sábado, 29 de setembro de 2007
Constrangimento no Alto da Glória
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
Futebol brasileiro
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Especial: “Mercado 1997”

Romário está de volta, jogará no Valencia! Djalminha é o novo reforço do Deportivo La Coruña, que por quase 25 milhões de euros vendeu Rivaldo ao Barcelona. Este, aliás, também apostará em Sonny Anderson como o substituto para Ronaldinho.
Apelidado de Fenômeno na Itália, o brasileiro foi o mais badalado negócio entre os clubes europeus. O garoto, campeão na Copa de 94, terá a missão de recolocar a Internazionale no topo. Por fim, Cafu chega à Itália disposto a fazer história com a camisa da Roma.
Pode desistir, o futebol não encontrou uma fonte de juventude para resgatar fisicamente alguns dos seus principais jogadores. Trata-se do Mercado de Transferências para a temporada 1997/98, falando especificamente de Campeonato Espanhol e Italiano, àquele momento, bem superiores ao futebol inglês, hoje tido como a grande coqueluche do Velho Continente.
A análise é alicerçada sobre uma reportagem da Folha de São Paulo, escrita por Rodrigo Bueno, hoje também na Espn Brasil. Ali, se traça um panorama minucioso sobre as transferências das duas ligas e as expectativas geradas nos clubes. Falaremos as principais curiosidades, coincidências e tudo que se faz relevante neste momento, em que o mercado acaba de se fechar e as primeiras emoções já rolam na Europa.
Itália – “Fenômeno Ronaldo Lima”
A chegada de Ronaldo a Milão foi a principal movimentação do Mercado Europeu para a temporada 1997/98. Ainda que tenha criado laços firmes com a camisa azul-grená do Barcelona, a primeira passagem do Fenômeno pela Espanha teve apenas um ano. Contudo, foi o suficiente para catalisar sua imagem de super-astro, graças a feitos e gols jamais esquecidos pela torcida catalã.
Ronaldinho, como era chamado até então, fez 34 gols em 37 jogos com a camisa do clube, além de vencer a Copa da Uefa. Sua chegada à Itália, por 28 milhões de euros, gerava expectativas de um título que não vinha desde 1989. Para lhe auxiliar, a Internazionale tinha os badalados Zamorano, Zanetti e Djorkaeff, além dos selecionáveis Bergomi, Pagliuca e Moriero. No mercado neroazzurro, ainda foram trazidos os xerifes Zé Elias e Simeone, dois nomes de relação direta com a virilidade e o futebol sério.
Por sua vez, a Juventus, que começava a temporada como atual campeã, precisou fazer poucos reparos em seu fortíssimo elenco, com alguns dos melhores jogadores do mundo: Del Piero, Zidane, Deschamps e Peruzzi eram apenas parte de um timaço gerenciado por Marcelo Lippi. Dos que saíram, só Vieri e Boksic foram relevantes, dentre os principais titulares. Para reforçar seu poder de fogo, a Vecchia Signora foi atrás de Filippo Inzaghi, imaginando um nome que lhe garantisse muitos gols. Pippo, até então, jogava na Atalanta. Outro contratado foi Davids, após um ano ruim com a camisa rossonera.
O Milan havia tido uma temporada bastante abaixo da média, justamente quando Baresi se aposentava – terminando a Serie A 96/97 em apenas 11ºcolocado – e foi na Espanha buscar o nome que precisava. Fabio Capello voltou para Milanello, após dar, em sua primeira experiência internacional, o título espanhol ao Real Madrid. A surpresa ficou por conta da saída de Roberto Baggio, após uma curta e mau sucedida passagem pelo clube rossonero.
O elenco, porém, ainda tinha espinha dorsal qualificada. Nomes como Boban, Maldini, Costacurta, Savicevic, Albertini, Rossi e Desailly recheavam um onze titular onde o principal astro era o liberiano George Weah. Do futebol francês, veio o irreverente Ibrahim Ba, nome muito bem cotado. E da Holanda, chegou Patrick Kluivert, tido como uma jóia da base do Ajax, onde já havia sido campeão europeus. Outros dois brasileiros, André Cruz e Leonardo, fechavam o mercado milanês.
- Médios notáveis
Este período, um dos mais fortes da história do Campeonato Italiano, também era marcado pela força de clubes médios com considerável aporte financeiro. Assim, equipes como Roma, e até Lazio, Fiorentina e Parma, se opunham ao tradicional trio do norte. Na temporada 97/98, particularmente, a Udinese foi outro clube a conseguir sucesso.
Na Roma, quem começava a ganhar destaque era um garoto vindo do vivaio romanista, um tal Francesco Totti, que herdou a camisa 10 do uruguaio Fonseca. Cafu, Vágner e Paulo Sérgio haviam sido, ao lado do sueco Dahlin, as principais contratações dos gialorossi. O elenco ainda tinha o respaldo de Aldair, Di Francesco e Balbo, três nomes relevantes àquele momento.
A Lazio, já com o aporte financeiro que anos depois lhe deixaria na mão, trouxe o habilidoso Roberto Mancini para seu ataque, onde também jogaria o croata Boksic, de volta após rápida e positiva passagem pela Juventus. Para o clube celeste também chegava o iugoslavo Jugovic, nome de fibra que qualquer meio-campo necessita. Na defesa, o garoto Alessandro Nesta já era um líder.
O Parma, que começava a temporada como vice-campeão e disputaria a Liga dos Campeões, era outro time médio que metia medo em todos os grandes. Era o período de auge da Parmalat, mas algo parecia sintomático: a pouca ambição do clube no mercado.
Chegaram apenas Maniero, Giunti, Franceschini, Minotti e Milanese. A desconfiança se explica quando lembramos que anos antes o clube já havia tido Asprilla, Brolin e Stoichkov. Contudo, o trio Buffon-Cannavaro-Thuram já era uma referência, assim como o argentino Crespo.
Quem também tinha um timaço era a Fiorentina. Nomes valorizados como Toldo, Batistuta, Rui Costa e Oliveira, compunham uma sólida base, reforçada com a chegada de Edmundo, no meio da temporada. Após um Brasileiro-97 formidável com o Vasco, o Animal chegou decidindo jogos e fazendo da Viola uma grande atração, mas que se solidificaria apenas na época seguinte, tendo liderado a competição.
- Desenrolar dos fatos
A briga pelo título italiano 97/98 foi basicamente travada por Internazionale e Juventus.
O Milan, definitivamente, estava enfraquecido e terminou a competição em 10º lugar, dando a Fabio Capello uma volta esquecível ao clube. Apenas a Udinese, respaldada pelos ótimos Oliver Bierhoff e Alberto Zaccheroni, técnico do time, conseguiu algum destaque positivo além dos dois líderes.
A briga pela artilharia, de certa forma, representa também o que foi o campeonato. Três nomes, um de cada clube, travaram uma disputa que até hoje é lembrada quando se fala naquela temporada. O alemão Oliver Bierhoff, com alta reputação após a Euro-96, foi o principal goleador, com 27 gols que lhe levariam ao Milan posteriormente. Ronaldinho, em início impactante, fez dois a menos, mas esteve sempre no calcanhar do germânico. Alessandro Del Piero, que não chega a ser um goleador por ofício, fez 21, se mantendo próximo aos dois matadores.
