sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Seca, Avaí!


Uma combinação de cinco resultados pode antecipar a confirmação do já consolidado acesso do Avaí a cinco rodadas do fim. Lembrado por boas campanhas nas últimas edições da Série B, porém, o Azulão pode voltar para a elite nacional, onde não chega desde 1979. Para isso, porém, precisa de um milagre.

Após o Vila Nova ter perdido para o Marília na terça-feira, o Avaí precisa, além de vencer o CRB, torcer por derrotas de Bragantino, Juventude e Barueri. O trio enfrenta, respectivamente, Ceará, Ponte Preta e ABC. Parece bastante difícil, não?

Ainda assim, o Avaí vai subir. Comandado por Silas, ex-jogador do São Paulo, a equipe catarinense faz uma Série B irretocável e regular, e já vinha em boa fase no estadual, onde teve a segunda melhor pontuação, mesmo não tendo chegado à final - vice-campeão em seu estado, por exemplo, o Criciúma briga para não cair na segundona.

Cabe ressaltar que o Avaí conta com parcerias com LA Sports - a mesma que levou o Paraná à Libertadores - e Traffic, contando com um elenco acima da média na atual edição da Série B.


Foto: Diário Catarinense

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Luxa comentarista

Luxemburgo: exclusiva para o Sportv após comentar pela Rede Globo

Mesmo não estando em Buenos Aires, acompanhando o Palmeiras, Vanderlei Luxemburgo arrumou um jeito de aparecer durante o jogo. E bem mais eficiente que se estivesse no banco: comentou, ao lado de Paulo Roberto Falcão na Rede Globo, a partida entre sua equipe e o Argentinos Juniors, em que os palmeirenses foram eliminados da Copa Sul-Americana. A presença do treinador foi a maior aposta da emissora para tentar audiência em uma noite futebolisticamente monótona.

A transmissão teve algumas situações inusitadas. Em um momento, ao ser perguntado se falava com Nei, auxiliar técnico, pelo celular, Luxa soltou um: “isso, falo pelo Nextel”, causando arrepios a quem jamais cita empresas. Em outro momento, Cléber Machado e Falcão pareciam constrangidos, e o Palmeiras perdia por 2 a 0 em 16 minutos, com dois gols sofridos de cabeça. “É falha de posicionamento?”, perguntou Cléber. Desconcertado, Luxa se esquivou: “Bola aérea é sempre difícil, e pegou o ataque de frente. É mérito do adversário, só sabem culpar a defesa”, respondeu o técnico-comentarista.

Cléber Machado, Falcão e Mauro Naves – repórter global no campo de jogo -, ainda tentaram brincar com os privilégios da transmissão. “E aí, professor? Que instrução passou?”, brincou Cléber após ver Luxa falando no rádio com o auxiliar.

Em outro momento inusitado, Vanderlei disse que apenas havia trocado de lugar, e que estava oferecendo ao auxiliar o mesmo trabalho que costumava receber. “Quem está fora do jogo, passa a recomendação, e o técnico acata ou não”, disse. Ao ser perguntado se Nei Pandolfo poderia recusar suas orientações, Luxa riu e rapidamente respondeu. “Se ele quiser perder o emprego...”

Se a intenção da emissora era oferecer algo inusitado e diferente, a tentativa com Luxa, que já comentou a Copa de 98 em outra emissora e tinha até um blog no Globo.com, foi certeira: a transmissão de Palmeiras e Argentinos Juniors foi absolutamente impagável.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Craques de Liga dos Campeões


Que a Liga dos Campeões é uma competição peculiar, não há dúvida. Tem rivalidades próprias, atmosfera própria, música própria e, até, seus próprios craques. Steven Gerrard e Alessandro Del Piero, destaques da rodada de meio de semana, são dois desses que brilham quando o confronto é em gramado europeu.

