terça-feira, 6 de outubro de 2009

A incrivel história de Adriano Basso


Ele tem 35 anos, nasceu em Jundiaí, defendeu Ponte Preta e Atlético-PR, entre outros, é goleiro e mede 1,85 m. Seu nome é Adriano Basso e ele é ídolo do...Bristol City, da segunda divisão inglesa.

Essa e outras histórias curiosas sobre brasileiros que jogam nas segundas divisões dos principais países do mapa europeu da bola estão na série de matérias publicada hoje no Terra.

Confira:
Brasileiros desprezam país do futebol por "periferias" da Europa
Ex-santista tem bom salário e "porrada" na segunda divisão da Espanha
No Lecce e de "saco cheio", irmão de Kaká quer espaço no Milan

O que esperar de MÁRIO SÉRGIO no INTER


Mário Sérgio foi a mais exótica solução que o Internacional poderia apresentar para tentar reagir em uma temporada que, com Tite, parecia morta. O treinador ficou marcado pela passagem marcante do ponto de vista negativo pelo Botafogo em 2007 e por uma saída prematura enquanto realizava bom Campeonato Paulista com a Portuguesa neste ano. Seus bons trabalhos, como o Corinthians de 93, o Atlético-PR de 2001 e São Caetano de 2002, já estão distantes.

Não se pode ignorar a ligação que Mário Sérgio tem com o Inter e mesmo o futebol gaúcho, dado o seu sucesso com a camisa do Grêmio nos anos 80. A questão, no entanto, é que o carioca de 59 anos parece com as ideias amareladas e um futebol engessado demais para a oferta de talento que o elenco colorado oferece. Ainda que Tite fosse conservador e a defesa alvirrubra se mostrasse uma peneira em alguns momentos, não era de alguém como Mário que o time parecia precisar.

Fernando Carvalho profetizou que o Inter voltará a jogar à gaúcha, mas um torneio franco como o Brasileiro de pontos corridos pede algo diferente. Mário é um treinador médio em péssima fase, um ego duro de lidar e certamente uma injeção de disciplina no vestiário do Beira-Rio.

A julgar pela força e consistência de São Paulo, Palmeiras, Goiás e Atlético-MG, ou mesmo um possível punch forte de Grêmio e Flamengo nas rodadas finais, a tarefa do substituto de Tite será bastante árdua.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Diego, o decisivo


Jogo duro para o Palmeiras na Vila Belmiro contra o Santos. Até o gol de Luizinho em boa jogada de Neymar, meias e atacantes palmeirenses estavam distantes dos volantes e laterais, enquanto o time da casa tramava bem com o próprio Neymar e também Madson, quando Pará e Germano saíam para o jogo. O grande jogador aparece quando as coisas não vão bem e time campeão é aquele que ganha mesmo quando não está num grande dia. E como num piscar de olhos, Diego Souza deu a vitória para o time de Muricy, líder há 13 rodadas.

Se o momento do jogo era complicado para o Palmeiras, mais difícil ainda era a bola que Diego Souza escorou de cabeça para as redes. A partir dali, Luxemburgo tentou abrir o time com Felipe Azevedo, mas foi pego nos contragolpes. Primeiro, o camisa 7 recolhe na área e dá de bandeja para Robert virar. Depois, inicia linda jogada concluída por Vagner Love. A Vila Belmiro, onde Diego já fez gol decisivo na Libertadores de 2007, com o Grêmio, voltou a ser o palco dele.

De 15 vitórias palmeirenses em 27 rodadas, Diego Souza foi decisivo em pelo menos oito, além dos empates com Barueri e Atlético-MG. Cresceu demais a partir da chegada de Jorginho ao comando técnico e se consolidou com Muricy. A onze rodadas do fim e com vantagem de cinco pontos, o Palmeiras parece cada vez mais campeão. Muito disso se deve a seu decisivo camisa 7.

Os jogos decididos por Diego Souza:

Barueri 2 x 2 Palmeiras - duas assistências
Avaí 0 x 3 Palmeiras - assistência para o segundo gol
Flamengo 0 x 2 Palmeiras - fez o primeiro gol
Palmeiras 1 x 0 Santo André - fez o gol
Palmeiras 1 x 0 Fluminense - fez o gol
Atlético-MG 1 x 1 Palmeiras - assistência para o gol
Palmeiras 2 x 1 Internacional - participou diretamente nos dois gols
Palmeiras 2 x 1 Barueri - fez o primeiro gol
Palmeiras 2 x 1 Cruzeiro - fez o primeiro gol
Santos 1 x 3 Palmeiras - fez um gol, deu assistência e participou de outro



Matéria no Terra: Muricy garante marca histórica e amplia vantagem de Luxemburgo

domingo, 4 de outubro de 2009

Lopes, o salvador


Antonio Lopes é um treinador experiente e bastante razoável, mas sua contratação não parecia uma boa medida para salvar o Atlético-PR. Desde que deixou o Corinthians em 2006, foram quatro trabalhos por clubes diferentes no Brasileiro e um aproveitamento fraquíssimo, de 33%. Daí se imaginar que apostar nele era pegar um atalho para a Série B. Lopes, então, arregaçou as mangas e faz trabalho de primeiro nível em seu retorno à Arena da Baixada.

