domingo, 4 de abril de 2010

Argentina 138 x 88 Brasil


A forma dos atacantes ilustra e bem as diferenças entre os momentos do Brasil e da Argentina a pouco mais de dois meses da Copa do Mundo. Nessa comparação, a vantagem dos argentinos é impressionante: 138 gols a 88 em partidas de clubes na temporada 2009/10.

Diego Maradona tem certo em sua lista as presenças de Higuaín, Messi, Diego Milito, Tévez, Agüero e Palermo. Já Dunga deve levar Adriano, Luís Fabiano, Robinho e Nilmar, com esperanças apenas razoáveis para Grafite e Alexandre Pato, prioritariamente.

Na Espanha, a artilharia é disputada cabeça a cabeça pelos hermanos Messi e Higuaín, enquanto Diego Milito persegue Di Natale na Itália e Tévez tem incríveis 20 apenas na Premier League, na quarta posição atrás só de Rooney, Drogba e Darren Bent.

Os argentinos ainda se dão ao luxo de desprezar Saviola, com 11 gols e em quarto lugar na briga pelo posto de goleador em Portugal, Lisandro López, com 13 gols e a vice-artilharia da Ligue 1, e até Lucas Barrios, com 15 gols e a terceira posição entre os marcadores da Bundesliga.

Por outro lado, a fase dos atacantes brasileiros na temporada é desprezível e resta apenas saber até que ponto isso irá pesar na África do Sul. Os melhores números são de Adriano, que contabilizando as partidas com o Flamengo desde agosto chega a 24 gols, mas não se livra das polêmicas e tem a convocação em risco.

ARGENTINA – 138 GOLS
Messi 35 gols
Higuaín 26 gols
Tevez 25 gols
Diego Milito 22 gols
Agüero 17 gols
Palermo 13 gols

BRASIL – 88 GOLS
Adriano – 24 gols
Luís Fabiano – 16 gols
Grafite – 16 gols
Alexandre Pato – 14 gols
Nilmar – 12 gols
Robinho – 6 gols

4 comentários:

Rodrigo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rodrigo disse...

caro Dassler, há um ponto importante para analisar nesse levantamento que, acredito,você não levou em consideração: as contusões e os clubes em que os jogadores atuam. O Luis Fabiano por exemplo teve 3 lesões em sequência e só fez 16 partidas na Liga Espanhola (10 gols). Se contar que é bem diferente jogar no Sevilla ou no Villareal e jogar no Barcelona e no Real Madrid.

Dassler Marques disse...

realmente as lesões pesam, rodrigo, mas estar em um time de ponta e se manter fisicamente bem não deixa de ser um mérito individual.

Rodrigo disse...

sem Duvida Dassler, mas no caso do Luis Fabiano, por exemplo, sabemos que o fato de não estar em um grande da Europa não é falta de mérito e sim uma circunstância.