A Juventus, mesmo tendo ido até a final da Liga dos Campeões, onde perdeu por 1-0 para o Real Madrid (gol de Mijatovic), administrou bem a liderança caseira e levou o bi-campeonato. O bom momento dos clubes italianos pôde ser visto com a clássica final da Copa da Uefa, envolvendo Lazio e Internazionale. Naquela noite, no Parque dos Príncipes, em Paris, Ronaldinho só não fez chover, dando o título aos neroazzurri em sua primeira temporada na Itália.
A temporada italiana 97/98 foi uma das melhores da história. Clubes grandes jogando muito e dominando a cena européia – exceção feita ao Milan, a surpreendente Udinese e outros notáveis como Roma, Parma e Lazio, compuseram um cenário que só mesmo agora, dez anos depois, o futebol da Bota parece capaz de redesenhar.
Alguns clubes gastaram demais e se envolveram em escândalos, com tudo rodeado por direções ruins. Casos de Fiorentina, Parma, Roma e Lazio, que apenas agora – com exceção da ainda combalida situação no Enio Tardini – voltam ao primeiro terço da tabela. Essa, acima de todas, é a principal lição que ficou após 10 anos passados.
“Espanha: Romário, Rivaldo e a Era Pré-Galácticos”As chegadas de Rivaldo e Romário, para Barcelona e Valencia, respectivamente, é que representavam maior oposição ao Real Madrid, iniciando 97/98 como o atual campeão espanhol e com mudança no banco de reservas: Capello voltava ao Milan, mas assumia o alemão Jupp Heynckes, credenciado por uma temporada elogiada no Tenerife - onde foi semifinalista da Copa Uefa e nono colocado na Liga Espanhola – e um bicampeonato alemão pelo Bayern.
O período, vindouro para o clube merengue, simboliza também a época anterior à filosofia de nomes Galácticos, não tão vencedora assim. Com Capello, Heynckes, Hiddink e Del Bosque, o Real Madrid foi novamente arrebatador, tendo vencido títulos que não conseguiu com jogadores estelares como Ronaldo e Beckham, especialmente.
Para manter o título espanhol, o Real Madrid não fez lá grandes esforços de contratações. A principal aquisição foi o jovem Fernando Morientes, que vinha de duas boas temporadas pelo Zaragoza. Karanka, que se tornaria um jogador de relativa importância, veio do Athletic Bilbao para compor o miolo de zaga. Panucci e Zé Roberto, de volta ao Brasil para jogar no Flamengo, foram baixas pouco sensíveis.
A equipe do Real, porém, era já excepcional. Karembeu, Seedorf, Redondo e Sávio compunham um meio-campo equilibrado, rápido e de muita técnica. A solidez de Hierro e Roberto Carlos – este no melhor momento da carreira - na defesa, além da presença de Raúl, Suker e Mijatovic, como atacantes, fechavam um cenário perfeito para os merengues.
A principal oposição ao Real Madrid, naturalmente, era o Barcelona. A dificuldade em encontrar um sucessor para Ronaldo – ou Ronaldinho na época – era evidente. Duas foram as alternativas do Barça: Sonny Anderson, que brilhava no futebol francês, e Dugarry, de passagem apagada pelo Milan. Rivaldo, então jogando como meia-atacante, também veio para a Catalunha, credenciado por uma temporada de estréia impactante com o Deportivo La Coruña, quando fez 21 gols.
Com eles, chegava também Louis Van Gaal, de passagem que se tornaria emblemática no Camp Nou. Inicialmente, Hesp, Bogarde e Reiziger, davam início a uma leva de nomes holandeses que viriam ao clube nas temporadas seguintes. O elenco blaugrana já tinha jogadores de muita capacidade, dentre os quais é possível destacar Figo, Luis Enrique, Guardiola, Stoichkov e o brasileiro Giovanni, ex-Santos.
- Brasil legal
O Valencia, mesmo após o fracasso com Viola, Leandro Machado (ex-Internacional) e Carlos Alberto Parreira anos antes, seguia apostando em brasileiros para se colocar como oposição na parte de cima da tabela. Para isso, buscou Romário e Marcelinho Carioca, mistura perigosa, explosiva e de pouco sucesso. Os Ches tinham Claudio Ranieri como alternativa a susceder Brian Robson.
O clube, porém, só encontraria de fato o sucesso com Héctor Cuper. Mesmo assim, se formava ali a espinha dorsal do time que seria vice-campeão europeu nas temporadas 2000/01, em que é possível lembrar de Mendieta, Gerard, Claudio López, Cañizares, Angloma, Angulo e Farinós.
Paralelamente, o Deportivo La Coruña cada vez mais emergia como clube médio, por vezes grande. As bem sucedidas trajetórias de Rivaldo e Bebeto, além das já solidificadas presenças de Flávio Conceição, Donato e Mauro Silva, fez os galegos pensarem novamente no tempero brasileiro para manter a estabilidade. Luizão e Djalminha saíram do Palmeiras, que naturalmente devia ter, àquele momento, boas relações com o clube espanhol, dada a quantidade de jogadores negociados.
Quando se fala em mercado de clubes espanhóis, naturalmente, deve se falar do Atlético de Madrid. Juninho Paulista, Vieri e Jordi Lardín foram três reforços de impacto, especialmente o atacante italiano, então campeão com a Juventus. O elenco dos colchoneros, porém, era limitado, irregular e mau-montado, o que pode se ver, não mudou muito nos últimos dez anos.
- Desenrolar dos fatos
Com os vários reforços e o Real Madrid mais atento ao cenário europeu, o Barcelona nadou a braçadas largas no Campeonato Espanhol. O holandês Van Gaal catapultou sua imagem de grande treinador, atingindo um status parecido, por exemplo, com o atual de Jose Mourinho, sendo considerado um sujeito moderno, inovador e com vocação para as taças.
Embora Sonny Anderson, e muito menos Dugarry, não tenham feito o que deles se esperava, Figo, Rivaldo e Luis Enrique, principalmente os dois últimos, fizeram uma temporada acima da média e que lhes colocava, inclusive, como astros em destaque para a Copa de 1998, disputada logo após a época em análise.
Sem força para duelar com o Barcelona, especialmente no momento em que se aprofundava a disputa na Liga dos Campeões, o Real Madrid obteve destaque pelo que fez no plano europeu. Raúl González jogava tanto que, o presidente meregue senteciou: “Se Raúl fosse Raulzinho já seria o melhor do mundo”, em alusão ao sucesso de Ronaldinho. A escalada européia do Real terminou com êxito diante da Juventus, em uma das melhores finais de Liga dos Campeões da década de 90.
Na cena espanhola, destaque ainda para as boas campanhas de médios como o Mallorca, a Real Sociedad e principalmente o Athletic Bilbao, vice-campeão. Aliás, ver a atual situação dos dois tradicionais clubes bascos, é algo sintomático se comparado com o que fizeram há dez anos atrás.
Sinais de que o futebol, como a vida em si, muitas vezes é moldado e destruído com o passar do tempo, sempre tido como o “senhor da razão”.
