
A transição de ex-jogadores para a função de treinador é sempre incerta, como prova por exemplo as inconstantes passagens recentes de Zico. Laurent Blanc, grande artífice da temporada suprema do Bordeaux, já pode se dizer um vitorioso. Em seu terceiro ano no banco de reservas, o comandante francês, faz por merecer a atenção de gigantes europeus. Não à toa, teve o nome ligado à sempre especulada sucessão de Alex Ferguson.
Blanc estreou como treinador no comando do Bordeaux no início da temporada retrasada, ocupando o lugar do agora são-paulino Ricardo Gomes. De cara, foi vice e no ano seguinte encerrou a hegemonia do Lyon com uma reta final impressionante, de 11 vitórias consecutivas. Acumulou ainda o título da Copa da Liga, abrindo os olhos da Europa para seu trabalho. No ano do debute, foi eleito o principal treinador na França, ocupando o segundo lugar em 2008/09.
Nessa temporada, o trabalho no Bordeaux apresenta avanços, com o primeiro lugar na Liga dos Campeões em um grupo com Bayern de Munique e Juventus. Não é só: os girondinos estão prontos para bisar a façanha caseira, com uma vantagem na Ligue 1 que permitirá dosar os esforços para procurar às quartas europeias. Aliás, até o sorteio ajudou, já que Blanc terá pela frente o combalido Olympiacos.
Esse crescimento também tem pouca influência financeira, diga-se de passagem: para a atual temporada, o Bordeaux investiu 28 milhões de euros para suprir seu elenco, essencialmente as perdas dos titulares Obertan e Diawara. Muito menos que os 41 milhões do Olympique Marseille ou que os 80 milhões de euros do Lyon.
O que impressiona no trabalho de Blanc também é a consistência tática e organização do Bordeaux, com uma estrutura móvel para diferentes tipos de adversários, essencialmente variando entre o 4-3-1-2 e o 4-2-3-1. A recuperação de Gourcuff como um potencial World Class é outro legado do treinador, hoje já muito além do zagueiro de classe e segurança que conseguiu, por ser exemplo, vencer a Ligue 1 com o Auxerre.
Blanc estreou como treinador no comando do Bordeaux no início da temporada retrasada, ocupando o lugar do agora são-paulino Ricardo Gomes. De cara, foi vice e no ano seguinte encerrou a hegemonia do Lyon com uma reta final impressionante, de 11 vitórias consecutivas. Acumulou ainda o título da Copa da Liga, abrindo os olhos da Europa para seu trabalho. No ano do debute, foi eleito o principal treinador na França, ocupando o segundo lugar em 2008/09.
Nessa temporada, o trabalho no Bordeaux apresenta avanços, com o primeiro lugar na Liga dos Campeões em um grupo com Bayern de Munique e Juventus. Não é só: os girondinos estão prontos para bisar a façanha caseira, com uma vantagem na Ligue 1 que permitirá dosar os esforços para procurar às quartas europeias. Aliás, até o sorteio ajudou, já que Blanc terá pela frente o combalido Olympiacos.
Esse crescimento também tem pouca influência financeira, diga-se de passagem: para a atual temporada, o Bordeaux investiu 28 milhões de euros para suprir seu elenco, essencialmente as perdas dos titulares Obertan e Diawara. Muito menos que os 41 milhões do Olympique Marseille ou que os 80 milhões de euros do Lyon.
O que impressiona no trabalho de Blanc também é a consistência tática e organização do Bordeaux, com uma estrutura móvel para diferentes tipos de adversários, essencialmente variando entre o 4-3-1-2 e o 4-2-3-1. A recuperação de Gourcuff como um potencial World Class é outro legado do treinador, hoje já muito além do zagueiro de classe e segurança que conseguiu, por ser exemplo, vencer a Ligue 1 com o Auxerre.