
Quantas vezes, durante uma competição geralmente inchada, você já ouviu falar que “agora é que vai começar”? Pois é. Uma das frases mais recorrentes que envolve o futebol foi novamente repitida em massa após a definição dos confrontos da Taça Libertadores da América nesta quinta-feira;
Não que seja incorreta. Afinal, durante a fase de grupos da competição, preenchida por 32 postulantes (se não contarmos a fase preliminar), há várias babas. Equipes como Maracaibo, Real Potosí, El Nacional e Alianza Lima provaram não ter a mínima condição técnica de disputar um torneio continental, por mais que se diga que é preciso agrupar times de muitos países. Que se agrupe os melhores então!
O que o texto defende é que os campeonatos estão cada dia mais inchados. É inimaginável pensar em um Paulistão com 20 equipes, tomando 23 datas no calendário do futebol. Outros torneios como Copa São Paulo de Juniores, Copa do Brasil e até mesmo a Copa do Mundo, mostram que deveriam ser mais enxutos, privilegiando e enriquecendo fases preliminares e/ou eliminatórias.
Há de se basear no exemplo do Campeonato Brasileiro. Hoje, com 20 equipes, o maior torneio de futebol em âmbito doméstico, atingiu um número de participantes bastante aceitável. A consequência é, ou deveria ser, um nível técnico melhor e um calendário mais sadio. Não é porque há muitas outras competições inchadas e porque somos um país essencialmente exportador da mão-de-obra futebolística. Mas deveria ser.
Ter 20 equipes na Série A possibilitou, por exemplo, que a Série B se tornasse ano após ano um torneio que atrai visibilidade, circula muito mais dinheiro e protagoniza uma média de público que geralmente agrada. Não é por acaso que passamos a ver esse campeonato com mais atenção.