Agradecimentos pela imagem e idéia: Davi Laranjeira
Texto originalmente publicado na Trivela e no Futebol Europeu
Metralhadora
"Não sou um defensor de velhos ou novos treinadores. Acredito que existam por aí bons e maus técnicos, aqueles que alcançam o sucesso e aqueles que não alcançam. Não digam que sou arrogante, mas sou campeão europeu e um técnico especial"
"Se quisesse um trabalho fácil, ficaria no Porto.. uma bela cadeira azul, o troféu da Liga dos campeões, Deus e, depois de Deus, eu" (quando assumiu o Chelsea)
"Talvez quando eu chegue aos 60 anos, trabalhando há 20 como técnico na mesma liga, eu tenha o respeito de todo mundo, tenha o poder de me expressar e faça as pessoas tremerem um pouco" (sobre o rival Alex Ferguson, do Manchester United)
"Ele é um grande treinador, é inteligente e usa seu poder e prestígio. Os árbitros não deveriam permitir isso. Tenho muito respeito por Ferguson. Chamo ele de chefe dos técnicos. Talvez quando tiver 60 anos, os mais novos me chamem assim" (em mais uma frase irônica sobre o rival do Manchester United)
"Acho que ele é um daqueles voyeurs. Ele gosta de olhar outras pessoas. Sabe, aquelas pessoas que têm um grande telescópio em casa para ver o que acontece em outras famílias. Ele só fala, fala, fala do Chelsea" (sobre o rival Arsène Wenger, técnico do Arsenal)
"Esse gol veio da lua, das arquibancadas do estádio Anfield Road" (sobre o polêmico gol do Liverpool contra o Chelsea na Liga dos Campeões de 2005)
"Isso não é um placar de futebol, é um placar de hóquei. Nos meus treinos, em partidas de três contra três jogadores, se o placar chega a 5 a 4 eu mando os jogadores para o vestiário porque eles não estão defendendo bem" (sobre a vitória do rival Arsenal por 5 a 4 sobre o Tottenham em 2004)
"Como dizemos em Portugal, eles trouxeram um ônibus e colocaram na frente do gol. Estaria frustrado se fosse um torcedor que desembolsou 50 libras para ver esse jogo, com uma equipe só jogando e a outra apenas se defendendo" (sobre jogo contra o Tottenham em 2004 pelo Campeonato Inglês)
"Estou mais que infeliz. Infeliz é uma palavra gentil" (sobre um gol de falta recebido pelo Chelsea do francês Thierry Henry, então no Arsenal)
"Todo mundo espera que o Chelsea não vença todos os seus jogos. Quando isso acontecer, será feriado em todo o país. Mas estamos preparados para isso" (sobre a grande fase do time em 2005)
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
O time da temporada
Este que escreve, normalmente, critica o Arsenal pela pouca ambição no mercado. Para esta temporada, por exemplo, trazer apenas Eduardo – por muito dinheiro, é verdade, além de promover o jovem dinamarquês Bendtner, parecia pífio, sobretudo se alguém falasse que Adebayor seria a principal referência do ataque. Um defensor de Wenger, entretanto, poderia argumentar, e com razão, citando a transição Vieira-Fábregas no meio-campo dos Gunners.
Pois juntar os garotos, como a última Copa da Liga já havia credenciado, é mesmo uma mistura eficiente no time londrino. Hleb está cada dia mais pronto para ser o winger que Arsène Wenger quer, processo pelo qual passa o tcheco Rosicky. Van Persie, que tem aparecido pouco, já havia sido o grande nome do time na temporada passada, tendo feito também uma elogiável Copa de 2006. Não há dúvidas quanto ao potencial do holandês, que circunstancialmente pode ser usado como meia pela esquerda.
No plantel do Arsenal, há ainda muita gente em franca evolução. Denílson, Clichy, Eduardo da Silva, Walcott e Diaby são cinco nomes a serem destacados. Há pouco tempo atrás, certamente, não inspiravam confiança alguma. Hoje, são jogadores em quem Wenger pode confiar cegamente.
O capítulo amadurecimento, porém, encontra em Francesc Fábregas sua principal personificação. Alçado ao time titular após a saída de Vieira, o espanhol, mesmo com apenas 17 anos, havia sido uma das referências do vice-campeonato europeu na temporada retrasada. Hoje, seguramente o dono do time, Fábregas mostra evolução suficiente para ser um dos principais expoentes da Europa. Coordena as ações do time a todo instante, além de finalizar com precisão: é o artilheiro do time com 7 gols.
Nesse contexto, falar sobre a Copa da Liga – ou Carling Cup – se faz necessário. Foi com muitos meninos que, na última temporada, Wenger foi até a final da competição. Na estréia da atual edição, o treinador novamente deixou clara a intenção de usar mais garotos. Hoyte, Traoré, Denílson, Song e Bendtner foram utilizados de início, tendo Mérida e Lansbury, destaques do último Mundial Sub-17, ficado no banco. O espanhol foi a campo na segunda etapa. Resultado? Vitória londrina por 2-0 sobre boa parte dos titulares do forte Newcastle.
Evidente que há de se fazer a ressalva de que é início de temporada e há, inclusive, outros times capazes de superar o Arsenal. Porém, para quem estava cotado a perder o quarto lugar na Premier League, fazer o que tem feito já é uma grande resposta do Arsenal e da famosa política de Wenger, apostando em garotos que supostamente nunca amadurecem. Gilberto Silva, inclusive, falou à Trivela sobre o grupo ter os ombros mais leves após a saída de Henry, o que talvez tivesse efeito reverso se o time não tivesse qualidades. Hoje, é a equipe em voga na Europa.
Olho gordo #5 + Seleção da rodada #24

Nilton estreou profissionalmente pelo Corinthians em uma roubada. Era um dos jogos remarcados graças ao episódio Edílson Pereira de Carvalho. Na partida original, o São Paulo havia vencido com show de Amoroso e, para a volta, Antônio Lopes apostou no garoto apelidado “Muralha” nas categorias de base do clube. Àquele momento, a maratona de jogos era enorme e foi preciso rodar o time. O jovem volante, contudo, fez uma estréia tímida.
Cerca de dois anos depois, Nilton recebeu outra chance. Carpegiani lhe escalou diante do Botafogo e, em menos de dez minutos, o garoto já havia feito um gol contra. Mas, deve existir um Deus para os jogadores que balançam as próprias redes. No segundo tempo, o jovem volante fez, de fora da área, o gol da virada corintiana.
Semanas depois, contra o Santos, fez de longe, um golaço. Além da vitória, a falta cobrada por Nilton projetou a barracão de Fábio Costa. Volante de ótima presença física e chute de longe, também pode atuar como um zagueiro-líbero, entre dois zagueiros, rompendo com facilidade a primeira linha para se juntar aos volantes.
Como a sorte tem passado longe do Parque São Jorge, o garoto Nilton precisou fazer uma cirurgia no joelho que, embora não muito delicada, lhe deixará longe dos gramados em 2007. Ao menos, o clube já tem uma boa aposta para a próxima temporada.
As montagens da "Olho Gordo" são feitas por Diego Brito.
* Não foram encontrados peso e altura do jogador.
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
Bate papo com Kléber
Talvez porque as perguntas também não têm mudado muito. É sempre a mesma coisa e não muda muito o foco. O jogador acaba falando sempre o mesmo.
