terça-feira, 8 de março de 2011

Carnaval é razão principal por racha na Gaviões


Jucilei não aguentou: de longe, ao ver a Gaviões da Fiel ficar apenas na quinta colocação do Carnaval de São Paulo, provocou no Twitter. Algo surpreendente para um sujeito tão pacato como ele, agora jogador do Anzhi Makhachkala, mas compreensível para quem foi vítima de violentos protestos após a prematura queda na Copa Libertadores. O que Jucilei não saiba, possivelmente, é que protestou contra as pessoas erradas.

Não se sabe exatamente ao certo, mas a impressão geral é de que os atos de vandalismo a jogadores e funcionários do Corinthians não partiram exatamente da Gaviões da Fiel, mas sim de seu movimento dissidente intitulado Rua São Jorge, corrente que cada vez mais cresce dentro dos próprios Gaviões, já tem milhares de membros e se prepara para dar o grito de independência a qualquer momento.

A história de cisão entre a Gaviões e Rua São Jorge tem o Carnaval, a que se referiu Jucilei, como um dos principais motivadores. Membros do movimento paralelo se uniram por contrariar o investimento realizado na festa popular. Em seu site, a Rua São Jorge diz que "internamente, passou-se a pensar muito nos desfiles e cada vez menos no Corinthians". Segundo eles, "o intuito é o fortalecimento da arquibancada".

Foi nos tempos em que Herbert César Ferreira era o presidente, em 2008, que ganhou força o racha dentro da Gaviões da Fiel. Em dezembro, Herbert, por ocasião do programa Troca de Família, da TV Record, chegou a levar uma torcedora da Mancha Verde à sede da facção. Foi na mesma época, em agosto, que membros de Rua São Jorge e da própria Gaviões travaram conflito no Pacaembu.

Protestos como os que geraram a demissão de Adílson Batista ou recentemente na Copa Libertadores, e foram tão incomuns durante a gestão Andrés Sanchez, são atribuídos ao Movimento Rua São Jorge, ala vista como radical e que age com agressividade na caça por mais membros. Durante o processo que gerou a queda de Adílson, se ouviu das arquibancadas: "Alô Andrés, fica ligado. O seu dinheiro só compra mercenário". Curiosamente, o presidente corintiano ajudou a fundar, na década de 70, a organizada Estopim da Fiel.

É sabido que membros da direção corintiana dão auxílio financeiro para a Gaviões, o que ajuda explicar a paz que houve até que o Movimento Rua São Jorge ganhasse força suficiente para ter voz de comando dentro do clube. Os episódios recentes só escancaram uma realidade: as facções não fazem bem ao Corinthians. Nem ao Carnaval.

4 comentários:

TEMPESTADE disse...

pra mim isso é balela...

pra mim "rua são jorge" é apenas como eu vou dizer... a infantaria da gaviões da fiel... como eles mesmo se chamam, "os linha de frente".

tão todos ligados. Onde tem dinheiro, todo mundo ta em cima.

Criaram essa tal de rua são jorge so pra tipo ter a quem apontar o dedo em caso de briga ou confusão e poder isolar a gaviões disso, afinal a grana que vem do carnaval é boa e ninguem uqer perder.

Mas ai, alguem ja sabe como serão os desfiles ano que vem? tem tres escolas de time agora... ate hoje era uma por dia... e ano que vem, como será?

Alexandre disse...

Eh exatamente isso q foi escrito, apenas no final o comentario foi equivocado...se naum fosse a R.S.J o Ronaldo ainda estaria se arrastando em campo. Eles estao la para fiscalizar o Corinthians. O Corinthians naum pertence ao presidente e sim os seus torcedores verdadeiros q defendem o clube ateh com a propria vida.

Paulo disse...

realmente existe um racha entre o grupo da Rua São Jorge e a quadra da Gaviões, os dois são separados e raramente se comunicam. O grupo da São Jorge é mais truculento mesmo, e geralmente são responsaveis por esses protestos mais violentos.

O problema é que o grupo da Gaviões perdeu o interesse no futebol. Não acho que torcida alguma tem o direito de ameaçar jogadores, mas tambem é notavel que a Gaviões não tem a mesma presença no estadio que tinha até uns 10 anos atras, e a torcida não gera o mesmo espetaculo. Isso eu acho ruim, e acho que eles poderiam fazer mais em relação ao preço dos ingressos, esse tipo de coisa. Fora que existem boatos de que o pessoal do carnaval tem ligação com o PCC, igual a relação dos blocos no Rio com o trafico e o jogo do bicho.

Claudio Ferreira disse...

Torcida Organizada nada mais é do que facção criminosa e deve ser combatida. Rua São Jorge é apenas uma disputa de poder interna, nada de produtivo para o futebol ou Carnaval.

Tenho profundo desprezo por Gaviões, Mancha, Dragões e etc...