terça-feira, 21 de julho de 2009

Quando se vende muito e se ganha pouco


Entre R$ 10 e R$ 13 milhões: é isso que o Corinthians levará com a venda de dois de seus titulares, Cristian e André Santos, para o Fenerbahçe. É pouco, sobretudo porque são jovens e um deles defende a Seleção Brasileira, algo palpável para o segundo.

Acontece que o Corinthians é um time fatiado. Andrés Sanchez não tinha de onde tirar recursos para montar uma equipe forte com forças próprias e precisou recorrer a parceiros para trazer reforços. Por isso, mesmo que venda titulares, o clube não irá encher o bolso de dinheiro.

Aliás, a lição parece não ter sido aprendida no Corinthians, que acaba de trazer Bill, do Bragantino. Só ficará com 30% do jogador, enquanto o resto se divide entre o clube vendedor e um grupo de empresários.

Veja o que o Corinthians tem de seus principais jogadores:

Felipe - 50% do Corinthians, 25% do Bragantino e 25% de empresários
Chicão - 55% do Corinthians, 30% do jogador e 15% do Figueirense
A.Santos - 27,5% do Corinthians, 22,5% do Sonda e 50% do Figueirense
Elias - 100% dividido por empresários
Cristian - 33% do Corinthians, 33% do Flamengo e 33% do Atlético-PR
Douglas - 50% do Corinthians e 50% do São Caetano
Dentinho - 57,5% do Corinthians, 22,5% do Sonda e 20% do agente Cláudio Guadagno

5 comentários:

André Augusto disse...

Realmente é uma pena, mas também acho que o Andrés não tinha muitas opções. O desafio agora é começar a arrumar jogadores com mais verba do clube, para retornar os investimentos.

Nicolau disse...

É uma tristeza, espero que a sangria do Corinthains pare por aí. Se não, esquece o brasileiro e reza pra montar um time pra Libertadores ano que evm. O companheiro Fredi fez uma análise da situação em que os clubes estão se colocando nessa era de empresários e jogadores "fatiados". Está aqui:
http://www.futepoca.com.br/2009/07/clubes-sao-barrigas-de-aluguel.html

Samuel (Joalvinegro) disse...

Amigo,

Escrevi também a respeito disso no meu blog (www.timaoblogfiel.blogspot.com).

Resumindo, o atual estágio do futebol brasileiro deve-se a Lei Pelé.

Dirigentes fracos também tem sua contribuição, mas nem os maiores gênios da administração moderna conseguem fazer algo diferente com essa legislação.

Pelé foi o maior craque dentro de campo, mas fora dele, além das inúmeras bobagens que fala deixou como herança essa malfadata lei.

Com a valiosa contribuição do Juca Kfouri, mentor da Lei e que se cala sempre que é questionado.

Acabou o "passe" para os clubes, e transferiu-se para os empresários e "fundos de investidores".

Todo mundo ganha, menos o clube.

E a torcida, como sempre.

Triste futebol brasileiro.

Ou se muda a Lei Pelé, ou adeus!

Valeu!

Luis Marcelo Bim Tedesco disse...

Realmente é uma pena que os clubes nao conseguem contratar os jogadores por conta propria e tenham que dividir os jogadores com parcerias e/ou empresarios.
Concordo com o Samuel, em parte, isto foi culpa da Lei Pelé, que apenas mudou os erros de lado. Se antes os jogadores eram praticamente escravos, hj é o clube que quase nao tem direito. Uma reformulaçao da lei, para achar um meio termo seria o ideal.
Entretanto, outros fatores levaram a isso, como a imcompetencia dos proprios clubes em gerir o futebol.

PS- obrigado pelo comentario em meu blog.

Saulo disse...

O Corinthians tá perdendo dois bons jogadores que vão fazer muita falta.