A postura de parte da imprensa, em muitas vezes, distorcer declarações e buscar polêmica, de repente, gera algum melindre no jogador entrevistado que prefere ficar com o pé atrás e não dar margem para algum problema?
Com tantas coisas que são expostas sobre jogadores, eles acabam muitas vezes ficando com o pé atrás. Sabemos que algumas perguntas são perigosas e é bom ter sempre a cabeça no lugar para responder corretamente.
O que você acha dos jogadores como Vampeta, Souza e Amoroso, por exemplo, que normalmente fogem um pouco do normal durante as entrevistas, geralmente criativas, engraçadas e até polêmicas?
Vejo como uma forma de enaltecer os jogos, fazer com que o futebol fique um pouco mais engraçado e não tão sério como querem que seja. Isso faz falta ao futebol.
Você acha que um jogador brigando por seleção, como você, por exemplo, tem ou deve ter outra postura, às vezes pensando em falar uma coisa, mas preferindo não falar?
Cada jogador tem sua postura e ele não vai mudar, seja em clube ou seleção. O Vampeta mesmo nunca mudou e esteve na seleção, sendo campeão do mundo. Inclusive, quando voltou, fez aquilo tudo no encontro com o presidente.
Tenho certeza que cada jogador tem sua personalidade e, ainda que de acordo com seleção ou o que quer que seja, não vai mudar.
Sobre o Kerlon, você reafirma a posição de que se fosse o Coelho, naquele momento, talvez fizesse a mesma coisa?
O que eu disse e talvez não tenham entendido bem é que, no calor do jogo, principalmente perdendo, você faz o que fez o Coelho. Não quero quebrar ninguém, isso jamais passa pela minha cabeça. Até porque, ele tem família e com certeza precisa do futebol para, como eu, dar uma vida legal para eles.
Futebol brasileiro
Aproveito para me desculpar pelo baixo número de postagens e visitas aos blogs dos amigos. Estou um tanto quanto atarefado, graças a Deus, aliás.
“Um ano antes ou um ano depois?”
Os momentos atuais específicos de Internacional e Fluminense merecem reflexões. Não se trata de oportunismo e mero julgamento após resultados convenientes, mas sim apontar erros e acertos que fazem, um e outro, colher do que foi plantado.
O que se desenha até aqui, na somatória de toda a temporada, faz com que o Flu comece 2008 com um time sólido e um elenco sujeito a apenas alguns reparos, necessários para enfrentar uma Copa Libertadores da América. Por sua vez, o Internacional, dificilmente disputará a competição, fruto de pelo menos uma remodelação de elenco e metodologia de trabalho em 2007. Dessa forma, pode se dizer que o Fluminense está um ano adiantado. E o Colorado, sem perspectivas, um ano atrasado.
Fluminense
O Fluminense, há tempos, não pode ser apontado como exato exemplo de organização. As inúmeras trocas de treinadores, desde a saída de Abel Braga ao fim de 2005, sempre materializaram as divisões entre clube e patrocinador. Contudo, desde que chegou Renato Gaúcho às Laranjeiras, a impressão era a de que poderia haver uma coalisão entre as duas partes, naturalmente interessadas no sucesso do clube. Renato, identificado com o Flu, tinha também reputação suficiente para ser apontado como uma solução para o banco de reservas.
Boa parte das contratações dos últimos tempos, inclusive, podem ser julgadas como corretas. O Fluminense, após a fracassada temporada de 2004 (onde teve Ramón, Roger, Romário e Edmundo), comandou uma mudança de foco dos clubes cariocas na hora de contratar. Em 2005, por exemplo, jogadores como Gabriel, Juan, Leandro e Juninho, foram muito úteis.
Buscar jogadores de clubes menores, especialmente de outros estados, normalmente soa como positivo se feito com critério (Cícero, Thiago Silva e Carlinhos, por exemplo). Repatriações pontuais, como as de Thiago Neves e Rafael, também merecem elogios. A fórmula se mostra bem mais eficaz que as apostas em velhos conhecidos, onde se enquadra as vindas de Roger ao Flamengo e Athirson ao Botafogo.
Nada disso, porém, funcionaria se o clube não tivesse foco, mesmo com a atual temporada teoricamente ganha. São quatro vitórias e dois empates (seriam cinco e um, não fosse o erro de Paulo César de Oliveira contra o Grêmio) nos últimos jogos, marca extraordinária, especialmente se analisarmos que os jogos do Brasileiro, entre aspas, são amistosos para o Flu.
Do jeito que está, o Fluminense deve apenas trazer cinco ou seis reforços para 2008, longe do número das últimas temporadas. Dar mais profundidade e, principalmente, estabilidade ao atual elenco, soa como o mais interessante para um campanha positiva no próximo ano e na volta do clube ao principal torneio do continente. Hoje, com o que tem feito, Renato Gaúcho faz o Flu ver o próximo ano com um esboço concreto no papel.
Internacional
O começo de temporada do Internacional foi planejado com coerência. Colocar garotos e jogadores pouco utilizados como responsáveis pelo início do Gauchão, soava como boa alternativa, já que o elenco principal tinha “feito hora-extra” em 2007, com o Mundial de Clubes. Na Libertadores, jogos como os contra o Nacional, em Montevidéu, e contra o Velez Sarsfield, no Beira Rio, foram circunstancialmente fatídicos para o ano Colorado, assim como os resultados ruins do time B no âmbito estadual.
A verdade é que, claramente, o trauma dos primeiros meses não foi digerido no Beira Rio. Além disso, as perdas de Fernandão, Pato e Iarley, um em cada momento diferente, fez com que o Internacional perdesse referências em campo, tornando-se um time comum quando via Christian ou até o bom Adriano como as únicas soluções para o ataque. Somado a isso, as constantes mudanças de plantel, com a ida e vinda – inclusive da base - de jogadores diferentes, fez com que em nenhum momento o Colorado tivesse um onze confiável no papel.
A própria saída e volta de Abel Braga, de certa forma, atesta a indecisão da direção. Estava claro não haver, no mercado, um nome com o mesmo pedigree do treinador. Alexandre Gallo, ainda sem cancha para um Internacional, foi outra situação a amarrar o desenvolvimento do clube ao longo de 2007.
Desde o início do Brasileiro, aliás, foram contratados e promovidos: Magal, Sidnei, Mineiro, Titi, Marcão, Guiñazu, Magrão, Wellington, Adriano, Gil, Sorondo, Orozco, Nilmar, Luciano Henrique, Roger e Diego. Apenas parte de um lista que poderia ser maior com alguma pesquisa mais profunda.
Nem se discute a qualidade de boa parte dos nomes presentes na relação. Contudo, a inserção dos jogadores ao time deve ser gradual e, quando não é assim, fatalmente dará errado. Outro fato comprovado é que, buscar vários atletas no exterior, no meio do ano, é ineficaz. A soma de tudo isso, intercalado com as trocas de treinadores, faz do Internacional de hoje um time sem identidade em campo e de pouco ou nenhum volume de jogo.
