segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Quem escapa ileso no Campeonato Brasileiro

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Veja mais na coluna desta segunda-feira na Trivela
http://www.trivela.com/Futebol.aspx?secao=17

Seleção da rodada - 28


Amanhã, a somatória das 28 seleções da rodada

SELEÇÃO DA RODADA

Bruno (Flamengo)
Léo Moura (Flamengo)
Réver (Grêmio)
Felipe (Coritiba)
Leandro (Palmeiras)
Zé Luís (Flamengo)
Rafael Carioca (Grêmio)
Douglas Costa (Grêmio)
Marquinho (Figueirense)
Alex Mineiro (Palmeiras)
Keirrison (Coritiba)

Semanário

As colunas da última semana

No Olheiros - Marco van Basten tem uma série de garotos em desenvolvimento para tentar recolocar o Ajax entre os maiores - http://www.olheiros.net/artigo.aspx?id=730

Na Trivela - Luiz Estevão utiliza o Brasiliense como plataforma para se manter em evidência - http://www.trivela.com/Futebol.aspx?secao=17&id=19737

sábado, 4 de outubro de 2008

Sábado com tática (1) - Robinho

A DURA VIDA DE ROBINHO NO MANCHESTER CITY

Posicionamento tático tem dificultado a adaptação do brasileiro à Premier League

Se estivéssemos nos anos 60 e 70, certamente Robinho seria um ponta – provavelmente, esquerdo. A construção de sua carreira foi cimentada por aquele lado do campo, onde os espaços normalmente são maiores e o duelo é quase sempre individual. É dali, por exemplo, que o santista carrega a bola, dá oito pedaladas e sofre o célebre pênalti que abriu caminho para o título brasileiro conquistado pelo Santos em 2002.

Atualmente, seis anos depois, Robinho – que tinha 1,72m e 60kg ganhou massa muscular, mas segue sendo o mesmo jogador franzino e pouco eficaz em um jogo físico. Tirar o melhor dele significa deixá-lo longe dos marcadores mais fortes e colocá-lo, esquecido, nos lados do campo.

O novo técnico do Manchester City, Mark Hughes, chegou aos Citizens credenciado por ótimas temporadas à frente do Blackburn, o qual manteve sempre na disputa por vagas na metade de cima da tabela da Premier League. Hughes, ao invés de Sven-Göran Eriksson, implantou uma tática perfeita para as características de seus principais jogadores – em especial, Shaun Wright-Phillips e Robinho, contratados a peso de ouro na janela de verão.

O 4-2-3-1, esquema provavelmente mais em voga no momento – o que já ficara claro na Eurocopa recente -, encaixa bem com o City pois os meio-campistas centrais do elenco são pouco criativos. Kompany e Hamman, os volantes escalados normalmente, têm pouca técnica. Robinho, Ireland, Petrov e Wright-Phillips, os principais meias externos, são agudos demais, e combativos de menos. Dessa forma, atuar com duas linhas de quatro jogadores não daria resultados para Hughes, cujo principal homem de frente, Jô, também é um pouco lento.

O grande problema é que no 4-2-3-1 de Mark Hughes, Robinho é o homem do centro na linha de três meias, e não joga aberto pelos lados. Ali, o ex-santista tem um confronto duro e complicado contra normalmente os volantes adversários. Contra o Wigan, por exemplo, esbarrou em Palacios (1,78m e 72kg) e Cattermole (1,78m e 76kg).

A vida de Robinho fica ainda mais difícil em razão da falta de espaços que oferece o futebol inglês. Ao invés de Brasil e Espanha, onde o jogo é sempre de área a área e há espaços, quase sempre, para contragolpear, a Premier League se caracteriza pelo jogo compacto, entre as duas intermediárias, em que a linha de defesa avança e espreme o adversário entre seus meio-campistas. Tratava-se, nitidamente, de um formato hostil para o futebol leve e habilidoso de Robinho.

No jogo contra o Portsmouth – o melhor de Robinho no City – houve situações peculiares, mas o brasileiro brilhou, apenas, quando teve espaço. Seja puxando o contra-ataque do primeiro gol, em que deixou Jô na cara do gol, seja driblando pela esquerda, no quinto gol, ou aparecendo bem, em velocidade, para fazer o seu.

Se Mark Hughes deseja extrair o melhor futebol de seu jogador mais caro e talentoso, é bom encontrar outro posicionamento tático para Robinho. Atuar pelo centro da penúltima linha do 4-2-3-1 requer uma força física que o Rei do Drible não tem. Olhando para o elenco do City, o nome ideal, provavelmente, seria Elano.