Del Piero, no Santiago Bernabéu, levantou a torcida merengue com dois lindos gols. Conduziu a vitória pragmática da Juve, primeiro aproveitando vacilo de Guti, carregando e batendo de canhota, cirúrgico. Depois, de falta, ao seu melhor estilo, ultrapassando Casillas na precisão.

Delpi, que completa 34 anos no domingo, comemorou na companhia dos madridistas. Em Liga dos Campeões, tem 42 gols, quinta melhor marca geral. Com a dobradinha desta quarta, chegou à artilharia da edição 2008/09, e mostrou que tem uma relação particular com a LC.

Gerrard, personagem central da mítica final em Istambul, é outro que cresce quando o assunto é Liga dos Campeões. Nunca conseguiu dar um título inglês aos torcedores dos Reds, mas foi à duas finais de LC, venceu uma, e ainda tem um bônus no currículo: a Copa da Uefa de 2001.

Em Anfield Road, o Liverpool foi surpreendido pela atuação cínica do Atlético de Madrid, marcando com cinco homens no meio-campo e forçando o jogo com Maxi Rodríguez e Simão Sabrosa nos contragolpes. Gerrard buscou, como de praxe, comandar as ações dos Reds, e foi presenteado com um pênalti inexistente assinalado por Martin Hansson. Sem ter nada a ver com isso, o capitão pôs a bola no cal e a conduziu até as redes. Uma noite comum para ele, outro dos artilheiros da LC, com 4 gols.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Tratamento de choque


Um dos maiores desafios de José Mourinho ao chegar à Appiano Gentile era resgatar o melhor comportamento, e por conseqüência futebol, do outrora imperador Adriano. Por isso, o técnico português veio ao Mineirão, em junho, conversar com o jogador, saber de seus planos na volta para a Itália. Desde então, o tratamento do português tem sido de choque com o centroavante.

A titularidade com Mourinho e gols contra Bologna, Panathinaikos e Anorthosis Famagusta deram a sensação de que Adriano vinha se recuperando, idéia reforçada pelo gol contra a Venezuela. O centroavante, porém, voltou a aprontar, foi visto em balada até altas horas, chegou atrasado a treinamentos e foi afastado de dois jogos pelo treinador português. Já o argentino Julio Cruz foi perdoado.

"Acho que Adriano irá jogar mais se ele quiser, como fez antes e fez muito bem. Ele não está conosco, mas ainda há outros dois jogos pela Liga dos Campeões e estou convencido de que, se quiser, ele jogará". Mourinho afirmou, cético, para a imprensa.

Dunga, por sua vez, ignora o que ocorre em Milão. Disse que é problema da Inter, e que Adriano jogou bem contra a Venezuela e merece seguir no grupo. Parece, como fez com Robinho, querer oferecer um ambiente onde o jogador é querido, e assim ganhar sua confiança e melhor futebol.

É uma tese válida, mas para Adriano voltar a ser profissional, o tratamento de choque de Mourinho, e não os afagos de Dunga, é o melhor para o jogador.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Seleção da rodada - 33


SELEÇÃO DA RODADA

Rafael (Vasco)
Vítor (Goiás)
Leandro Almeida (Atlético-MG)
André Dias (São Paulo)
Athirson (Portuguesa)
Hernanes (São Paulo)
Mateus (Vasco)
Paulo Baier (Goiás)
Marquinho (Figueirense)
Dagoberto (São Paulo)
Ferreira (Ipatinga)

domingo, 2 de novembro de 2008

Semanário

As colunas da última semana

No Olheiros – Náutico segue sem revelar, mas se dá bem com promessas de outros clubes
http://www.olheiros.net/artigo.aspx?id=774

Na Trivela – Duelo entre Grêmio e Cruzeiro é crucial para o Brasileirão
http://www.trivela.com/Futebol.aspx?secao=17

E mais, no Olheiros – Maurício Vargas entrevista Ramires, craque do Cruzeiro
http://www.olheiros.net/artigo.aspx?id=777

Sábado com tática (3) – Caçula, líder e ultra-ofensivo

Hoffenheim atua e brilha em esquema maluco

Obasi é um dos três avantes do Hoffe


Brasil, África e Leste Europeu são três localidades pródigas para se encontrar talento futebolístico. O mais incrível é ver a mistura entre as três culturas justamente no futebol alemão. E dando um precioso resultado. O Hoffenheim, em sua temporada de estréia na Bundesliga, venceu sete de dez jogos e lidera com 22 pontos.