Em 2008, dá para fazer algo bem melhor, inclusive brigar por títulos. O elenco atual é bom e, se entrosado e bem fisicamente, está no nível que sugere a tradição do Internacional. Mas só 2008. Por ora, o Inter dificilmente fará algo e 2007 atrasa a vida do clube, que paga pelo mau desempenho na hora de planejar.
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
The Champions...
- Andrea Pirlo -
O primeiro é italiano e, dentro de campo, comanda os rossoneri. Andrea Pirlo é o camisa 21 do Milan, atual campeão e sempre favorito ao título. Melhor aplicação para o termo fantasista, Pirlo é quem dá ritmo e imaginação ao time de Carlo Ancelotti. Na estréia, recebendo o Benfica – hoje nem tão grande, mas tradicionalmente um gigante europeu, a equipe italiana esteve mais uma vez calcada na inteligência de seu maestro.
A função do cérebro milanês dentro de campo traz lições a alguns treinadores, essencialmente os brasileiros. Se o tradicional é deixar os mais talentosos jogadores à frente, Andrea Pirlo é o mais recuado dos meio-campistas de Ancelotti. Pensa o jogo de trás e, bem protegido por Gattuso e Ambrosini, dois leões, vai ao ataque nos momentos ideais. E vai para decidir.
A assistência de Pirlo, para Pippo Inzaghi, simboliza a visão de jogo que qualquer maestro deve ter. Seu gol de falta, em precisão milimétrica, é outra prova de que ele, ao contrário do que se diz, ainda é e sempre será um camisa 10. Isso, aliás, como no início de sua promissora carreira, salva pela transferência ao Milan. Só está mais longe do gol.
- Raúl González -
Não importa o que ele faça, ou não. Sempre haverá alguém a criticar Raúl González Blanco, a dizer que ele, que tudo já fez com a camisa merengue, é um jogador qualquer. Sempre haverá alguém para lhe chamar de amarelão, acabado ou mediano. Pois Raúl, ainda que viva seus altos e baixos - como qualquer grande jogador – segue ajudando a colocar seu Real Madrid perto do topo.
São mais de 100 jogos na Liga dos Campeões, onde ele, é absolutamente o maior dos goleadores e tem três dos nove canecos europeus do clube merengue. Raúl é o tipo de atacante completo. Sabe driblar, cabecear, armar, lançar e, mais que tudo, fazer gols. Pois tudo isso que foi visto contra o Werder Bremen, na estréia madridista.
Raúl cabeceou dentro da área alemã, em meio aos zagueiros, para abrir o placar. Mais tarde, quando a batata começava a assar, recebeu um lindo passe de Guti e fez o mais difícil: deu outro mais lindo ainda. A bola, açucarada e no pé mortal de Ruud Van Nistelrooy, só poderia parar no fundo do gol. Prova de que, vocação para a Liga dos Campeões, não é qualquer um que tem. Raúl pode dizer que sim.
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Um alento vindo da Andaluzia
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Avarento e competente
Até aí, dá pra se entender e até admirar Muricy Ramalho. Tive a oportunidade de conversar com ele, no último ano, por quase uma hora. É um sujeito bastante amigável e cortês, à sua maneira, nem sempre fácil de entender por alguns. Entretanto, Muricy tem extrapolado e por vezes, parece querer um reconhecimento que todos já lhe dão, como disse bem Antero Grecco, enquanto o treinador são-paulino falava após a vitória sobre o Santos.
Seus méritos, no sucesso do São Paulo, são muitos. A concepção tática dos jogadores e do time como um todo, é fabulosa. Não há, em todo o elenco são-paulino, alguém que só jogue em apenas uma posição, com exceção talvez dos atacantes. Os próprios atletas, individualmente, demonstram dicernimento com o que ocorre em campo, e isso também é mérito do treinador. Aliás, Muricy também treina variações e sabe, quando preciso, rodar o elenco.
Também é do treinador a disposição do time em todos os jogos. Muricy, que sempre diz não haver necessidade de motivação, tem sempre dentro de campo jogadores dispostos e obstinados pela vitória e pela perfeição. A parte física é outra que sobra, e aí entra a equipe comandada por Carlinho Neves, que há anos faz o São Paulo sempre intenso. E como foi dito por Carlos Cereto, uma equipe de basquete, onde todos defendem e atacam. Definição perfeita!
Muricy não precisa se afirmar e pode, inclusive, relaxar, sem deixar a peteca cair. Seus jogadores estão acostumados com o jeitão turrão que transparece, mas internamente o treinador é um sujeito amigável e isso posso assegurar. Só não pode é se auto-rotular como avarento e injustiçado, como faz a cada entrevista coletiva.
Pitacos da rodada + seleção #23
Volume de jogo bem maior do Vasco, que merecia vencer o clássico diante de um remendado e azarado Flamengo, que perdeu Renato Augusto e Paulo Sérgio por lesão durante a partida. Entretanto, clássico no Rio, em 2007, termina empatado. Mas o Vasco, assim, perde pontos que não pode perder.
Figueirense 4 x 1 Juventude
Ótimas opções de Gallo na armação do time, que tem jogadores muito interessantes, como o zagueiro Chicão, o lateral/volante Diogo, e o atacante Otacílio Neto. O Ju, que ameaçava reação após a vinda de Beto Almeida, fez um jogo defensivamente pavoroso no Scarpelli.
Grêmio 1 x 0 Internacional
Jogo de mais fibra que técnica, como têm sido os recentes Gre-Nais. Assim, prevalece o mais encorpado e bem armado time de Mano Menezes, cada dia mais fadado aos quatro primeiros lugares. Basta trazer mais pontos na bagagem. Mais do Internacional na coluna nova de futebol brasileiro na Trivela.
Corinthians 0 x 1 Botafogo
O Corinthians mudou meio time e estreou quatro novos jogadores. Não poderia mesmo dar certo. O Botafogo, mesmo com um volume de jogo baixíssimo, fez o suficiente para vencer a partida no Pacaembu, amparado por uma atuação segura do novo goleiro Roger. A presença de Zé Augusto mostra-se ineficaz e prejudicial, pois a categoria de base do clube vai perdendo um profissional de gabarito. Mas para a base.
Atlético-PR 2 x 1 Palmeiras
Netinho, enfim “oportunizado” no Atlético Paranaense, repete o belo futebol que já havia mostrado pelo Guarani e especialmente pelo Náutico, onde foi um dos pilares durante a Série B passada. O garoto, eficaz para jogar pelo lado esquerdo do campo, é bastante talentoso, assim como Ney Franco, que dá outra cara ao time do CAP. Já o Palmeiras, que não perdeu tantas chances quanto disse Caio Júnior, sente demais as ausências de Valdívia e Edmundo.
Atlético-Mg 2 x 3 Cruzeiro
Jogaço no Mineirão! Provavelmente, o melhor do campeonato. Ótimo início do Cruzeiro, mesmo com Marcelo Moreno pouco inspirado. Maicosuel e Wagner não foram tão bem, mas o volante Charles fez uma partidaça. Leandro Domingues tem feito falta, mas Kerlon e Guilherme, vindos do banco deram outro ritmo para o jogo. Pelos lados do Atlético, a presença de Marinho mostrou-se fundamental para a seqüência do torneio, assim como é Coelho nas bolas paradas. Mas um resultado que não desse três pontos para o Cruzeiro seria injusto. Foram marcados dois pênaltis irregulares, um pra cada lado.
