quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Mudança de hábito


Como pode um time que atropelava nos primeiros meses do ano, e em muitos momentos do ano passado, virar o lanterna do Brasileiro? O mal que acomete o Sport é bastante interessante e o time parece até mais fadado ao rebaixamento que o Náutico, que tecnicamente é muito inferior. A salvação rubro-negra só virá com uma sensível mudança e Péricles Chamusca, um treinador inteligente e estudioso, talvez tenha sido uma boa opção.

Com um elenco primordialmente formado por jogadores experientes, o Sport se encorpou com Nelsinho Baptista atuando com muita força, disciplina tática, entrega e um potencial técnico que, diante de boa parte dos rivais locais, conseguia se sobressair. A perda da Libertadores – e o Sport não podia pensar que ia ser campeão – eliminou essa química por completo. O time perdeu essa estrutura psicológica que o empurrava para as vitórias. Nelsinho, mais que ninguém, sabia disso. E por isso pegou o boné na primeira oportunidade.

O Sport precisa de uma nova forma de jogar para recuperar pontos enquanto é tempo. Covarde fora de casa, instável na Ilha do Retiro, deixou de ser um bicho papão. Há poucos jogadores chegando para fazer isso: Eduardo e Renan, ex-Atlético-MG, e o próprio Ciro, podem ajudar nessa mudança. Não será fácil a missão de Chamusca. Hoje, o Leão é sério candidato para a queda.

3 comentários:

Michel Farias disse...

A grande realidade é a falta de compromisso da CBF com a região do nordeste. Ninguém desmente que o Sport passa por um momento ruim, mais a CBF não está nem ai, uma confederação que era para dar um suporte para regiões desfavorecidas em relação a capital(dinheiro), ela prefere ganhar dinheiro em amistosos contra Estónia.


http://ofuteboleoscariocas.blogspot.com/

gerson disse...

Dassler, talvez a diretoria não tenha avaliado corretamente a situação. Se o problema não é o treinador são os jogadores que devem mudar.

André Rocha disse...

Eu acho que houve uma imaturidade na disputa da Libertadores. De "zebra", o time passou a se considerar candidato ao título continental com o primeiro lugar no "Grupo da Morte" e a campanha avassaladora no Estadual.

Nas oitavas-de-final, todos confiaram demais no bom retrospecto contra o Palmeiras em confrontos recentes e se consideraram os favoritos.

O baque da eliminação considerada "precoce" desnorteou o clube e a saída de Nelsinho foi a pá de cal.

Só não cai se o Péricles Chamusca souber injetar ânimo e refazer a estrutura tática dos tempos de Nelsinho. O 3-4-1-2 parece o mais indicado.

Abraço, Dassler!