A campanha surpreendente é, também, fruto do esquema tático ultra-ofensivo de Ralf Rangnick, ex-Schalke 04. Com um 4-3-3 recheado por dois meias ofensivos e três homens de frente, o Hoffenheim tem feito placares incríveis, como os 3-0 construídos sobre o então líder Hamburgo em 35 minutos de jogo no último domingo.

O resultado da ofensividade dos blue-weiss é o índice de segundo principal ataque entre as melhores ligas nacionais da Europa. São 27 gols marcados em 10 jogos, média inferior apenas à do Barcelona, de 24 gols em 8 jogos. Na Inglaterra, o Manchester City fez 23 gols em 10 jogos, enquanto na França o melhor poder de fogo é o do Olympique Marseille, com 21 gols em 11 jogos. Famoso pela força de suas defesas, o italiano tem Lazio e Udinese como mais fortes ataques, com um número baixo: 17 gols em 9 jogos.

Em campo, o Hoffenheim se constrói com uma linha defensiva que atua adiantada, reduzindo o espaço de ação dos adversários. Pesa, para isso, a ótima capacidade física da jovem equipe de Rangnick, que tem laterais rápidos como Beck e Ibertsberger e um zagueiro veloz, o capitão Compper, de só 23 anos e ex-Borussia Monchengladbach. Mais lento, Jaissle é outro menino: 20 anos.

O meio-campo só tem um marcador de ofício: Luiz Gustavo, encontrado no Corinthians de Alagoas, é um volante dominador, com passadas largas e que nunca se nega ao choque, embora tenha virtudes técnicas bem razoáveis. Bem abertos pelos dois lados, Carlos Eduardo – canhoto, mas pela direita -, e o bósnio Salihovic – também canhoto e que atua na esquerda -, são talentosíssimos e armam o jogo, sempre pelos lados do campo. A juventude do trio também impressiona: A dupla brasileira tem 21 anos e Salihovic tem 24.

No ataque, o Hoffenheim também prima pela velocidade. Por isso, a troca de posições entre o trio de avantes complica a vida dos adversários. Os africanos Demba Ba (senegalês, 23 anos) e Obasi Ogbuke (nigeriano, 22 anos) costumam abrir o jogo pelos lados, em rapidez, técnica, força física e faro de gol. Mais pelo centro, mas sem menos movimentação, aparece bem Vedad Ibisevic, outro bósnio de 24 anos, artilheiro da Bundesliga com 11 gols.

A qualidade do trio de atacantes, aliás, pode ser comprovada em números: Ibisevic, com 2,30, Obasi, com 2,58, e Ba, com 2,65, são os três melhores jogadores do Campeonato Alemão, de acordo com as notas da conceituada Revista Kicker. Lembrando que os conceitos, por lá, são atribuídos de cinco a zero, valendo o zero como uma hipotética melhor nota.

O estilo de jogo do jovem e vibrante Hoffenheim é favorecido, também, pelo acanhado gramado do Carl-Benz Stadion, onde o clube tem mandado seus jogos na Bundesliga. Ali, os blue-weiss se impõem física, técnica e mentalmente sobre os rivais. Essa mentalidade determinada, por ora, vai levando o Hoffe ao topo. Se ele se manterá lá por mais tempo, só o futuro irá dizer. Ainda assim, tem sido encantador ver o caçula atuar.