Sport 3 x 1 Paraná Clube
Lori Sandri segue mudando o time, mas também não consegue vencer. Em casa, o Sport não perde pontos como os deste jogo, o que lhe mantém estável na tabela graças a um ou outro bom resultado fora de casa. Para o ano que vem, o Leão da Ilha pode ser maior, como foi no início deste ano. E o Paraná, cada dia mais, parece abrir caminho para o Coritiba, pois fatalmente vai indo para a Série B.
São Paulo 2 x 1 Santos
O desenho tático refeito por Muricy neutralizou todas as alternativas de jogo propostas pelo Santos, armado com um 4-2-1-3, mas sem velocidade de Pet, Marcos Aurélio e Pedrinho, como já havia sido, aliás, contra o Corinthians. Apenas Kléber Pereira levou perigo na primeira etapa, enquanto o São Paulo retia a bola e dominava o meio. Breno e Richarlyson foram soberbos pelos lados do campo, decidindo a parada pro Tricolor, cada dia mais campeão.
Fluminense 2 x 0 América
Após um primeiro tempo ruim, o Flu voltou dominante na segunda etapa, diante do sempre frágil América. Thiago Neves, mais uma vez, justificou a fama de melhor jogador do campeonato, ratificada pelo retrospecto recente. Mais do Flu, também na nova coluna de futebol brasileiro no site da Trivela.
Goiás 0 x 3 Náutico
A saída de Bonamigo era inevitável e o treinador, mais uma vez, contabilizou um trabalho irregular em sua trajetória recente. O Náutico, com não só Acosta, mas também Geraldo jogando muito, fez outro resultado espetacular. Não há dúvidas de que assim o Timbu escapará do rebaixamento. Repito: o trabalho de Beto Fernandes é excelente.
Roger
Léo Moura – Breno – Léo - Richarlyson
Charles – Hernanes
Geraldo – Thiago Neves
Guilherme – Otacílio Neto
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
North London Derby
O momento atual das equipes é absolutamente distinto. O Arsenal, mesmo fragilizado pelas saídas de Henry e Ljungberg, tem tido a consistência necessária para se manter no top four – atualmente é vice-líder. Por sua vez, o Tottenham tem apenas uma vitória em cinco jogos, tendo acumulado três derrotas e um empate nas outras rodadas. É apenas 14º na Premier League.
Um resultado ruim pode catalisar o que já há algumas semanas é cogitado em White Hart Lane: a cabeça do holandês Martin Jol está à prêmio. Mesmo com um elenco capacitado em mãos, o técnico sequer conseguiu pôr os Spurs na Liga dos Campeões, o que naturalmente já é um fracasso. O sevillista Juande Ramos, inclusive, recebeu uma proposta oficial para disputar a Premier League, prontamente recusada.
Como visitante, Arséne Wenger poderá comprovar a boa fase de sua equipe, responsável por tirar do Manchester City a invencibilidade na Premier League. O treinador francês conta, especialmente, com as ótimas fases de Fábregas e Van Persie, jogadores vitais para as aspirações da equipe na temporada.
- História do clássico -
Londres é, em todo o mundo, das cidades que possuem mais clubes profissionais de futebol. Atualmente, além de Arsenal e Tottenham, há outros três londrinos na Premier League: Chelsea, West Ham e Fulham. Acrescente ainda equipes conhecidas como Charlton, Watford, Crystal Palace, Queens Park Rangers e Millwall. A maior das rivalidades, porém, está no norte, naquele que é conhecido como o North London Derby.
A hostilidade entre os dois clubes pode ser datada de 1913. Os dois já existiam e tinham até confrontos registrados. Porém, não passava de uma rivalidade caseira e comum. Pois a partir da segunda década do século passado, tudo mudou. Foi quando o Arsenal partiu de Maner Ground para Highbury, a cerca de seis quilômetros do White Hart Lane. A proximidade naturalmente despertou aquela que se tornaria a principal rivalidade dos gramados ingleses.
E o primeiro confronto após isso foi, no mínimo, surpreendente. O Arsenal ainda jogava a segunda divisão, mas teve valentia suficiente para aplicar amplos 5-1 em White Hart Lane, diante do Tottenham, clube da elite nacional. Ao longo das décadas, o registro de grandes duelos envolvendo Gunners e Spurs é enorme. Três dos mais recentes, porém, merecem menção.
- Jogos marcantes recentes -
O timaço do Arsenal em 2003/04 quebrava recordes na mesma medida em que, impiedosamente, aniquilava seus adversários em um vistoso estilo de jogo focado nos contra-ataques. Nomes como Henry, Pires e Vieira, viveram ali, os melhores momentos de suas carreiras. Pois havia um derby, em White Hart Lane, para ratificar o título inglês. Após impor 2-0 (Vieira e Pires) já na primeira etapa, o esquadrão de Wenger permitiu um empate dos donos da casa (com Redknapp e Keane), que fizeram de tudo por uma vitória, algo que adiava o título dos rivais de Highbury.
O empate, todavia, foi suficiente para o título inglês do Arsenal, comemorado em pleno White Hart Lane. O Tottenham, porém, pôde se orgulhar da reação e do empate, não dando ao timaço de Thierry Henry uma vitória em seus domínios.
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O duelo entre Arsenal e Tottenham era o que de melhor ficava para o final da Premier League 2005/06. O Chelsea já havia garantido o título e, a quarta vaga para a Liga dos Campeões, era o que de fato importava àquele momento. Para disputar a principal competição européia, Martin Jol precisava trazer três pontos de Highbury, antiga casa dos rivais. Lennon e Carrick viviam grande fase e eram, ali, as principais virtudes dos Spurs.
E eis que Robbie Keane, aos 21min do segundo tempo, dava a vitória ao Tottenham, colocando a equipe na Liga dos Campeões. Mas do outro lado havia Thierry Henry, maior artilheiro da história dos Gunners. Há apenas seis minutos do fim, a torcida vermelha presente pôde vibrar: o comemorado quarto lugar materializava o fracasso dos rivais.
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O mais recente duelo, e também de infelicidade para a torcida do Tottenham, se deu pela semifinal da Copa da Liga de 2006/07. Arséne Wenger confiara essencialmente aos jovens e reservas a oportunidade de disputar aquela é, apenas, a terceira em grau de importância para os ingleses. Com atuações memoráveis dos brasileiros Denílson e Júlio Baptista, o Arsenal havia batido o Liverpool por goleada dentro de Anfield Road, solidificando a estratégia de Wenger.
No jogo de ida, o Tottenham havia ido para o vestiário com 2-0 (Berbatov e Júlio Baptista contra) à frente do placar no White Hart Lane. Pois Júlio Baptista, nome da competição, fez duas vezes, levando para o Emirates Stadium a possibilidade de vaga na final. Outro empate, agora de 1-1 (de um lado Adebayor, do outro Mido), pediu que houvesse prorrogação, onde os Gunners marcaram duas vezes (com Aliadiére e Chimbonda contra), selando a vaga na final, posteriormente vencida pelo Chelsea.
- Números
Artilheiros do clássico: Billy Minter e Bobby Smith (Tottenham) com 9 gols; Robert Pires e Alan Sunderland (Arsenal) com 8 gols.
