quinta-feira, 17 de junho de 2010

Por que brasileiros e espanhóis sofreram

Muitos, muitos passes foram dados por brasileiros e espanhóis em suas primeiras participações na Copa do Mundo. Precisamente, 595 do time de Dunga e 527 do time de Vicente del Bosque. Olhando friamente para os números, você ainda verá que os dois times finalizaram bastante, mas a verdade é que chegaram poucas vezes em condição de marcar. O post traz duas imagens do excelente site Zonal Marking.net.

Criar oportunidades diante de nove jogadores fielmente posicionados atrás da linha da bola, como ficaram os norte-coreanos e os suíços, não é uma tarefa fácil. Exige muita movimentação, profundidade nos passes, algum improviso, entrosamento e uma dose de atitude. Brasileiros e espanhóis jogaram com formações parecidas, mas erraram de forma diferente.

Os momentos difíceis do Brasil foram geralmente graças à falta de um articulador, porque tinha dois volantes que não chegam à área, o que é sempre a melhor arma de se furar uma retranca. Além disso, os brasileiros tinham meia (Kaká) que depende de espaços para jogar em velocidade e dois homens abertos que ficam muito distantes do centroavante.

Não foram poucas vezes ainda que Maicon passou e não recebeu, ou que Michel Bastos, preocupado com Mun In Guk e Jong Tae-se, não saiu da defesa. O espaço só apareceu graças a uma linda inversão de bola de Felipe Melo (imagem abaixo).


O mais importante para o Brasil, no fim das contas, acabou sendo somar três pontos, o que Costa do Marfim e Portugal provavelmente também farão. Ressalva feita, claro, ao perigo: em caso de um empate no próximo jogo e uma vitória portuguesa por dois gols, será inevitável ter que vencer os lusos.

Na comparação com o Brasil, a Espanha não venceu porque enfrentou um time superior à Coreia do Norte e também por não ter tido a mesma sorte, vide os gols quase feitos por Xabi Alonso e Piqué. No caso espanhol, havia gente demais para organizar e pouca penetração, quase nenhuma entrada na área e, ainda, raras finalizações.


A entrada de Fernando Torres devia ter se dado no intervalo, o que prova uma crença demasiada dos espanhóis no estilo de jogo da posse de bola na intermediária ofensiva (imagem acima). O positivo é que, desta vez, ao contrário de outras “amareladas” da Espanha, a derrota veio em tempo para uma reação. E de se repensar algumas ideias.

BRASIL (4-2-3-1) x COREIA DO NORTE (5-3-1-1)
Melhor em campo: Maicon
Melhor da Coreia do Norte: Jong Tae-Se
O leão: Elano
O preguiça: Gilberto Silva
A imagem do jogo: abraço entre Elano e Maicon no primeiro gol

CHILE (4-3-3) x HONDURAS (4-1-4-1)
Melhor em campo: Isla
Melhor de Honduras: Alvarez
O leão: Valladares
O preguiça: Palacios
A imagem do jogo: defesa histórica do hondurenho Valladares

ESPANHA (4-2-3-1) x SUÍÇA (4-4-2)
Melhor em campo: Derdiyok
Melhor da Espanha: David Villa
O leão: Ziegler
O preguiça: Busquets
A imagem do jogo: Piqué sangrando no gol suíço

2 comentários:

Diego disse...

Não que eu discorde, mas só uma observação, o preguiça Gilberto Silva foi o brasileiro que mais metros percorreu na estréia.

Dassler Marques disse...

bem observado hein, diego hehehehe