sábado, 1 de outubro de 2011

Dedé, Cortês, Volta Redonda e Nova Iguaçu: a vitória do futebol do Rio


Dedé, na Argentina, e Bruno Cortês, em Belém, estiveram entre os melhores em campo da Copa Roca. Mais do que um par de afirmações para a seleção, o sucesso dos dois jogadores, também os melhores em suas posições no Campeonato Brasileiro, diz muito para o futebol do Rio de Janeiro. Não só pelo fato de serem jogadores de Vasco, também de Rômulo e Diego Souza, e Botafogo, que ainda teve Jefferson na equipe titular e Elkeson entre os reservas. Mas também porque a trajetória de ambos se dá toda no Campeonato Carioca.

Cria da base do Volta Redonda, Dedé subiu aos profissionais com 17 anos. Em 2005, era reserva no bom time do Voltaço que foi vice-campeão carioca. Passou rapidamente pelo Fluminense, fracassou em testes na Udinese e, de volta, foi um dos melhores zagueiros do Estadual de 2009, dali para o Vasco. Cortês pintou no Nova Iguaçu, um dos times do Rio com melhor estrutura para a formação de jogadores, e se afirma com incrível personalidade no Botafogo de Caio Júnior.

Faz tempo que não se via surgir bons jogadores assim nos times menores do Rio. Com Romário, no Olaria da década de 80, e com Ronaldo, pelo São Cristóvão nos anos 90, o futebol carioca se mostrava ainda capaz de prospectar e encontrar os atletas com mais potencial. Fluminenses e revelações recentes do futebol brasileiro como os volantes Ramires, Jucilei e Rafael Carioca, entretanto, surgiram em clubes de outros estados, o que dá a percepção de que o Rio de Janeiro, com quatro times grandes, não encontrou aqueles potenciais.

Cortês e Dedé são casos diferentes e com toda a história percorrida dentro do estado do Rio de Janeiro. Equipes como Tigres, Nova Iguaçu, Volta Redonda e Resende trabalham a formação de atletas em ótimo nível. Deste último, por exemplo, saíram no último Campeonato Carioca os irmãos Guilherme e Gabriel Appelt, que flertou com Flamengo e Corinthians. Ambos acabaram negociados diretamente com a Juventus, de Turim. Têm 17 e 18 anos respectivamente.

Hoje, é possível dizer que os quatro clubes grandes do Rio de Janeiro, inclusive o Botafogo, realizam ótimos trabalhos de formação de atletas, o que vai reduzir a chance de se repetirem casos como os de Ramires e Jucilei. Mas nenhuma vitória é maior que a de Dedé e Cortês, duas realidades e estrelas crescentes do futebol brasileiro em 2011.

Um comentário:

Ciro Paiva Dias disse...

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