Duelos: 155 jogos, com 65 vitórias para o Arsenal, 49 para o Tottenham e 41 empates.
- “Traidores”
Do Arsenal para o Tottenham: Jimmy Brain, Laurie Brown, David Jenkins e Rohan Ricketts.
Do Tottenham para o Arsenal: George Hunt, Freddie Cox, Vic Groves, Jimmy Robertson, Steve Walford, Willie Young, Pat Jennings, Kevin Stead e Sol Campbell.
- Plantão médico -
Para conseguir um bom resultado em casa, Martin Jol terá praticamente todo o elenco à disposição e apenas King e Ekotto estão de fora do derby. Naturalmente, a novidade é o jovem talento Aaron Lennon, recuperado após quatro meses de lesão. Lennon deve ser urgentemente aproveitado.
Os Gunners poderão usufruir do francês Sagna, recuperado de lesão e que cobre o buraco na lateral-direita. Outros como Senderos, Gallas, Eboué e Lehmann, seguem no estaleiro.
- Possíveis escalações
Arsenal: Almúnia, Sagna (Diarra), Touré, Gilberto Silva e Clichy; Hleb, Fábregas, Flamini e Rosicky; Van Persie e Adebayor
Tottenham: Robinson, Chimbonda, Kaboul (Dawson), Ricardo Rocha e Lee; Malbranque (Lennon), Huddlestone, Jenas e Bale; Robbie Keane e Berbatov.
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Bate papo com Fabrício Carvalho
Faço todas as mesmas coisas, inclusive fisicamente. Só tenho um acompanhamento durante 3 em 3 meses para avaliar e tem ido tudo bem, graças a Deus. Só no começo que fiz uma série de coisas monitoradas e tive contato com psicólogo.
Difícil eu dizer isso agora, mas existiu receio por parte dos médicos. Foi falado publicamente, mas o médico que tem me orientado confia no que faz e tem bom senso, conversou mais comigo. Vim para o lugar certo. Nunca tive esse problema que fantasiaram e digo que “buscaram pêlo em ovo”. Nada me impediu de atuar e isso já é passado.
Fiquei afastado por lesão e, depois, por opção do treinador. Mas já estou de volta e bem.
O Goiás passou uma fase excente e recentemente deu uma grande caída. Qual a perspectiva do clube para o resto do campeonato?
Esperamos somar muitos pontos, pois a diferença dos últimos pro meio da tabela é sempre pequena. A partir disso, dá pra pensar maior.
Após tudo que aconteceu, você pensa em criar raízes no Goiás ou espera buscar outros ares, principalmente na Europa, futuramente?
Deixo na mão de Deus, mas tenho contrato de 3 anos e procuro fazer o melhor dentro do que me permitem. Se acharem que estou atrapalhando, vou embora. Tenho essa iniciativa.
A queda do Goiás tem relação direta com a saída do Welliton?
Ele faz mesmo muita falta, mas futebol é coletivo. Temos mais jogadores, podemos atuar melhor. Queremos voltar a somar pontos e pôr o Goiás mais acima na tabela.
Futebol brasileiro
"Segredos conhecidos"
Planejar um clube grande de futebol, no Brasil, demanda mais perspicácia que provavelmente requer um Barcelona ou Real Madrid. Assumida a alcunha de exportadores de mão-de-obra para o mercado internacional, os brasileiros precisam se desdobrar e, principalmente, aguçar seu lado criativo na hora de planejar um elenco.
Em uma rápida passada de olho pelo elenco cruzeirense, segunda melhor campanha do torneio nacional, vemos nomes pinçados com algo bastante simples, mas cada dia menos comum: olho. Não basta investir na base, pura e simplesmente. Não dá também, claramente, para vender a alma e o time a empresários empurradores de jogadores. Por fim, contratar jogadores via dvd é um recurso de ineficácia comprovada.
Pois vamos aos destaques cruzeirenses: Ramires, que chegou sem alarde à Toca da Raposa após passagem pelo Joinville, está tranqüilamente entre os cinco melhores da posição no campeonato. Émerson, zagueiro-central, titular absoluto e capitão do time, era um desconhecido em Portugal. E virou solução. Dando mais profundidade para a tese, chegamos ao nome de Marcelo Moreno. Sequer titular absoluto do Vitória na Série C de 2006, o boliviano tem sido, nas últimas rodadas, peça decisiva na engrenagem do Cruzeiro. Poucos clubes contratariam um jogador assim.
O olho são-paulino também mostra eficiência. Possivelmente o melhor zagueiro do campeonato, Miranda era apenas mais um no Sochaux, clube médio do futebol francês. Havia jogado pouco no Coritiba e nem tinha, nas seleções de base, um histórico que justificasse sua contratação. Hernanes, cabeça-de-área dos mais regulares do país – de ótima marcação, passe e arremate – foi idéia de Muricy Ramalho, mas chegou a jogar no Santo André e poderia, muito bem, nem ter voltado ao Morumbi. Mas havia gente, do próprio clube, de olho nele.
A questão, além da iniciativa e da eficácia em observações, pretende apontar que, apenas em clubes medianamente organizados e estruturados, tais jogadores tendem a vingar. Fica difícil, por exemplo, querer que Marcelo Moreno, exemplificando, chegue ao Corinthians e jogue a bola que tem jogado no Cruzeiro. Hernanes, com a 5 do Atlético Mineiro, não seria o que tem sido.
Há outros clubes, porém, que parecem apenas acreditar nas boas estruturas para manter estabilidade. Atlético Paranaense, Juventude e Figueirense, sempre apontados como exemplos de times-médios, nacionalmente falando, brigam apenas pela permanência na Série A. Isto porque, basicamente, não montaram bons elencos e se desfizeram de nomes importantes ao longo do ano, com exceção dos gaúchos. Estes, desde a temporada passada, têm times fracos.
A receita para se dar bem no futebol, embora pareça complicada, é bastante simples. Boa estrutura (vide Corinthians, que oferece péssimas condições de trabalho), atenção para a categoria de base (vide Santos, que não tem revelado bons jogadores) critério e criatividade para contratar (vide o Flamengo, por exemplo), manutenção de comissão técnica (vide o Internacional) e o mínimo de resistência para vendas no meio da temporada (vide o Sport, por exemplo). Todos pontos fundamentais. Cruzeiro e São Paulo, e não é casualmente, destoam dos demais no Campeonato Brasileiro.
Complexo vira-lata
Dizer que “há coisas que só ocorrem com o Botafogo” é muito engraçado e bastante comum. O clube, porém, em fenônemo parecido ao que acontece no Parque Antártica, depende e muito do lado psicológico para se dar bem neste último terço de campeonato. A necessidade de afirmação, vista por exemplo no duelo com o São Paulo, afeta os jogadores e até o treinador, muito competente, Cuca.
O fato de já ter sido grande e até mesmo gigante tem que ser esquecido em Caio Martins. Não que o clube não seja mais, só que o estágio atual deve ser encarado como parte de um processo de crescimento ao longo dos últimos anos. Após somar grandiosos 24 pontos nas primeiras dez rodadas, o Botafogo tem apenas 15 pontos, nas 15 rodadas seguintes. O aproveitamento, de 33,3 %, é inferior ao do Juventude, penúltimo lugar, e causa incredulidade. Veja, não é um período curto de instabilidade, mas sim, 15 rodadas, quase um turno completo.