O time que venceu o Corinthians e 29 mil torcedores no Pacaembu vai muito bem com o experiente treinador. Foi o décimo jogo pelo Brasileiro, com seis vitórias e um empate, suficiente para sair da zona do rebaixamento e elevar o aproveitamento que era terrível, com 31%. Hoje, são oito pontos a mais que o Náutico, o 17º da tabela.

O crescimento vem com uma zaga bem arrumada, com Manoel, zagueiro destaque da última Copa São Paulo, jogando o fino da bola, normalmente com Nei a seu lado em uma linha de três atrás. Outra aposta de sucesso foi em Wesley, curinga do time, um dos principais dribladores da Série A e homem de confiança. A dupla Valencia-Rafael Miranda também é firme e linear, enquanto até mesmo Paulo Baier e Marcinho parecem comprometidos, marca maior do time.

Exigir de Lopes um time que brigue muito acima da zona de rebaixamento não é possível. O Atlético-PR de hoje, montado com jovens e pouco dinheiro, não tem capacidade de vencer os adversários na superação técnica e nem se sente seguro para dominar uma partida. Mas vende derrotas, como a última diante do Palmeiras e também contra o Atlético-MG, por um preço caríssimo, e arranca resultados expressivos, como bater o Corinthians no Pacaembu.

Antonio Lopes, artífice da reação, está renovado. Faz trabalho para salvar o Atlético-PR de um rebaixamento anunciado.

O bom chutador resolve


Em outros fundamentos, Correa é um jogador regular, sem brilhos nem deslizes. Mas o deixe chutar ou cruzar. Aí, o grande reforço atleticano é um monstro. Em pouco tempo no Galo, o volante se tornou referência, a ponto de ter participado diretamente nos triunfos contra Atlético-PR, Santos e Barueri, o adversário deste sábado.

A vitória, que pode recolocar o Atlético-MG no G4, surge dos pés do grande chutador, que lançou bola venenosa soltada pelo competente Renê para o primeiro gol de Diego Tardelli, e depois cobrou falta milimétrica.

Na mesma hora, Marcelinho Carioca havia dado o ar da graça no Bruno José Daniel. Jogo duro contra o Vitória, resolvido para o Santo André por intermédio de bola milimétrica - e venenosa - colocada por Marcelinho na cabeça de Nunes. O bom batedor resolve nos dias de hoje, pobre é quem não tem o seu.

PS: A título de curiosidade, Juninho, do Botafogo, e Souza, do Grêmio, são os líderes em gols de falta no Brasileiro. Cada um fez quatro.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Edno ou Defederico?


O meia que atua por dentro no desenho 4-2-3-1, esquema utilizado por Mano Menezes no Corinthians desde maio de 2008, deve ter características muito próprias. Hoje no Parque São Jorge, a despeito dos devaneios por Riquelme - ou até Ronaldinho Gaúcho, a grande dúvida é se o titular será Edno ou Defederico.

A impressão é de que Edno possui mais atributos técnicos e táticos para a função. Em primeiro lugar, porque a região do campo em que atua o meia-atacante induz normalmente a duelos individuais contra os volantes ou até zagueiros adversários. Daí a Mano Menezes crer que Defederico precise adquirir mais força para jogar por ali. E, ainda, as principais jogadas do argentino no último clássico contra o São Paulo terem surgido pelas beiradas do campo, setor favorável para jogadores mais leves.

Edno, que precisará justificar todo o esforço financeiro - e até diplomático - para sua contratação, tem o estilo rompedor que casa mais para o 4-2-3-1. Defederico tende a ser alternativa para Dentinho e Jorge Henrique ou mesmo para brigar pela vaga que era de Douglas em um ou outro momento. Hoje, a tendência é que Edno, que cabe bem como opção até pelas beiradas ou como centroavante, seja o titular da meia.

Ele e Defederico terão 11 jogos para mostrar que ao menos um pode ser o dono da posição na Copa Libertadores.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A primeira vez de Oscar


Cerca de uma hora antes do início de Náutico e São Paulo, conversava com Zé Sérgio. Técnico sub-17 são-paulino há seis anos, Zé, um dos últimos grandes pontas de nosso futebol, falava da dificuldade que os garotos da base tricolor têm no profissional, quando as oportunidades normalmente não passam de 20 minutos de jogo.

Curiosamente, pouco tempo depois, na partida entre paulistas e pernambucanos, Oscar foi chamado por Ricardo Gomes nos Aflitos. Pela oitava vez, entrou em campo neste ano e, como em todas as outras, teve menos de 20 minutos para mostrar serviço. Acionado no lugar de Marlos, apagado, Oscar formou grande dupla com Hugo, que resolveu para o São Paulo pela segunda vez em Recife neste Brasileiro.

Oscar deu assistência precisa para Hugo, proporcionou a expulsão de Michel e ainda deixou Rodrigo na cara de Gledson para fazer o terceiro. Está claro que o garoto, que só entrou em campo pelas suspensões de Dagoberto e Washington, e mesmo assim por apenas 20 minutos, merece mais espaço - casos também de Wellington e Henrique.

De qualquer forma, o São Paulo renasceu nos 45 minutos finais nos Aflitos. Empatou com um a menos, virou com dois a menos, e no mínimo manterá os cinco pontos de distância para o líder. Um dia para não se esquecer no Morumbi. O dia do primeiro grande brilho de Oscar no profissional.