como normal em um torneio tão imprevisível, a forma com que voltou Nilmar é anormal. Se seus joelhos deixarem, o Internacional ganhou, por uma quantia acessível, um fora-de-série como Alexandre Pato. E com ele, Fernandão e Guiñazu, deve ter um time fortíssimo em 2008. Capaz de ganhar o que quiser.

domingo, 4 de novembro de 2007

Ranking das seleções: parte 2/3

Seguindo o que foi iniciado no post abaixo, os laterais e volantes.

LATERAIS-DIREITOS

4 votos: Wendel (Palmeiras)

3 votos: Leonardo Moura (Flamengo), Coelho (Atlético-Mg) e Wagner Diniz (Vasco)

2 votos: Cláudio (Atlético-Mg), Diogo (Figueirense) e Diogo (Sport)

1 voto: Jancarlos (Atlético-Pr), Alessandro (Santos), Baiano (Santos), Gerson (Atlético-Mg), Luizinho Netto (Sport), Vítor (Goiás), Bustos (Grêmio), Bruno (Juventude) e Thiago Maciel (Vasco)

LATERAIS-ESQUERDOS

5 votos: Kléber (Santos), Jorge Wagner (São Paulo) e Fernandinho (Cruzeiro)

3 votos: Júlio César (Náutico) e Juan (Flamengo)

2 votos: Marcelo Oliveira (Corinthians) e Anderson Pico (Grêmio)

1 voto: André Santos (Figueirense), Márcio Careca (Paraná), Bruno (Sport) e Luciano Almeida (Botafogo)

VOLANTES

6 votos: Ramires (Cruzeiro)

4 votos: Hernanes (São Paulo)

3 votos: Richarlyson (São Paulo), Eduardo Costa (Grêmio) e Martinez (Palmeiras)

2 votos: Renan (Juventude), Pierre (Palmeiras), Cristian (Palmeiras), Elicarlos (Náutico), Maldonado (Santos), Rodrigo Souto (Santos) e Guiñazu (Internacional)

1 voto: Henrique (Figueirense), Maurício (Fluminense), Moradei (Corinthians), Abedi (Vasco), Edinho (Internacional), Beto (Juventude), Gavilán (Grêmio), Rafael Miranda (Atlético-Mg), Makelele (Palmeiras), Valencia (Atlético-Pr), Charles (Cruzeiro), Marcão (Juventude), Francis (Palmeiras), Leandro Guerreiro (Botafogo), Túlio (Botafogo), Josué (São Paulo), Ernane (Vasco), Vampeta (Corinthians), Radamés (Náutico) e Jaílton (Flamengo)

sábado, 3 de novembro de 2007

Ranking das seleções: parte 1/3

Em 31 das 34 rodadas (exceto as três primeiras) do Campeonato Brasileiro, o Papo de Craque fez o tradicional apanhado pós-rodada, selecionando os melhores jogadores. Já na reta final, apresento, em três partes, como está o ranking.

Lembro que é algo subjetivo e que, talvez esteja, em alguns momentos, distante da realidade.

Hoje, ranking de zagueiros e goleiros.
Neste domingo, é a vez dos laterais e volantes.
Por fim, na segunda, os meias e atacantes.

Dê os seus pitacos!

GOLEIROS

5 votos: Felipe (Corinthians), Diego Cavalieri (Palmeiras) e Rogério Ceni (São Paulo)

3 votos: Júlio César (Botafogo)

2 votos: Fábio Costa (Santos)

1 voto: Bruno (Flameng0), Roger (Botafogo), Max (Botafogo), Édson (Atlético-Mg), Harlei (Goiás), Fernando Henrique (Fluminense), Fábio (Cruzeiro), Gatti (Cruzeiro), Flávio (Paraná) e Magrão (Sport)

ZAGUEIROS

6 votos: Breno (São Paulo)

4 votos: Thiago Silva (Fluminense)

3 votos: Miranda (São Paulo), Alex Silva (São Paulo), Felipe Santana (Figueirense), Chicão (Figueirense) e Nen (Palmeiras)

2 votos: Marcos (Atlético-Mg), César (Sport), Juninho (Botafogo), Nílton (Corinthians), Marcelo (Santos), Dininho (Palmeiras), Fábio Ferreira (Corinthians) e Gustavo (Palmeiras)

1 voto: Zelão (Corinthians), Régis (Juventude), Domingos (Santos), Thiago Sales (Flamengo), Fábio Luciano (Flamengo), André Dias (São Paulo), Durval (Atlético-Pr), Luís Henrique (Paraná), Vinícius (Atlético-Mg), Betão (Corinthians), Emerson (Cruzeiro), Léo Fortunato (Cruzeiro), Leonardo (Goiás), Léo (Grêmio), Índio (Internacional), Roger (Fluminense), Marcão (Internacional) e Júlio Santos (Vasco)

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

17 méritos: São Paulo e Muricy Ramalho


Muito já se comentou a respeito do título são-paulino, mais previsto que a Copa de 2014 no Brasil. E, por mais que se diga que os olhos estão sempre fechados para os erros que ocorrem no Morumbi, os acertos se impõem com enorme superioridade. Tanto é verdade que, ao longo das 34 rodadas já disputadas, não houve, sequer, um time capaz de representar oposição direta e contínua ao primeiro lugar do São Paulo.