Como está, no momento, Robinho irá sumir, literalmente, em meio à forte marcação e o formato peculiar de se jogar na Premier League.

Link: Veja os gols de Man City 6 x 0 Portsmouth
http://www.footyfilms.com/musicvideo.php?vid=4c9f3ed4b


ROBINHO EM CAMPO




PS: Sábado com tática, a partir de agora, passa a ser uma seção quinzenal do Papo de Craque.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

A brincadeira da tabela


Os amigos e blogueiros André Rocha e Maurício Vargas já haviam realizado a brincadeira da tabela, do Globoesporte.com, onde é possível simular todos os resultados até o fim do Campeonato Brasileiro. Resolvi, então, entrar na onda e ver o que ia sair.

Interessante ressaltar alguns fatores que foram levados em conta: Sport, Coritiba e Vitória, na reta final, devem dar uma desanimada, Figueirense com Mário Sérgio não irá muito longe, Cruzeiro de Adílson falha nos momentos cruciais, Inter e Flamengo vêm crescendo e têm mais qualidade técnica, Vasco com Renato Gaúcho tende a melhorar e o fôlego do Goiás, imagino, está no limite.

Sem mais delongas, o chutaço deste blogueiro que vos escreve está abaixo.

E você?
Quem acha que leva o título, quem fica com Libertadores e quem joga a Série B em 2009?

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Respeito com Roque


Roque Júnior teve temporadas fabulosas com o Palmeiras, onde ganhou a Libertadores e a Copa do Brasil, além de trajetória impecável na seleção brasileira. Seu desempenho na final da Copa de 2002, contra a Alemanha, foi praticamente perfeito - àquele dia, foi ofuscado por Marcos, Kléberson, Rivaldo e Ronaldo. E com 32 anos, após passagens horríveis por Siena, Leeds, Duisburg e Bayer Leverkusen, por exemplo, pode dar muito ao Palmeiras. E fez bem em não acertar com Vasco e Portuguesa.

Jogador bom de grupo e inteligente, Roque precisa, apenas, de uma boa forma física. E essa dúvida, em sua volta ao Parque Antártica, foi bem esclarecida pelo desempenho desta quarta-feira contra o Sport Áncash. Elogiado por todos, inclusive pela sempre ácida Folha de São Paulo, atuou na sobra, firme e preciso, ao longo dos 90 minutos.

Pentacampeão do mundo, Roque pode, nesta reta final e no ano que vem, ajudar o Palmeiras. A zaga, que não é vazada há cinco jogos, está bem, agora, sem Jéci e Gladstone. E pode ficar melhor ainda, aos poucos, se Roque Júnior ganhar espaço.

Por ora, o jovem Maurício vem bem no setor, mas um jogador com a história de Roque Júnior, essencialmente no Palmeiras, merece respeito.



Fotos: Zero Hora / Terra

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Até onde pode ir o Real Madrid


Os três pontos que trouxe de São Petersburgo, conseguido com a boa atuação de Nistelrooy, os milagres de Casillas e uma dose razoável de sorte - nos instantes finais, houve dois lances claros de gols e um foi na trave e outro resvalou em Pepe -, recolocam o Real Madrid em evidência. Não que o maior campeão da história da Liga dos Campeões estivesse em baixa, mas a expectativa por uma boa campanha nessa temporada (entenda brigar pelo título europeu) é atualmente maior.

Isso, em primeiro lugar, porque Bernd Schuster está em sua segunda temporada à frente do Real Madrid e, passado um primeiro ano que sugere adaptações, precisa impor maior eficácia ao estilo de jogo que propõe para sua equipe. Para isso, o treinador alemão não tem descartado, sequer, pôr Raúl no banco ou atuar, como foi ontem, com uma linha de quatro zagueiros na defesa, contabilizando Sergio Ramos. E os resultados, também, criam essa expectativa sobre Schuster, que opta quase sempre pelo 4-2-3-1 que, em muitos momentos, vira 4-4-2.

Experiente no meio do futebol e com alguns anos de rodagem também como treinador, ele sabe que precisará brigar, nesta temporada, pelo título europeu. Para isso, conta com a afiada legião holandesa, a camisa madridista - que é pesadíssima -, e um time maduro e aparentemente pronto para duelar com os principais adversários de Itália e sobretudo Inglaterra.

Este Real Madrid tem cara de semifinalista da Liga dos Campeões. Agora, é preciso provar.