Cuca precisa deixar seus jogadores mais leves, com a cuca fresca, usando uma metáfora, mas bem real. O nervosismo das últimas rodadas só irá piorar as coisas. Não se trata de tirar o foco do elenco ou esquecer do campeonato, mas sim de trabalhar em paz, sem pressão. É disso que precisa o Botafogo.
A bola que rola na Euro
Veja quais as chances de classificação em cada um dos sete grupos, lembrando que avançam dois de cada chave e não há repescagem. Áustria e Suíça, sedes do torneio, já estão garantidas.
Grupo A, quem tem chances:
Polônia – 21 Pts / 11 J de 14
Finândia – 19 Pts / 11 J de 14
Portugal – 17 Pts / 10 J de 14
Sérvia – 16 Pts / 10 J de 14
Palpite: Polônia e Portugal
Portugal pode pagar por dois gols sofridos nos instantes finais de seus dois últimos jogos, quando vencia Polônia e Sérvia e acabou por ceder o empate. Os quatro duelos que lhe restam não são duros, mas a margem de erro permitida é de zero, sobretudo em uma chave competitiva como esta. Os poloneses mostram bons resultados, assim como a consistente e surpreendente Finlândia. Os sérvios, de Zigic e Stankovic, merecem sempre respeito.
Grupo B, quem tem chances:
Escócia – 21 Pts / 9 J de 12
Itália – 20 Pts / 9 J de 12
França – 19 Pts / 9 J de 12
Ucrânia – 13 Pts / 8 J de 12
Palpite: Itália e França
Duelos trepidantes têm marcado a vida no grupo B, onde a Ucrânia faz o que pode – ou menos que isso, e a Escócia dificulta a vida das finalistas da última Copa do Mundo, tragicamente encaixadas na mesma chave nas Eliminatórias. Os italianos recebem Ilhas Faroe e Georgia, além de visitar os escoceses: com sete pontos aí não devem ficar de fora.
Les Bleus têm uma tabela confortável, mas a margem de erro é praticamente zero. Um jogo em casa contra a Lituânia e visitas a Ucrânia e Ilhas Faroe. Os escoceses, que lideram, precisam vencer ucranianos e italianos para seguir com chances, embora estejam evidentemente confortáveis na ponta do grupo.
Grupo C, quem tem chances:
Grécia – 19 Pts / 8 J de 12
Noruega – 17 Pts / 9 J de 12
Turquia – 17 Pts / 8 J de 12
Palpite: Grécia e Turquia
Bom resultado da Grécia que, fora de casa, empatou com os noruegueses. Agora, o time de Otto Rehhagel, atual campeão, faz três jogos contra eliminados, dois deles em casa, para ratificar a classificação. A Turquia, em casa, receberá a Noruega em 17 de novembro a fim de somar três pontos e ultrapassar os nórdicos. Jogo decisivo à vista.
Grupo D, quem tem chances:
Alemanha – 22 Pts / 8 J de 12
República Tcheca – 20 Pts / 9 J de 12
Irlanda – 14 Pts / 9 J de 12
Palpite: Alemanha e República Tcheca
Situação claramente definida a favor de alemães e tchecos. O Nationalelf, com dois pontos, garante a classificação que já é virtualmente consolidada. Com sete vitórias e um empate, além de 31 gols pró e apenas 4 contra, o time de Joachim Löw sobra em território europeu. A República Tcheca e a Irlanda ainda enfrentam a Alemanha, mas a vantagem está do lado dos de Karel Brückner.
Grupo E, quem tem chances:
Croácia – 23 Pts / 9 J de 12
Inglaterra – 20 Pts / 9 J de 12
Rússia – 18 Pts / 9 J de 12
Israel – 17 Pts / 9 J de 12
Palpite: Croácia e Inglaterra
Rodada favorável para o English Team que venceu dois jogos, convenceu, e saltou à frente da Rússia na ainda aberta segunda vaga. Os croatas têm tudo para somar seis pontos nos próximos dois jogos e chegar até a última jornada, onde visitam os ingleses, já garantidos. Rússia e Israel, embora próximos, têm muito que torcer, pois ainda disputarão jogos duros contra os dois primeiro colocados.
Grupo F, quem tem chances:
Suécia – 19 Pts / 8 J de 12
Espanha – 19 Pts / 9 J de 12
Irlanda do Norte – 16 Pts / 9 J de 12
Dinamarca – 14 Pts / 8 J de 12
Palpite: Suécia e Dinamarca
Os espanhóis estariam virtualmente classificados, mas a tabela a cumprir é bastante complicada: a Fúria tem pela frente os outros três postulantes à Euro, mas fará dois jogos em casa. Os suecos, com quatro partidas a fazer e liderando com relativa tranqüilidade, devem seguir sem preocupação.
A Irlanda do Norte, principal zebra até as duas últimas rodadas, colecionou resultados ruins: foi batida por Letônia e Islândia, vendo sua confortável posição desabar. Por sua vez, a Dinamarca trouxe um empate da Suécia e goleou Liechtenstein, se colocando assim como terceira força da chave.
Grupo G, quem tem chances:
Romênia – 20 Pts / 8 J de 12
Holanda – 20 Pts / 8 J de 12
Bulgária – 18 Pts / 9 J de 12
Palpite: Holanda e Romênia
Romenos e holandeses se enfrentarão no próximo mês, permitindo uma eventual aproximação da Bulgária que, recebe a Romênia em novembro e pode, neste jogo, complicar a situação da seleção de Adrian Mutu, este em grande forma. A Holanda, contando com a volta absolutamente positiva de Van Nistelrooy, tem totais chances de classificação inclusive na liderança.
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Jovens italianos e o sub-17
Compensa voltar um pouco no tempo, dois anos, no mundial de 2005. Entre os jogadores da campanha italiana (caíram nas quartas-de-final), apenas Foti (Sampdoria) e De Silvestri (Lazio) tiveram oportunidades reais em seus clubes. Pouco, se comparado aos outros dois representantes europeus da competição: na Holanda, pelo menos quatro jogadores já fizeram cinco ou mais partidas na Eredivisie, sendo que Pieters (Utrecht) e Emnes (Sparta Rotterdam) já se estabilizaram como titulares. Entre os turcos, Nuri Şahin fez mais de quarenta partidas pelo Borussia Dortmund, e foi negociado com o Fenerbahçe. O armador Caner Erkin se firmou como titular do CSKA Moscou e Anıl Taşdemir é opção frequente no Ankaraspor.
O calcio exige muita força física, velocidade e aceleração de seus atletas, e já virou clichê dizer isso. Jogadores franzinos não conseguem se adaptar bem ao nível do campeonato, mesmo aqueles com boa técnica. Wilhelmsson é um exemplo recente. Jogadores sub-20, quando ofensivos, páram na forte marcação rival. Quando defensivos, não conseguem parar os adversários. Rolando Bianchi era artilheiro de incontáveis torneios primavera, mas só conseguiu se firmar na Reggina, seis anos após sua estréia pela Atalanta.