De forma direta e categórica, o Papo de Craque lista 11 méritos do clube, além de outros 6 de seu treinador. A continuidade da parceria de Muricy com o clube, aliás, já é um fato elogiável, dada a instabilidade iniciada após a derrota de 4-1 para o São Caetano.

11 méritos do São Paulo

- O trabalho de contratações do início do ano se mostrou útil na reta final da temporada. Com jogadores negociados (Ilsinho, Josué, Lenílson, Edcarlos, Maurinho, Marcel, Rafinha e Thiago), lesionados com gravidade (Frédson, Reasco, Zé Luís e agora Alex Silva), além de Hugo suspenso, o elenco, ainda assim, conseguiu resistir bem.

- O suporte de Juvenal Juvêncio para Muricy Ramalho foi útil. Ainda que boa parte da imprensa tenha feito alarde e sugerido imposições do presidente, o andamento da temporada mostrou que tudo não passou de uma conversa franca e de consistência duradoura.

- Ter um elenco numeroso e qualificado, muitas vezes, significa problemas. Júnior, Jadílson e Souza foram alguns dos que, em um ou outro momento, reclamaram do banco de reservas. Além é claro de Muricy, os assuntos foram bem costurados internamente. Tanto é verdade que, Júnior, foi fundamental nos últimos jogos e terá seu contrato renovado para 2008.

- Ao contrário de clubes rivais, em especial o Corinthians, a estabilidade política do São Paulo é enorme e permite um cotidiano bastante tranqüilo.

- Por mais que se usem poucos jovens jogadores no elenco principal, e possa se criticar isso, o investimento na base segue intenso. O time foi vice-campeão da Copa SP e, em todas as categorias, possui um trabalho consistente.

- Assim como aconteceu com o Corinthians-05, o São Paulo desse ano soube usar bem a estrutura médica e fisiológica que tem. Mesmo em momentos delicados, como na seqüência de três derrotas, conseguiu administrar bem e seguir com um jogo físico, como ficou nítido contra o Cruzeiro.

- A contratação de Dagoberto já era costurada desde 2006. E, ainda que não tenha se tornado uma referência plena, o atacante foi extremamente importante. Em jogos delicados como contra Santos e Vasco, por exemplo, fez o que dele se espera. Com uma qualidade acima do comum para o futebol local, será bastante natural que, em 2008, ele cresça de produção.

- Há coisas que o clube faz e nem faz questão de divulgar. Uma delas, bem resolvida nos bastidores, foi a contratação em definitivo de Miranda, antes emprestado pelo Sochaux. Jorge Wagner, desde já, é prioridade.

- O feeling de que Breno se tornaria o que já é, claramente, era uma convicção dentro do clube. Se livrar de Edcarlos e Alex, dois jogadores estagnados no Morumbi, deu ao garoto ainda mais liberdade. Como se sabe, ele aproveitou muito bem o espaço.

- Os comentários e especulações em torno da sexualidade de Richarlyson foram uma constante no clube. A conduta interna, por mais difícil que pudesse ser, foi correta e deu ao jogador, vital para o título, tranqüilidade para trabalhar.

- Com o título garantido, o São Paulo, antes de muita gente, já pinça reforços. Contando com negociações inevitáveis em maio/junho, é preciso iniciar 2008 com um elenco que dê margem para superar os problemas que irão aparecer. Joílson, Acosta e outros atletas já têm sido procurados.

6 méritos de Muricy Ramalho

- Um dos trunfos do São Paulo é a multi-funcionalidade de quase todos os seus jogadores: Richarlyson (zagueiro, lateral e volante), Alex Silva (zagueiro e lateral), Breno (zagueiro e lateral), Leandro (ala, meia e atacante), Souza (ala, volante e meia), Jorge Wagner (lateral, volante e meia) e Hernanes (ala, volante e meia). Isso, claramente, é mérito do treinador.

- Leandro viveu um início de ano terrível no São Paulo. Problemas pessoais atrapalhavam sua cabeça e contribuíam negativamente dentro de campo. O treinador, como se sabe, foi parceiro. Na filosofia de jogo do time, ele era indispensável. E voltou a ser.

- Outro mérito de Muricy é a solidificação de Hernanes, melhor volante do Campeonato Brasileiro. Hoje, o pernambucano não é mais um curinga qualquer.

- Muricy também deve ser elogiado pela forma com que ultrapassou a difícil fase do início do torneio. Fosse outro, talvez, tivesse entregado os pontos, tamanha foram as insinuações de ingerência sobre o time.

- Mudar de acordo com o adversário é uma prática, por vezes, criticada. O São Paulo fez isso muitas vezes e não se apequenou. Pelo contrário. As variações, como contra o Palmeiras no Parque Antártica, foram sensivelmente benéficas.

- Reconhecidamente um sujeito incansável, e por vezes chato até, Muricy controlou os ânimos do grupo, que jamais esmoreceu. A seqüência de vitórias que empurrou o time até a liderança é prova disso.